O Eu Profundo e os Outros Eus

por Arsênio Meira Júnior (que, pelo andar da carruagem, ainda vai virar colunista fixo do Caótico)

Reli “O Eu Profundo E Os Outros Eus”, editora Record, do nosso impagável Fernando Pessoa. Perdi a conta das releituras.

Em novembro do ano passado fez 74 anos que o Poeta morreu. Ele, quase uma unanimidade, considerado o maior poeta da língua portuguesa(eu até hoje prefiro Drummond. Não adianta).

Mas sobre Pessoa há tanto a dizer.

A grande razão da permanência de Pessoa e do renovado interesse que ele desperta em todos os leitores, reside na maneira como enxergou ou desbravou a difícil harmonia entre sentir e pensar.

Esse paralelo entre a sensação com o conceito tem movido milhões de átomos pensantes entre os bambas da filosofia ocidental.

“O que em mim sente, está pensando”, decretou Pessoa.

Sua Poesia escancarou essas duas formas de conhecimento; experimentando todas as formas de lidar com essa dicotomia,  trouxe-nos até mesmo a impossibilidade de lidarmos com ela: “Ver é enganar-me,/Pensar um descaminho,/ Não sei”.

Pessoa, como dizem, foi mesmo um meteoro que se abateu sobre nossas cabeças.

Ele tinha ascendência judaica. Daí, talvez, ter criado os seus alteregos gregos, os pagãos Alberto Caeiro e Ricardo Reis.

Aliás, dos seus heterônimos, múltiplos e variados, percebe-se, de plano, uma personalidade multifacetada e genial. O mesmo se pode dizer do seu agudo senso de humor, fielmente retratado no famoso verso “o poeta é um fingidor…”

Em determinado dia, Fernando escreveu “Ah, poder ser tu, sendo eu!/Ter a tua alegre inconsciência,/ E a consciência disso!” e, assim traduziu o recôndito  desejo que vagueia em praias humanas há milênios: no palco da vida, nós almejamos o ser inconsciente, mas sem perder de vista o nó da lucidez.

Mas também pairam seus episódios trágicos, como o suicídio do seu melhor amigo, Mário de Sá-Carneiro (também grande poeta).

Em Paris, pouco depois de escrever ao próprio Pessoa, tranquilizando-o que não mais pretendia se matar,

Sá-Carneiro vestiu um smoking e num quarto de um hotel de quinta categoria tomou veneno, consumando o ato.

Muito o que falar: como por exemplo, a sua inaptidão para os negócios (perdeu tudo o que a avó Dionísia lhe deixara, com a bancarrota da gráfica Íbis).

Nesse período, viveu na penúria. Morava em cima de uma leiteria.

Em vida, como sabemos, publicou um único livro: Mensagem. Concorreu a um concurso. Pra variar, perdeu para um poeta hoje mundialmente conhecido como anônimo.

Octavio Paz, referindo-se a Pessoa, escreveu com exatidão que “nada em sua vida é surpreendente – nada, exceto seus poemas.”

No entanto, como deixar passar em brancas nuvens a angústia que o levou a escrever sua primeira carta de amor,  tão somente aos 32 anos. Não há como pensar nele, sem associá-lo à figura de um homem triste.

Cecília Meireles foi a primeira escritora do modernismo brasileiro a conhecer sua obra (Cecília  era filha e neta de portugueses, e seu primeiro marido, também luso, foi contemporâneo do poeta).

Imagino seu espanto diante da descoberta do universo de Pessoa. Consta que ela tentou encontrar-se amistosamente com ele em Portugal, mas ele, antecipando Tim Maia, não foi.

Drummond iria ao encontro de Cecília nem que fosse no Saara, e Quintana idem. Vinicius não só iria, mas tenho pra mim que se tivesse ido, casaria com ela até numa mesa de confeitaria…

Ela sabia de tudo isso, e jamais deixou-se levar pela conversa deles, mas também permaneceu amiga de todos até o fim.

Todos se reconheciam e se respeitavam como membros do mesmo time e eram fiéis ao que entendiam sobre o ser humano e, sobretudo sabiam da missão literária que lhes fora incumbida.

Fernando António Nogueira Pessoa morreu em Lisboa, de hepatite alcoolica, em 1935, aos 47 anos.

Dele, transcrevo para o Caótico os versos abaixo.  Demonstram bem a grandeza e o tormento desse ser humano, desse poeta que um dia rogou a Deus:

“Senhor, protege-me e ampara-me.

Dá-me que eu me sinta teu.

Senhor, livra-me de mim.”

Enviar por email - Imprimir

19 Comentários

  1. Luis Carlos Monteiro
    Publicado 22 de julho de 2010 em 18:54 | Permalink

    Muito bom. Só faço uma ressalva: Pessoa é imbatível, Arsenio.
    O Inácio – como editor e escritor – alimenta o blog com excelentes temas e textos.

    Gostei do texto.Leve, fluente, e os versos finais realmente tocam e podem servir para mensurar a grandeza desse gênio.
    Abraços do Luis Carlos

  2. João Roberto Gomes
    Publicado 22 de julho de 2010 em 21:00 | Permalink

    Nunca fui muito de poesia.
    Até o dia em que li os poemas de Fernando Pessoa.
    Uma pequena antologia da velha Editora Aguilar, salvo engano.
    A partir de então, a releitura é constante: ‘O Poema Em Linha Reta” sempre. E outros mais.

    Conciso, o artigo ficou muito bom.
    E o danado é que Pessoa era mil em um.

    Aliás, o Caótico, em termos de leitura, literatura também.
    Como bem disse o colega Luis aí em cima, é muito bom.

  3. Isabelly Meira
    Publicado 22 de julho de 2010 em 22:48 | Permalink

    Embora suspeita pra opiniar, opino do mesmo jeito: muito bom!
    O post, o blog, o texto e obviamente, a grande poesia de Fernando Pessoa que ilumina qualquer caminho. Para sempre.

  4. Clávio Guimarães
    Publicado 22 de julho de 2010 em 23:51 | Permalink

    “Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

    Eis Fernando Pessoa, e um texto que aborda uma antologia essencial para quem pretende aventurar-se pelo Universo do Poeta fingidor. Maior de todos, para mim.

    Não conheço tantos, mas é minha opinião.

  5. Arsenio Meira Júnior
    Publicado 23 de julho de 2010 em 10:17 | Permalink

    Inácio, muito obrigado e fecho contigo aqui no blog e fora dele.
    Pessoal, não me dei conta de um fato.

    Ontem, relendo algumas velhas antologias da poesia brasileira, vejo que o certo seria escrever: Cecília Meireles foi a primeira “grande” escritora do modernismo brasileiro. Porque, antes dela, o poeta brasileiro Ronald de Carvalho, que morou me Portugal em 1914 ou 1915, foi um dos fundadores revista Orfeu, e firmou amizade com escritores portugueses, a exemplo de Mário de Sá-Carneiro e Luis de Montalvor.

    Conheceu a poesia de Fernando Pessoa primeiro. Mas Ronald, em que pese tal graça, foi apenas mediano. Mas mediano ou não, ele conheceu antes de Cecília Meireles, e também pertenceu ao modernismo pátrio.

    Abraços e obrigado a todos.

  6. Lea Cavalcanti
    Publicado 23 de julho de 2010 em 13:41 | Permalink

    “tenho em mim todos os sonhos do mundo”
    sempre me sugere
    “tenho em mim todas as dores do mundo”,
    mais ou menos como duas faces de uma mesma moeda.

    Conheço pouco de Fernando Pessoa e me espanto toda vez que, casualmente, leio algo dele, parece que aquela frase que diz que poesia boa não é a que a gente lê mas aquela que lê a gente, casa direitinho entre ele (Pessoa) e eu, e a torcida do santa, do náutico, do flamengo etc.

  7. Arsenio Meira Junior
    Publicado 23 de julho de 2010 em 15:00 | Permalink

    Concordo com Lea.
    Inclusive na alusão que ela fez ao famoso verso.
    A ideia ou interpretação dela sobre as dores, como sintoma direto dos sonhos acerta o alvo, na minha opinião.
    É por aí.

  8. Jonas Duarte
    Publicado 23 de julho de 2010 em 19:16 | Permalink

    Arsenio, o artigo ficou bom.
    Poderia ser melhor.
    Digo: abordar mais a fundo alguns poemas.
    Mas entendo até as limitações de espaço, presumo eu.
    É que Fernando Pessoa desperta em qualquer leitor são uma enorme curiosidade, emoção ou satisfação. O homem era humano, mas às vezes tenho pra mim que ele veio mesmo de outra galáxia…
    Não preciso nem dizer que sou fá de carteirinha do Poeta…

  9. Jonas Duarte
    Publicado 23 de julho de 2010 em 19:24 | Permalink

    Arsenio, esqueci de mencionar uma das boas passagens do texto: a informação (eu não sabia) que relata a intenção da nossa Cecília Meireles em ir a Portugal (e ela foi mesmo!) para encontrar-se com ele, e Pessoa, conforme você escreveu com acerto e leveza, deu uma de Tim Maia. Faltou… eheheh
    Abraços.

  10. Arsenio Meira Junior
    Publicado 23 de julho de 2010 em 20:22 | Permalink

    Valeu, Jonas.
    Mas repare: de uma outra forma o texto se robusteceu: com todos os comentários que vocês postaram.
    Sem eles, haveria mesmo uma lacuna.
    Abraços.

  11. Silvio Souza
    Publicado 25 de julho de 2010 em 12:51 | Permalink

    Inácio, excelente blog. Se der, continue. Muito bacana mesmo. E o autor desse texto, o Arsenio, pelo que li, merece escrever num espaço desse nível.
    Gostei da escrita dele.
    A gente lê sem sentir tédio. E olhe que sobre Pessoa existem milhões de artigos, e corre-se o risco do sujeito ser repetitivo, o que não aconteceu.

    Estou aqui por indicação do João Roberto, meu amigo, que lê até catalógo telefônico na falta de um romance…

  12. maria
    Publicado 2 de fevereiro de 2011 em 0:54 | Permalink

    Caro Amigo.
    procurando textos analiticos de Fernando Pessoa e Carlos Drumond, os anjos me ajudaram e encontrei este site.
    Por favor, preciso de duas analises de poemas de cada escritor. Por fim, qual a semelhança dos estilos literários dos dois ???? Aguardo urgente. Adorei o artigo.Abraços;

  13. Arsenio Meira Junior
    Publicado 2 de fevereiro de 2011 em 20:47 | Permalink

    Maria, obrigado pelos elogios. Vou tentar ajudá-la, parcialmente, pelo menos. É que as minhas limitações ante a análise sobre dois poemas específicos de dois gigantes como Pessoa e Drummond podem não ser suficientes. Mas vou tentar.

    Uma análise de um poema de Drummond, o conhecido POEMA DAS SETE FACES, considerado um dos míticos poemas de sua vasta e sensacional obra.

    POEMA DAS SETE FACES

    Quando nasci, um anjo torto
    desses que vivem na sombra
    disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

    As casas espiam os homens
    que correm atrás de mulheres.
    A tarde talvez fosse azul,
    não houvesse tantos desejos.

    O bonde passa cheio de pernas:
    pernas brancas pretas amarelas.
    Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
    Porém meus olhos
    não perguntam nada.

    O homem atrás do bigode
    é sério, simples e forte.
    Quase não conversa.
    Tem poucos, raros amigos
    o homem atrás dos óculos e do -bigode,

    Meu Deus, por que me abandonaste
    se sabias que eu não era Deus
    se sabias que eu era fraco.

    Mundo mundo vasto mundo,
    se eu me chamasse Raimundo
    seria uma rima, não seria uma solução.
    Mundo mundo vasto mundo,
    mais vasto é meu coração.

    Eu não devia te dizer
    mas essa lua
    mas esse conhaque
    botam a gente comovido como o diabo.

    De Alguma poesia (1930)

    Nele, Drummond busca autodefinir-se e termina por definir o homem moderno. Esse poema inaugura o primeiro livro de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1930, ALGUMA POESIA.

    A primeira estrofe desse poema, de tão citada, declamada e louvada, já enraizou-se no imaginário popular, virou emblema, citação em canções, crônicas e romances. A popularidade da primeira estrofe, talvez tenha nascido porque Drummond – através dela – alcançou um tal poder de comunicação, que o o nome Carlos pode ser o nome de qualquer pessoa do mundo.

    Enfim, o leitor reconhece em Carlos o seu próprio personagem.

    O poema dramatiza o eu, porque Drummond fez da poesia lírica um objeto de suas sondagens sobre o homem comum e seu cotidiano eminentemente urbano. Nenhum Poeta Brasilerio do século XX alcançou essa excelência como o poeta mineiro, que consiste em depurar a poesia, dirigindo-a ao íntimo de todos e de cada um.

    Daí, talvez, a receptividade incrível da obra drummondiana.

    Sete faces, sete estrofes. Cada estrofe tem sua própria história, um dedilhar diverso. Parece escrito por colagem, pois – aparentamente- não há uma continuidade narrativa entre os temas abordados.

    São instantes, momentos sobre o tempo. E o poema, repare bem, é todo um desejo de confidência diretamente dirigido ao leitor, principalmente a estrofe final.
    Triunfante. Como a obra de Carlos Drummnod de Andrade. Para sempre.

    Agora, um poema conhecidíssimo de Fernando Pessoa.

    “Poema em linha reta

    Fernando Pessoa
    (Álvaro de Campos)

    Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
    Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

    E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
    Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
    Indesculpavelmente sujo,
    Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
    Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
    Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
    Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
    Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
    Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
    Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
    Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
    Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
    Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
    Para fora da possibilidade do soco;
    Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
    Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
    Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
    Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
    Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…

    Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
    Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
    Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
    Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
    Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
    Ó príncipes, meus irmãos,

    Arre, estou farto de semideuses!
    Onde é que há gente no mundo?

    Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

    Poderão as mulheres não os terem amado,
    Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
    E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
    Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
    Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
    Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.”

    Como sabemos, Fernando Pessoa é o maior Poeta Português depois de Camões, tanto pela altura de suas intuições, como pelo vigoroso mundo poético que desenvolveu. O seus heterônimos podem explicar um pouco o vigor da sua genialidade, mas não explicam tudo.

    Álvaro de Campos, um dos mais famosos heterônimos, representa-se em O POEMA EM LINHA RETA, na qual se estampam algumas de suas virtudes básicas: poeta moderno, irritadiço, agressivo. Simboliza a volúpia e um certo desencanto. Pretende uma libertação total num mundo impregnado de ideias feitas, não raro provenientes da denominada civilização da máquina. Um niilismo tenso e ofensivo e irônico (“Toda a gente que eu conheço e que fala comigo/Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,/Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…) amapara-lhe a visão das coisas, levando-a a irreverências perante tudo e a todos; um olhar poético que revela o drama humano (a mesquinharia da natureza humana).

    Em contrapartida, a sua indignação no poema abranda-se quando ele tenta compreender o outro e a si mesmo, colocando-se como ente dessa mesma natureza humana mesquinha e traiçoeira, reconhecendo-se (tantas vezes irrespondivelmente parasita,/Indesculpavelmente sujo). Através destas confissões, podemos divisar um gênio uno e variado a um só tempo.

    Fernando Pessoa criou poesia de altíssima tensão épica, num volume de lirismo por vezes inacreditável, que muito nos toca de perto. Uma poesia aquilatada em sua verdadeira grandeza porque sabemos que daqui a dois mil anos continuará atual e invencível aos temores do Abismo e do Silêncio.

    Depois eu continuo. Espero ter-lhe ajudado.
    Abraços do
    Arsenio

  14. Publicado 2 de fevereiro de 2011 em 21:46 | Permalink

    Só tenho um comentário: do carai!

  15. Publicado 2 de fevereiro de 2011 em 22:39 | Permalink

    Maria, você não está precisando de mais outra análise sobre poesia, poetas…essas belezuras da vida não? Manda ver.
    Eu não sei nada e não vou atirar com a pólvora alheia, porém, como vê, a fonte é inesgotével.
    Que maravilha, Arsênio. Misericórdia!
    Abração em todos.
    Magna
    obs.:depois passo novamente para ler teu artigo mais recente.

  16. Arsenio Meira Junior
    Publicado 2 de fevereiro de 2011 em 23:36 | Permalink

    Inácio, eu sou um devedor de sua generosidade. (Mas deixe de ser tratante e combine comigo para pegar os seus livros, seu cabra!, rsrsrsrsr).

    Escritores (eu o considero um Escritor, assim como considero Sama um Escritor), geralmente são vaidosos e só enxergam o próprio umbigo. Vocês, não.
    São pessoas criativas e abertas, uma gente humana capaz de creditar à humanidade caráter e esperança.

    Valeu pela descoberta e pela alegria. Escrevo isso porque aqui, no Caótico, pude pela primeira vez na vida expressar o amor que sinto pela Literatura, e assim comunicar-me, fazer-me entender e aprender (principalmente) com pessoas bacanas como Ducaldo, Luis Carlos, Julio Vila – Nova, Silvio Neto, Paulo Sérgio Araújo, Anizio, João Roberto Gomes, Andreia Lacerda, Yvette Teixeira, o Poeta Dedé Monteiro, o próprio Sama – nosso amigo Poeta – Lea Cavalcanti, e tantas pessoas. A maioria nem conheço pessoalmente. E TAMBÉM A NOSSA MAGNA, CUJA TERNURA E HUMANIDADE PODE SER MEDIDA ATRAVÉS DOS SEUS BELOS POEMAS E DOS SEUS ESCRITOS, PUBLICADOS NO SEMENTEIRAS.

    MAGNA, O SEU POEMA “FUTURO” FICOU FLUTUANDO, MARTELANDO EM MEU JUÍZO… De todos que li, o melhor.
    Há nele um instante de brevidade que nos confude porque não é breve: é a memória do tempo, transformada em poesia pelas sombras voláteis da sua sensibilidade eleita.

    Abraços
    Arsenio

  17. João Roberto Gomes
    Publicado 3 de fevereiro de 2011 em 12:02 | Permalink

    Quando olhei os links a respeito desse artigo, com novos comentários, naõ me arrependi de ter voltado. Reli o belo texto sobe Pessoa, e depois UMA VERDADEIRA AULA escrita por Arsenio, a pedido da leitora Maria.
    Está aí. Com simplicidade e sem dourar a pílula, o comentário-aula foi tão intenso, que – relendo pela milésima vez o POEMA EM LINHA RETA e o das SETE FACES – fiquei com a impressão agradável e prazerosa de que – apesar de conhecê-los e ter minhas opiniões sobre ambos – eles cresceram ainda mais no meu acervo emocional, graças ao que o Arsenio, esse estupendo crítico ou leitor (como ele mesmo gosta de ser chamado), escreveu.
    Parabéns. E Maria, tens aí um material farto para suas pesquisas e estudos. Aproveite.

  18. maria
    Publicado 4 de fevereiro de 2011 em 0:19 | Permalink

    Amigo, volto para ler o artigo e agradecer pela sua total atenção. Adorei os poemas e suas explicações. Gostaria se possível, que escreva mais sobre esses dois grandes poetas para que eu possa entender mais o que estou estudando. Abraços. Boas escritas e boa leitura.

  19. Publicado 4 de fevereiro de 2011 em 23:53 | Permalink

    Arsenio, sinceramente, quando escutei estas palavras tuas, fiquei sem graça e não sabia se me calava ou se falava. No primeiro, podia parecer que estavas me dizendo algo e eu ignorando. No segundo, que me envaideci.
    Bom, como já não tenho mais idade para temer julgamentos nem perder tempo com ‘frescura’, resolvi te confessar o seguinte: o poema que tu referiste martelou em mim por quase 2 meses, até eu desistir de teimar com ele e publicá-lo, vencida pelo cansaço e pela beleza do passarinho que me permitiu fotografá-lo. As palavras nos chegam em horas das mais diversas, chego a pensar que não sou eu que escrevo, mas anjos teimosos que não me deixam(graças a Deus).
    No mais, meu irmão, muito obrigada, mais uma vez, por toda tua generosidade.
    Abração!
    Magna

Comentar

Seu email nunca será publicado ou distribuído. Campos obrigatórios estão marcados com *

*
*