Meus Lugares Escuros, na visão de Hugo Figueiredo

Depois que escrevi sobre Meus Lugares Escuros, o livro autobiográfico de James Ellroy (o mesmo sujeito que escreveu Los Angeles Cidade Proibida), o jornalista Hugo Figueiredo, diretor de comunicação da prefeitura de Olinda, ficou interessado e pediu o livro emprestado. Foi a deixa para eu criar uma regra do Caótico: o livro tem de ser devolvido acompanhado de um texto sobre o mesmo.

Essa semana, Hugo entregou seu texto de estreia no blog.

*****

por Hugo Figueiredo

Alheio a qualquer tipo de crítica profissional e sem conhecimento profundo das técnicas literárias, expresso aqui minha opinião, apenas, como mero leitor que sou.

Não posso deixar de confessar a frustração que senti em relação ao livro Meus Lugares Escuros, de James Ellroy.  A obra tinha tudo para ser um dos melhores romances policiais que já li na minha vida.  O escritor consegue, através de um relato autobiográfico de sua vida (perfeito, por sinal), voltar no tempo e investigar a morte de sua mãe.

Nunca tinha lido algo com tanta riqueza de detalhes como Meus Lugares Escuros , detalhes estes que chegavam a beirar a monotonia em alguns momentos, como nomes de bares, ruas, avenidas e pessoas, mas que terminavam se tornando imprescindíveis para dar maior veracidade a narrativa. As minúcias eram tantas que, ás vezes, me pegava dentro do livro como se estivesse vivenciado as cenas daquela história.

Neste livro, Ellroy conseguiu transmitir toda história de sua vida, seus medos, suas agonias, suas privações, suas necessidades, seus amores… E o mais importante de tudo: ter encontrado na escrita o verdadeiro sentido da vida.

Mas, voltemos ao lado do romance policial investigativo do livro. Tudo caminhava muito bem. A trama se desenrolava tudo dentro dos conformes. Meus Lugares Escuros conseguia fazer meus olhos arderem de tanto ler e me prendia diante das páginas, cada vez mais cheias de suspense.

Porém, já no final do livro, eis que chega minha frustração. Quando li a 448ª página pensei, por um momento, em virar a folha, mas vi que Meus Lugares Escuros tinha chegado ao final e que ele continuaria escuro, pelo menos até a próxima publicação. A sensação era de que tinham rasgado as últimas páginas. Coloquei as mãos sobre a cabeça e gritei: “Não acredito, quem matou a mãe desse porra?”.

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2 Comentários

  1. Publicado 26 de fevereiro de 2010 em 9:27 | Permalink

    Inácio,
    cuidado para não perder o posto no blog.
    kkkkkkk
    Brincadeira…
    Muito bom o comentário do leitor sobre o texto. Fiquei curioso de ler.
    Tá na fila.

    Parabéns Inácio pela iniciativa de abrir este espaço.

  2. Publicado 1 de março de 2010 em 6:22 | Permalink

    Boa Idéia essa “seu” Inácio
    Vivo lendo resumos pra poder garimpar um bom livro
    Acabo de retirar este livro da minha infindável lista de livros
    Sem desvendar a trama não tem graça mesmo
    Parabéns “seu” Hugo; qual é o próximo livro?

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