Meu chegado Cláudio Machado, pernambucano exilado em Brasília há alguns anos, me avisou com um mês de antecedência que estava preparando um texto sobre os 40 anos da Carta Pastoral de dom Pedro Casaldáliga, escrita no dia 10 de outubro de 1971. A carta foi uma contundente denúncia pública do bispo, titular da prelazia de São Félix do Araguaia, a respeito dos estragos que os latifundiários e os grandes projetos de “desenvolvimento” da Amazônia iniciados pela ditadura militar no eixo sul-sudeste daquela região.
Quarenta anos depois, a violência contra quem se arrisca a lutar contra grileiros, grandes pecuaristas, madeireiros e desmatadores em geral e a tragédia social das pequenas cidades da região emprestam à carta ares de profecia. O assunto cabe como uma luva no Caótico. O problema é que Cacau, apelido de Machado, farrapou. Sem muita intimidade com as coisas da escrita, o sujeito esbarrou na tela em branco do word. Tudo bem, ele tem crédito para com este humilde editor que vos fala.
Para não deixar o tema passar batido, recomendo a leitura do categórico texto de dom Pedro Casaldáliga. Basta clicar aqui. Leia Mais








