Arqvs. por mês: outubro 2009
Hiroshima
Chorei várias vezes enquanto lia Hiroshima. E olha, que naqueles primeiros anos do século XXI, eu ainda tentava posar de “racional” e nem era tão chorão quanto sou hoje.
A soma de todos os Globo Repórter, das reportagens especiais nas datas redondas da explosão atômica e dos documentários da TV a cabo não dá nem a [...]
Amizade, amor e outras coisas que fazem a vida valer a pena
Para fazer jus ao nome de batismo deste blog, escrevo hoje sobre uma festa de casamento. Para ser mais exato, sobre o casório do meu amigo Samarone Lima com a ex-senhorita Silvinha Góes. Não são os nomes nem meus vínculos com o casal que justificam tanta motivação para dar uma de colunista social.
A questão é [...]
Trechos de Ao Vivo do Calvário, de Gore Vidal
“- Por que – ganiu o Filho do Deus Único – me perseguis? – Santo sempre recorria ao vós arcaico quando citava o Nosso Salvador – mas salvador de quê? A pergunta nunca me ocorreu antes, e olha que sou bispo. Do pecado, suponho. Mas todos já desistimos disso, diga-se a bem da verdade. Certamente [...]
Trechos de Um Sonho Americano, de Norman Mailer
“Você ainda não pode morrer”, disse a parte formal do meu cérebro, “ainda não terminou sua tarefa”.
“Verdade”, disse a Lua, “mas viveu sua vida e morreu com ela”.
Steve Rojack prestes a se jogar de um edifício e batendo papo com lua (sim, o satélite).
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Agora, conviver com Deborah era como sentar para jantar em um castelo [...]
O Anjo Pornográfico
O autor que mais li foi Nélson Rodrigues. Tenho um orgulho danado de conhecer praticamente toda a obra dele, tanto o que foi reeditado pela Companhia das Letras nos anos 90, em livros de capas coloridas, quanto o teatro completo da Nova Aguilar em papel-bíblia, coisa fina.
A coleção da Cia. das Letras foi puxada pelo [...]
Para não dizer que não falei da Bienal
Por que um blogueiro que se mete a escrever sobre livros não escreveu uma única linha sobre a Bienal do Livro que acontece em sua cidade? Pois é, a Bienal acaba hoje e o Caótico nem aí pra ela.
No papel, até que se trata de algo interessante, afinal passaram pelo pavilhão do Centro de Convenções [...]
Dublinenses
Há uma semana perdi o cabaço em James Joyce. Pela primeira vez, li algo que o irlandês escreveu, mas por enquanto nada de Ulisses, muito menos de Finnegan’s Wake, que dizem ser um troço complicadíssimo.
Li o livro de contos Dublinenses, o segundo publicado por Joyce, em 1914. Por sinal, essa parece ser a melhor opção [...]
O estratagema da lista largada ao relento
Quem acompanha esse blog desde o início, lembra do acordo que eu e minha consciência fizemos de não voltar a comprar livros novos enquanto não aqueles que tenho nas estantes de casa não fossem lidos (foi isso que contei no post Os sebos e a fraqueza de caráter do blogueiro).
Essa decisão não significa que não [...]
Pelo Centro das nossas desatenções