Nos últimos dias de 2009, no meio daquela correria sem sentido de final de ano, considerei que eu merecia um presente. As semanas que viriam pela frente prometiam ser de muito trabalho, com a chegada dos filhos que moram com a mãe em Tocantins, a obrigação de correr contra o tempo e entregar os textos do Um Rio de Gente e a perspectiva de mais demanda por conta do carnaval em Olinda. Então, resolvi me dar de presente a leitura de Juliano, de Gore Vidal.
Depois de comprá-lo num sebo, deixei o livro curtindo na estante, cevando, enquanto gozava a expectativa da leitura. De vez em quando faço isso com algumas coisas que passo um tempão desejando ler, mas quando estou com ele nas mãos, resolvo esperar mais um pouquinho. Um traço masoquista, provavelmente.
Eu estava duplamente certo. Estou a ponto de enlouquecer de tanto preparar café-da-manhã, arrumar atividades para as crianças, apartar brigas, suportar arengas, além da ansiedade por causa dos prazos. A sorte é que Juliano é realmente show de bola. Só nas três primeiro páginas, já tinha marcado de lápis uma meia dúzia de trechos. Peguei essa mania de rabiscar o que vou lendo por causa do Caótico, antes meus livros permaneciam limpinhos. Leia Mais
A quantidade de gente interessada por este e por tudo quanto é blog ou site deve diminuir muito nas próximas duas semanas. A audiência da internet e das mídias tradicionais tende a cair nas férias. Se tem mais gente viajando, comprando presentes,arrumando o que fazer com os filhos ou organizando festas de final de ano, tem menos gente navegando na internet, ligando a tevê ou esperando o jornal do dia.
Duas atitudes são fundamentais para um jornalista ser aceito entre seus iguais nas redações do século XXI: freqüentar o bar da moda e cultivar uma auto-imagem de paladino da Justiça, de corajoso fiscal da ética acima do bem e do mal. Também é recomendável manter o nariz empinado. Vandeck Santiago não faz nada disso, mas é um dos melhores seres humanos dessa raquítica atividade que é o Jornalismo.
Nos últimos dias, o tempo da leitura foi arrancado na marra. Duas páginas no banheiro, mais duas enquanto aguardava a milésima reunião do ano, dois parágrafos na cama antes de arriar no sono, outra página no carro da prefeitura, correndo o risco de descolar a retina. E assim foi, aos trancos e barrancos, da pior maneira possível li 12 contos de um dos melhores escritores da história.
Foi no final de 2002 que Edmundo me telefonou, lá de sua sala numa grande editora do Rio de Janeiro.
Um potiguar chamado Tião costuma visitar o blog Estuário, de Samarone, onde ficou sabendo da existência desse Caótico aqui. Dia desses, ele deixou um comentário numa postagem que nem lembro mais qual foi. Aí, descobri e passei a visitar de vez em quando o
Fazer, atualizar, escrever o Caótico me dá uma satisfação enorme. Por causa do método que criei “na tora” para manter o blog, a cada postagem aprendo um pouco mais sobre algo. Sempre que escolho a livro a ser comentado – coisas que li há muito tempo ou que acabei de guardar na estante -, procuro na internet outras informações ou opiniões sobre o autor e o texto. Sem querer, ação fazendo diálogos mudos e virtuais com outros leitores.
Até conhecer a história do estudante Salomon Teilirian nunca tinha ouvido falar a respeito do genocídio Armênio. Da Armênia, eu só conhecia uma estação de metrô com esse nome perto do estádio do Canindé. Isso foi em 1994, quando li Um Genocídio em Julgamento, que tinha acabado de ser publicado pela editora Paz e Terra, em co-edição com o Comitê Brasileiro para a Reconstrução da Armênia.
Mais perto do que longe
Paciência! Este blog não está abandonado pelo autor. O problema é que estou correndo contra o tempo para concluir as histórias do livro já citado um bocado de vezes aqui. Faltam “apenas ” 9 (nove) textos e tenho até o final da próxima semana para entregá-los ao pessoal da Via Design, que, vai ter apenas algumas horas para mandar tudo para a gráfica.
Como se não bastasse, ainda inventaram de fazer um carnaval em Olinda. Vê se pode!
Por isso, sugiro que, por enquanto, as boas almas que ainda frequentam esse espaço virtual procurem um bom livro para ler. Eu juro que volto!