por Arsênio Meira Júnior
Fernando Sabino já era adorado como cronista quando publicou O encontro marcado (1956), o grande romance sobre as atribulações existenciais de sua geração.
À medida que os anos se passavam e não havia nem sombra de um segundo romance, os críticos se convenceram de que, tendo acertado na veia com O encontro marcado, Sabino temia ser comparado consigo mesmo se voltasse ao gênero.
Levou 23 anos, mas ele finalmente atendeu ao chamado do público e da crítica, com o O grande mentecapto, sobre “o doidivanas que (o próprio) continuava sendo”. E, tendo pegado o gosto, rebateu quase em seguida, em 1982, com O menino no espelho, “sobre a criança que gostaria de voltar a ser”.
Tenho que o sucesso de seus romances tende a obscurecer o que pode ter sido a grande contribuição de Fernando Sabino desde fins dos anos 40, quando se tornou um cronista regular de jornais e revistas: ensinar os jornalistas a escrever com clareza, simplicidade e, se possível, charme. Leia Mais








