Calma, não abandonei o blog. Acho que amanhã (quarta-feira) eu atualizo o bichinho novamente. A culpa do grande intervalo desde a última postagem é do ritmo de final-de-ano em Olinda, com um monte de coisas que aparecem a toda hora, além do tempo que estou dedicando à redação do livro Um Rio de Gente, financiado pelo Funcultura. O tempo anda tão curto que estou há mais de uma semana carregando pra lá e pra cá um livrinho de contos de Tchekov, sem conseguir conclui-lo.
Enquanto não publico nada novo por aqui, quem estiver interessado sobre o livro que estou escrevendo pode ler postagens Um livro em Gestação e A Parabólica do Seu Inácio.
Foi no final de 2002 que Edmundo me telefonou, lá de sua sala numa grande editora do Rio de Janeiro.
Um potiguar chamado Tião costuma visitar o blog Estuário, de Samarone, onde ficou sabendo da existência desse Caótico aqui. Dia desses, ele deixou um comentário numa postagem que nem lembro mais qual foi. Aí, descobri e passei a visitar de vez em quando o
Fazer, atualizar, escrever o Caótico me dá uma satisfação enorme. Por causa do método que criei “na tora” para manter o blog, a cada postagem aprendo um pouco mais sobre algo. Sempre que escolho a livro a ser comentado – coisas que li há muito tempo ou que acabei de guardar na estante -, procuro na internet outras informações ou opiniões sobre o autor e o texto. Sem querer, ação fazendo diálogos mudos e virtuais com outros leitores.
Até conhecer a história do estudante Salomon Teilirian nunca tinha ouvido falar a respeito do genocídio Armênio. Da Armênia, eu só conhecia uma estação de metrô com esse nome perto do estádio do Canindé. Isso foi em 1994, quando li Um Genocídio em Julgamento, que tinha acabado de ser publicado pela editora Paz e Terra, em co-edição com o Comitê Brasileiro para a Reconstrução da Armênia.
Estou em casa repousando, depois de um ataque de cólicas renais, a pior dor que senti em minha vida. Corrijo: a segunda pior. A queda para a terceira divisão em 2007 me prejudicou mais.
Um dos meus maiores defeitos como leitor é a dificuldade que tenho para encarar ensaios, textos teóricos ou críticos, enfim, aquilo que se convencionou chamar de não-ficção. Em geral, mesmo quando o tema me interessa, me arrasto na leitura desse tipo de coisa. Penei no segundo semestre de 2007, quando tive de ler os livros exigidos pelo mestrado em Comunicação, na minha única, última e frustrada tentativa de fazer um mestrado.
O Caótico se junta ao esforço de ajudar o gordinho Naná a encontrar sua Kombi, furtada na madrugada de ontem na frente de sua casa, na comunidade do Poço da Panela. Para quem não conhece, Naná ganha a vida com sua Kombi, mas não isso não seria motivo suficiente para construir a rede de solidariedade que está se formando para ajudá-lo.
Tinha apenas 22 anos quando tive de arriscar a vida longe de casa. A opção por São Paulo foi menos por critérios econômicos ou estratégicos que afetivos, por conta dos inúmeros primos de minha mãe que viviam e ainda vivem por lá.
Contos de Tchekhov
Há tempos que eu estava me devendo ler alguma coisa de Anton Tchekhov (se ainda lembro das aulas de russo com a professora Ewa, a pronúncia é mais ou menos assim: txerróf). Antes de chegar ao último conto, estava com uma inveja danada de quem leu 22 livros dele, como o blogueiro gaúcho Milton Ribeiro.
Os contos do russo foram escritos no final do século XIX, poucos no início do século XX, mas poderiam ter sido publicados na semana passada aqui no Brasil, no Sri Lanka ou qualquer outra parte do mundo. A prosa de Tchekhov é atualíssima. Esses contos jamais vão caducar, pelo menos não enquanto os humanos se apaixonarem, sofrerem por do amor, sonharem, alimentarem esperanças de mudar a vida. Leia Mais »