Pedi à Geórgia, titular absoluta em todas as posições do meu coração, que preparasse um texto sobre algum livro que pudesse ser publicado para lembrar o Dia Internacional da Mulher. Ela escolheu o livro A Ciranda das Mulheres Sábias para homenagear, segundo ela, as mulheres que continuam a luta das operárias norte-americanas assassinadas pela repressão numa fábrica de Nova York, em 1857.
Aproveito para revelar um segredo de alcova: o primeiro texto que minha esposa (namorada, amante, amiga, companheira… etc etc etc) escreveu aqui para o Caótico, sobre o livro A Função do Orgasmo, de Reich, está entre os 10 textos mais lidos ou acessados deste blog.
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por Geórgia Araújo
A ciranda das mulheres sábias é um livro pequeno de 123 páginas, escrito por Clarissa Pinkola Estés, a mesma autora de Mulheres que correm com os lobos (1992). Trata da temática do feminino, da força crescente da mulher madura e do poder curativo que isso tudo pode ter em sua vida. É importante ressaltar que o termo curativo aqui não se resume ao que o senso comum considera como ficar curado de alguma doença. Curar, aqui, se relaciona com a sabedoria diante das dificuldades da vida, seja nas relações familiares, de amizade ou de trabalho etc.
Além disso, o livro nos lembra da capacidade que uma mulher sábia pode ter de, através do seu exemplo de vida, fazer com que outras pessoas possam viver de verdade, aproximando-se cada vez mais de sua essência e da concretização dos seus projetos de vida.
“Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem.” (pág. 109) Leia Mais


Domingo, antes da uma da tarde. Setenta e nove dias desde a primeira vez que sentei a bunda na cadeira para batucar a primeira linha do Um Rio de Gente, cheguei ao fim colocando o ponto final na história de seu Zomilton, o barqueiro que faz a travessia do Capibaribe da Torre para a Jaqueira. Agora, é só esperar a revisão e fazer mais umas duas leituras, uma com o material impresso e mais outra com tudo diagramado.
Não tem jeito, a TV brasileira foi derrotada mais uma vez pelo carnaval de rua de Pernambuco. E, mais uma vez, a derrota foi feia, goleada de verdade, seis ou sete gols de diferença no Recife. Em Olinda, o resultado foi ainda mais dilatado, pior do que Hungria e El Salvador na Copa de 82, sem direito a gol de honra. Ainda bem.
Nos últimos dias de 2009, no meio daquela correria sem sentido de final de ano, considerei que eu merecia um presente. As semanas que viriam pela frente prometiam ser de muito trabalho, com a chegada dos filhos que moram com a mãe em Tocantins, a obrigação de correr contra o tempo e entregar os textos do Um Rio de Gente e a perspectiva de mais demanda por conta do carnaval em Olinda. Então, resolvi me dar de presente a leitura de Juliano, de Gore Vidal.
A quantidade de gente interessada por este e por tudo quanto é blog ou site deve diminuir muito nas próximas duas semanas. A audiência da internet e das mídias tradicionais tende a cair nas férias. Se tem mais gente viajando, comprando presentes,arrumando o que fazer com os filhos ou organizando festas de final de ano, tem menos gente navegando na internet, ligando a tevê ou esperando o jornal do dia.
Duas atitudes são fundamentais para um jornalista ser aceito entre seus iguais nas redações do século XXI: freqüentar o bar da moda e cultivar uma auto-imagem de paladino da Justiça, de corajoso fiscal da ética acima do bem e do mal. Também é recomendável manter o nariz empinado. Vandeck Santiago não faz nada disso, mas é um dos melhores seres humanos dessa raquítica atividade que é o Jornalismo.
O Melhor de Stanislaw Ponte Preta
A bem da verdade, foi um erro reler as crônicas de O Melhor de Stanislaw Ponte Preta. Stanislaw e Sérgio Porto são a mesma pessoa, ou melhor, Stanislaw é criatura, a um só tempo, personagem e pseudônimo. A releitura desfez a impressão que tinha preservada há mais de 20 anos e consolidada nos anos 90: passei esse tempo todo jurando que Porto era um gênio. Agora, sei que estava muito longe disso.
Porto era um extraordinário contador de histórias e sabia como poucos levar para o papel a linguagem das ruas, o ritmo e o vocabulário das conversas do povo na mesa de bar, na conversa descontraída. Isso não faz dele um craque, mas não um gênio. Explicarei o porquê da minha decepção tardia. Leia Mais »