<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Amazônia</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/amazonia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 19:41:39 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Dom Pedro Casaldáliga e os 40 anos de sua Carta Pastoral</title><link>http://www.caotico.com.br/dom-pedro-casaldaliga-e-os-40-anos-de-sua-carta-pastoral/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/dom-pedro-casaldaliga-e-os-40-anos-de-sua-carta-pastoral/#comments</comments> <pubDate>Mon, 10 Oct 2011 14:36:38 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Amazônia]]></category> <category><![CDATA[Araguaia]]></category> <category><![CDATA[desmatamento]]></category> <category><![CDATA[igreja católica]]></category> <category><![CDATA[injustiça social]]></category> <category><![CDATA[latifúndio]]></category> <category><![CDATA[prelazia]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1609</guid> <description><![CDATA[Meu chegado Cláudio Machado, pernambucano exilado em Brasília há alguns anos, me avisou com um mês de antecedência que estava preparando um texto sobre os 40 anos da Carta Pastoral de dom Pedro Casaldáliga, escrita no dia 10 de outubro de 1971.  A carta foi uma contundente denúncia pública do bispo, titular da prelazia de [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/dom-pedro-casaldaliga-e-os-40-anos-de-sua-carta-pastoral/' addthis:title='Dom Pedro Casaldáliga e os 40 anos de sua Carta Pastoral '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dom-Pedro-Casald%C3%A1liga.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1610" title="Dom-Pedro-Casaldáliga" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/10/Dom-Pedro-Casald%C3%A1liga.jpg" alt="" width="188" height="141" /></a>Meu chegado Cláudio Machado, pernambucano exilado em Brasília há alguns anos, me avisou com um mês de antecedência que estava preparando um texto sobre os 40 anos da Carta Pastoral de dom Pedro Casaldáliga, escrita no dia 10 de outubro de 1971.  A carta foi uma contundente denúncia pública do bispo, titular da prelazia de São Félix do Araguaia, a respeito dos estragos que os latifundiários e os grandes projetos de &#8220;desenvolvimento&#8221; da Amazônia iniciados pela ditadura militar no eixo sul-sudeste daquela região.</p><p>Quarenta anos depois, a violência contra quem se arrisca a lutar contra grileiros, grandes pecuaristas, madeireiros e desmatadores em geral e a tragédia social das pequenas cidades da região emprestam à carta ares de profecia. O assunto cabe como uma luva no Caótico. O problema é que Cacau, apelido de Machado, farrapou. Sem muita intimidade com as coisas da escrita, o sujeito esbarrou na tela em branco do word. Tudo bem, ele tem crédito para com este humilde editor que vos fala.</p><p>Para não deixar o tema passar batido, recomendo a leitura do categórico texto de dom Pedro Casaldáliga. Basta <a href="http://www.servicioskoinonia.org/Casaldaliga/cartas/1971CartaPastoral.pdf">clicar aqui</a>.</p><p style="text-align: center;">*****</p><p>Antes de desligar, um pequeno esclarecimento sobre meu, digamos, método de revisão dos textos que escrevo e publico aqui no Caótico. Em geral, eu escrevo e, do jeito que sai, publico. Depois, que está no ar, dou uma lida rápida e, identificados os erros mais grosseiros, faço a primeira limpeza, sempre insuficiente para deixar o texto redondinho, todo 100%.  Como não suporto ficar lendo e relendo continuamente, no dia seguinte encontro novos errinhos, no outro dia também. E vou corrigindo aos poucos. Dia desses, encontrei um erro num texto publicado em 2009.</p><p>Por isso, a semana passada, os leitores que leram a postagem sobre o livro de Cícero Belmar conviveram durante dias com um erro ridículo logo na primeira linha, quando havia duas palavras no singular quando deveriam estar no plural. Só quando retornei do sertão de Alagoas, percebi a besteira. Peço desculpas e garanto que isso voltará a acontecer, portanto quem encontrar algum erro cabeludo publicado, pode avisar nos comentários mesmo.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/dom-pedro-casaldaliga-e-os-40-anos-de-sua-carta-pastoral/' addthis:title='Dom Pedro Casaldáliga e os 40 anos de sua Carta Pastoral '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/dom-pedro-casaldaliga-e-os-40-anos-de-sua-carta-pastoral/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Z, a cidade perdida</title><link>http://www.caotico.com.br/z-a-cidade-perdida/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/z-a-cidade-perdida/#comments</comments> <pubDate>Fri, 16 Sep 2011 16:51:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Amazônia]]></category> <category><![CDATA[antropologia]]></category> <category><![CDATA[arqueologia]]></category> <category><![CDATA[coronel Fawcett]]></category> <category><![CDATA[expedições]]></category> <category><![CDATA[floresta amazônica]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[índios]]></category> <category><![CDATA[jornalismo]]></category> <category><![CDATA[livro-reportagem]]></category> <category><![CDATA[Percy Fawcett]]></category> <category><![CDATA[reportagem]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1578</guid> <description><![CDATA[Essa será a primeira de uma série de textos sobre livros escritos com recursos jornalísticos. 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Corro risco de ferir o próprio caráter caótico das minhas leituras que deu nome a esse blog, mas isso será fundamental para a preparação de uma oficina sobre Jornalismo &amp; Literatura que irei ministrar em novembro. Irei adiar a leitura de <em>Dom Quixote, Balada da praia dos cães</em> e <em>Nuvens vermelhas, </em>que Roberto Numeriano me enviou há meses.</p><p>O primeiro dessa sequência será <em>Z , a cidade perdida, </em>a história das expedições do inglês Percy Fawcett contada pelo jornalista David Grann, da revista New Yorker.</p><p>Normalmente, eu jamais iria dar atenção a esse livro se o encontrasse na prateleira de uma livraria. Até então, de Fawcett só conhecia seu nome de ouvir falar. Lembrava que era um explorador inglês, que havia desaparecido em algum lugar e mais nada. Foi meu amigo Cláudio Machado, vulgo Cacau, quem evitou que eu passasse batido e, lá de Brasília, me mandou seu exemplar.</p><p>Um resumo simplório do livro diria que se trata de um relato sobre o desaparecimento de um explorador britânico obcecado pela possibilidade de encontrar uma imensa e rica cidade desaparecida no meio da floresta amazônica. Como eu disse, isso seria simples demais.</p><p>O relato é o resultado de um exaustivo e minucioso trabalho jornalístico com uma peculiaridade: foram poucas as entrevistas realizadas por Grann, que conversou com alguns antropólogos e a neta do protagonista da história, uma simpática senhora residente no País de Gales.</p><p>Com a ajuda de uma pequena equipe e de bibliotecários, inclusive da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, o autor debruçou-se sobre atas de reunião, relatórios de expedição, pastas repletas de documentos arquivados há anos, livros, jornais e revistas antigos. A narrativa jornalística que seduz o leitor foi construída, portanto, com ferramentas da História e da Antropologia.</p><p>O estilo econômico e elegante do autor revela algo mais do que o mistério da expedição desaparecida. Essa também é a história de um homem que se deixa transformar pela floresta.</p><p>É difícil haver empatia ou simpatia com o Fawcett fleumático e tirânico dos capítulos iniciais. Ele encarnava a arrogância e o espírito colonialista dos europeus dispostos a ignorar a cultura dos “selvagens”. Como seus contemporâneos, era um homem que interpretava a realidade de outras terras usando a lógica e os olhos da rainha Vitória.</p><p>A floresta revelou quem era Fawcett. Os primeiros contatos com os índios foram o bastante para que ele compreendesse que, longe da civilização, havia “decência”. E aqueles que ele julgava incapazes de construir uma sociedade complexa e uma cultura rica se revelaram detentores de profundos conhecimentos sobre as plantas, os animais, ventos e águas. Em seus arquivos, pesquisados cuidadosamente pela equipe da New Yorker, ele admite estar espantados com os conhecimentos práticos de farmacologia e botânica dos índios bolivianos.</p><p>A violência da I Grande Guerra confirmou que os europeus não eram mais civilizados do que os habitantes da floresta.</p><p>Fawcett só conseguia dormir em rede quando voltava para casa.</p><p>Por sorte, o personagem encontrou um repórter com igual sensibilidade. Grann está atento não só a natureza, ao desmatamento, aos homens da floresta, mas também ao drama da família Fawcett. Em um dos melhores momentos da narrativa, lá pelo final do capítulo 18 (Uma obsessão científica),  é emocionante tomar conhecimento de quantos planos, projetos e sonhos foram interrompidos depois que ele embrenhou-se na mata junto com seu filho mais velho, Jack, de apenas 22 anos.</p><p>Com habilidade, a narrativa conduz o leitor à constatação de que Fawcett não era maluco ou ingênuo, mas um homem que, apesar de limitado como antropólogo, compreendeu antes de todos a competência, o engenho e a capacidade de realização dos povos da floresta.</p><p>Descobrir <em>Z </em>é, ao mesmo tempo, um caminho doloroso e agradável para conhecer um pouco mais da construção do Brasil e do tamanho do erro que é desprezar a ciência de povos como os xavantes, caiapós, saterês, ticuna, tembé ou ianomâni.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Sobre o escritor</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/09/david-grann-ny-2011.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1580" title="david-grann-ny-2011" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/09/david-grann-ny-2011-350x197.jpg" alt="" width="290" height="163" /></a></p><p>David Grann é jornalista da New Yorker desde 2003, além de <em>Z, a cidade perdida </em>– que está perto de chegar às telas dos cinemas – também escreveu o livro <em>O diabo e Sherlock Holmes</em>, sobre o misterioso assassinato de um especialista no lendário detetive criado por Arthur Conan Doyle. Ele também escreve para as revistas New York Times Magazine, Washington Post e faz parte do conselho editorial da The New Republic.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/z-a-cidade-perdida/' addthis:title='Z, a cidade perdida '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/z-a-cidade-perdida/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Diário de bordo: Marajó</title><link>http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-marajo/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-marajo/#comments</comments> <pubDate>Sun, 17 Jul 2011 16:04:04 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Amazônia]]></category> <category><![CDATA[búfalos]]></category> <category><![CDATA[campos alagados]]></category> <category><![CDATA[campos amazônicos]]></category> <category><![CDATA[ilha do Marajó]]></category> <category><![CDATA[Pará]]></category> <category><![CDATA[turismo ecológico]]></category> <category><![CDATA[viagem]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1503</guid> <description><![CDATA[Não é fácil chegar ao Marajó. A distância entre Belém e os municípios com um pouco mais de estrutura da ilha nem é assim tão grande, mas a estrutura do transporte é tão estapafúrdia que transforma o que poderia ser uma agradável viagem de, no máximo, três horas de barco em uma saga cansativa e [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-marajo/' addthis:title='Diário de bordo: Marajó '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF15621.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1505" title="DSCF1562" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF15621-350x262.jpg" alt="" width="236" height="176" /></a>Não é fácil chegar ao Marajó. A distância entre Belém e os municípios com um pouco mais de estrutura da ilha nem é assim tão grande, mas a estrutura do transporte é tão estapafúrdia que transforma o que poderia ser uma agradável viagem de, no máximo, três horas de barco em uma saga cansativa e irritante. Os interesses das empresas de navegação se sobrepõem aos interesses da população de municípios como Soure e Salvaterra, que juntos têm quase 44 mil habitantes e onde estão as principais praias da ilha.</p><p>As duas cidades ficam às margens da baía do Marajó, separadas pela larga e bonita foz do rio Paracauari. Facilitaria muito o dia-a-dia dos homens, mulheres e crianças que vivem ali se os barcos e ferry-boats que se dirigem ao lado oriental da ilha desembarcassem em uma delas.</p><p>Para que facilitar se é possível complicar? O porto de desembarque da Henvil Navegação situa-se 30 quilômetros ao sul, em uma área pouco povoada. Quando chegam carregando bolsas, malas, sacolas, pacotes, caixas, os moradores precisam recorrer aos ônibus  e caminhonetes caindo aos pedaços que os esperam na porta da estação e cobram R$ 4,00 pelo trajeto. Distante, o desembarque só beneficia os donos desses ferro-velhos.</p><p>Acredito que outra explicação para essa opção está exatamente na foz do Paracauari: como não há ponte entre Salvaterra e Soure, quem precisa ir de um lado para o outro é obrigado a recorrer a uma balsa da empresa de navegação Henvil. Qual a empresa que faz o trajeto de Belém ao porto distante 30 quilômetros? Henvil, lógico. Se o porto de chegada fosse em Soure, com população e infra-estrutura urbana maiores, como era há mais de uma década, é possível deduzir que o movimento dessa balsa iria cair.</p><p>Não há outra termo: é estupidez pura. Fosse mais fácil chegar e trafegar pela ilha, não tenho dúvidas que o turismo iria fazer muito mais dinheiro circular, inclusive para a empresa de navegação e os donos das sucatas circulantes.</p><p>Não é difícil perceber o potencial turístico da ilha. Soure é um lugar bucólico, de ruas largas com mangueiras centenárias no canteiro central que garantem sombra e temperaturas amenas. As praias de Barra Velha e Pesqueiro ficam perto da cidade, há algumas pousadas charmosas, artesanato de couro e de cerâmica inspirado nos grafismos marajoaras, fazendas de búfalo que vendem manteiga e queijo deliciosos e até um santuário ecológico privado aberto à visitação.</p><p>O que falta é política para estimular o turismo de modo a garantir que a população local seja a maior beneficiada.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>O Santuário</strong></p><p>&nbsp;</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF1513.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1506" title="DSCF1513" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF1513-350x262.jpg" alt="" width="192" height="143" /></a>Eva Abufaiad era professora-titular da UFPA, ensinava nos cursos de Veterinária e Agronomia, mas resolveu aposentar-se antes da hora. Largou tudo e foi cuidar da fazenda deixada pelo pai em Soure, onde nasceu e foi criada. Sua primeira iniciativa foi procurar fechar um acordo com Ibama, PF, PM e Polícia Civil para receber, de graça, os animais da fauna amazônica apreendidos com traficantes e contrabandistas. Ela reintroduz à natureza mamacos, aves, tamanduás, jacarés e até onças.</p><p>Quando os animais chegam feridos ou doentes, ela trata, medica até que eles fiquem em condições de se virarem sozinhos no mato. Uma vez, recebeu um lote de 80 jacarés apreendidos que estavam sendo levados num barco, entre eles um enorme jacaré-açu de 2,5 metros que agora vive nas áreas alagadas da fazenda Bom Jesus.</p><p>Na fazenda, convivendo ou defendendo-se da fauna selvagem, há gado bovino, cavalos e muitos búfalos. Os turistas pagam R$ 30,00 cada um para passear nos enorme búfalo brinquedo, da raça Carabao, ou fazer fotos ao lado do pacato Rambo, da raça Mediterrâneo. Na sede, também há um pequeno museu de arte-sacra instalado na capela que ela construiu com madeira de demolição. Depois, passeiam pela estrada de terra ladeada pelo manguezal repleto de aves e pelos campos alagados, com seus jacarés. Dá para escutar os gritos dos macaco-guariba que vivem na floresta.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Praia do Pesqueiro</strong></p><p>&nbsp;</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF1474.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1507" title="DSCF1474" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF1474-350x262.jpg" alt="" width="183" height="135" /></a>Areia a perder de vista, 200 ou 300 metros de areia, areia e mais areia. Água morna, barrenta, mas nem tanto. O problema é que tem arraia que só a bubônica. Se o sujeito pisa numa delas, o estrago tá feito: para se defender ela lasca o ferrão na canela do dito cujo. O truque para tentar se livrar da ferroada e do buraco na canela é entrar na água arrastando o pé na areia, devagarzinho como quem procura algum coisa que afundou. Convenhamos, não é muito divetido, mas o visual compensa: a floresta chega até a areia, com árvores de 30 metros, confundindo-se com os manguezais enormes que acompanham o curso dos igarapés. Mata fechada no trecho nas praias nordestinas há capim e coqueiros.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Bichos de pena</strong></p><p>&nbsp;</p><p>O sujeito sai da praia, se tiver de bicicleta pedala uns 10 minutos &#8211; de carro não dá nem três minutinhos – e vê os manguezais dando lugar a extensos campos alagados, com tudo quanto é tipo de pássaro catando peixes (pelo menos, acho que eles comem peixes, mas não tenho certeza, sei nada sobre a dieta desses bichos de pena). Tem maguaris, garças aos borbotões, garças-azul, colhereiro, guarás, jaburus e tuiuiús. A meio caminho entre os alagados e a praia, mata fechada, fechadíssima aliás, com muitos macaco-guariba. Visitar o Marajó é melhor que assistir a um desses programas do tipo National Geographic ou Animal Planet.</p><p>&nbsp;</p><p><strong>Os campos</strong></p><p>&nbsp;</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF1555.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1508" title="DSCF1555" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSCF1555-350x262.jpg" alt="" width="186" height="138" /></a>Não tem fim esses campos alagados, que enchem sempre que rios como o Camará e o Paracauari transbordam. Começam a dois ou três quilômetros do litoral e se espalham pelo interior da ilha, interrompidos pela floresta que vai margeando os rios. Os maraoaras criam búfalos nesses campos, mas depois de dois  dias na ilha, o sujeito perde a graça de fotografá-los, afinal até as carroças que recolhem o lixo de Soure e Salvaterra são puxadas por esses bichos.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-marajo/' addthis:title='Diário de bordo: Marajó '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-marajo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Latitude 1º S, Longitude 48º O</title><link>http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-belem/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-belem/#comments</comments> <pubDate>Thu, 14 Apr 2011 02:56:11 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Amazônia]]></category> <category><![CDATA[Belém]]></category> <category><![CDATA[escriba]]></category> <category><![CDATA[Olinda]]></category> <category><![CDATA[Pará]]></category> <category><![CDATA[Unicef]]></category> <category><![CDATA[viagens]]></category> <category><![CDATA[viver & escrever]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1304</guid> <description><![CDATA[Estou em Belém. Já não sou gestor público, já não recebo comunicadores em busca de verba publicitária sem conseguir disfarçar as ameaças de quem usa o microfone ou a celulose como armas para extorquir. Já não assino empenhos nem ando às voltas com orçamentos. 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Já não assino empenhos nem ando às voltas com orçamentos. Já não carrego um celular funcional que toca sem parar, apesar de nunca ter me sentido na obrigação de deixá-lo ligado em tempo integral.</p><p>Durante 10 anos vivi uma vida que não é a minha. Ou, pelo menos, uma vida que não queria viver, cercado de assuntos, documentos e tarefas que não me interessam. E, em alguns casos, até de pessoas que aprendi a não respeitar.</p><p>Sempre me senti atraído pela política, porém não demorei a descobrir que uma coisa é a política, outra, bem diferente, é o cotidiano asfixiante da administração pública.</p><p>E demorei bastante para descobrir que preciso escrever, pois é construindo e desconstruindo um texto quantas vezes forem necessárias para que as pessoas sintam alguma emoção em ler que me realizo.</p><p>Nesses últimos 10 anos foram poucas, raras, às vezes em que fui à exaustão de tanto escrever, experimentando durante ou depois desse cansaço uma sensação de plenitude, de que estou entregando o que tenho de melhor. Algo como um gozo. Ou a glória do goleiro que agarra o pênalti.</p><p>Agora que descobri, pretendo arranjar um jeito de viver disso.</p><p>Para saber se esse jeito existe, larguei o cargo público e aceitei um contrato de trabalho temporário no Pará, uma transição para aprender a viver de outra forma. O pára-quedas para esse meu salto será a criação de roteiros e a edição de vídeos, além de algumas peças impressas para um dos três escritórios amazônicos do Unicef.</p><p>Minhas hesitações, os vacilos, foram superados graças ao companheirismo de Geórgia, testemunha do meu desgaste de todos os dias.</p><p>Uma coisa, contudo, é pagar as contas em dia e sustentar três filhos. Outra é encontrar os caminhos para transformar o ato de escrever em profissão. Parece que é tudo igual, mas não é.</p><p>Longe da família, dos amigos e do Santa Cruz, terei tempo, que será usado com disciplina. Mesmo que não renda um tostão, atualizar o blog será encarado a partir de agora como um trabalho. Escrever os quase 30 capítulos do próximo livro sobre a poesia do Pajeú, outro trabalho. Ao menos, esse é remunerado.</p><p>Ler os 16 livros* que trouxe na mochila, mais um trabalho, afinal alguns desses volumes serão usados na preparação para a oficina de Jornalismo &amp; Literatura que irei oferecer quando voltar.</p><p>Por tudo isso, estou em Belém.</p><p>&#8212;&#8212;&#8212;</p><p>*Os livros que me acompanham são:</p><p><em>Entre sem bater</em>, de Marcos Rey devidamente devorado no avião e no primeiro dia na cidade.</p><p><em>Diário de uma expedição</em>, de Euclides da Cunha, leitura ainda no início.</p><p><em>Vida escritor</em>, de Gay Talese, cujo título torna óbvio o motivo.</p><p><em>Fama &amp; Anonimato</em>, também de Talese, numa edição de 1973 publicada sob outro título.</p><p><em>A vida breve</em>, de Juan Carlos Onetti, porque chegou a hora de conhecer mais um uruguaio.</p><p><em>Washington DC</em>, de Gore Vidal, faz parte do esforço para tentar entender os Estados Unidos.</p><p><em>A dança dos desejos, Opus 13</em>, de Esdras do Nascimento, leitor do Caótico que me enviou uma edição caprichada pelo correio.</p><p><em>Balada da praia dos cães</em>, de José Cardoso Pires, acho o título ótimo e estou curioso para conhecer a literatura do português.</p><p><em>Ensaio autobiográfico</em>, de Jorge Luís Borges, quem sabe não me animo a ler mais alguma coisa dele.</p><p><em>Jornalismo Literário, </em>de Gustavo de Castro, mais um para a oficina.</p><p><em>Histórias do Brasil Profundo</em>, de Márcio Moreira Alves, por indicação de Laércio Portela, com quem compartilho uma ideia que, por enquanto, é só ideia.</p><p><em>O anticristo</em>, de Frederick Nietzche, um pouco de filosofia para tentar entender minhas próprias convicções ou preconceitos.</p><p><em>A felicidade conjugal/O diabo</em>, de Lev Tolstoi, duas novelas de mais um russo arretado.</p><p><em>Um homem extraordinário e outras histórias</em>, de Anton Tchekov, outros contos do mestre da narrativa curta. Quem sabe eu aprendo alguma coisa?</p><p><em>A arte de escrever</em>, de Arthur Schopenhauer, mais filosofia e um título auto-explicativo.</p><p><em>Sinal vermelho</em>, de Georges Simenon, para conhecer o que ele escrevia sem Maigret.</p><p><strong>(a foto da praça do relógio, perto do Ver-o-peso, foi tomada emprestada do blog de <a href="http://waldirmanaia.blogspot.com/">Waldir Manaia</a>, motorista do Unicef em Belém, profissional do volante e amador da fotografia)</strong></p><p>&nbsp;</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-belem/' addthis:title='Latitude 1º S, Longitude 48º O '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/diario-de-bordo-belem/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Dois Irmãos</title><link>http://www.caotico.com.br/dois-irmaos/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/dois-irmaos/#comments</comments> <pubDate>Fri, 20 Nov 2009 15:48:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Amazônia]]></category> <category><![CDATA[edição de bolso]]></category> <category><![CDATA[imigrantes árabes]]></category> <category><![CDATA[imigrantes libaneses]]></category> <category><![CDATA[incesto]]></category> <category><![CDATA[literatura contemporânea]]></category> <category><![CDATA[Manaus]]></category> <category><![CDATA[Milton Hatoum]]></category> <category><![CDATA[prêmio Jabuti]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=511</guid> <description><![CDATA[Fazer, atualizar, escrever o Caótico me dá uma satisfação enorme. Por causa do método que criei “na tora” para manter o blog, a cada postagem aprendo um pouco mais sobre algo. Sempre que escolho a livro a ser comentado – coisas que li há muito tempo ou que acabei de guardar na estante -, procuro [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/dois-irmaos/' addthis:title='Dois Irmãos '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-513" title="2irmãos" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/11/2irmãos1.jpg" alt="2irmãos" width="122" height="184" />Fazer, atualizar, escrever o Caótico me dá uma satisfação enorme. Por causa do método que criei “na tora” para manter o blog, a cada postagem aprendo um pouco mais sobre algo. Sempre que escolho a livro a ser comentado – coisas que li há muito tempo ou que acabei de guardar na estante -, procuro na internet outras informações ou opiniões sobre o autor e o texto. Sem querer, ação fazendo diálogos mudos e virtuais com outros leitores.</p><p>Não bastasse isso, o compromisso de manter o blog vivo me estimula a novas leituras, a escacavilhar minha estante e redescobrir os livros que, um dia, despertaram tanto minha curiosidade a ponto de trazê-los para casa. Desta vez foi <em>Dois Irmãos, </em>de Milton Hatoum, um dos mais respeitados autores brasileiros neste início de século, mas cuja prosa ainda não conhecia.</p><p>As primeiras páginas de <em>Dois Irmãos </em>são arrasadoras, deu nó na garganta a narrativa das emoções do rapazote Yaqub, irmão gêmeo de Omar, quando ele volta de uma temporada na casa de um tio na aldeia do Líbano, para onde foi sozinho pro decisão dos pais. Parei a leitura nesse ponto e precisei de um dia para me acostumar com os sentimentos e retomá-la.</p><p>Ao contrário do que sugere o título, há muito mais no romance do que os ressentimentos e o ódio entre os irmãos gêmeos.</p><p>Há outras tensões entre integrantes da família do casal de imigrantes Halim e Zana; tem muito Édipo na mãe superprotetora e sufocante; incestos apenas insinuados; há o marido com o tesão asfixiado pela presença dos filhos; há o desenvolvimento urbano de Manaus; a integração entre imigrantes de várias partes do mundo no meio da floresta amazônica; tem também a construção de identidades particulares e coletivas dos povos da Amazônia, gente tão pouco conhecida pelos outros brasileiros.</p><p>Na prosa de Hatoum não há escândalo ou julgamento moral nem mesmo quando um poeta é assassinado ou naquilo que parece ser um incesto. A narrativa é serena, relato da memória distante de um personagem que se tornou fiel depositário das histórias e do passado.</p><p>Aliás, na minha opinião, esse personagem é um verdadeiro achado do autor. O sujeito está ali dentro da casa de Halim e Zana, foi testemunha de muita coisa. O que ele não viu, ouviu da boca da mãe ou do chefe da família. Narrador e personagem secundário, sempre nas laterais, nunca no centro, próximo dos fatos, mas capaz de construir sua própria vida, se afastar dos ódios e de um passado que, no frigir dos ovos, não era seu.</p><p>Outro mérito do romance é relatar o cotidiano de Manaus, contar como era a vida nos igarapés no século XX, mas fazer isso de forma universal, sem escorregar no regionalismo.</p><p>Nas leituras pós-leitura do livro, descobri algo que me deixou animado: muitas universidades já adotaram <em>Dois Irmãos</em> em seus vestibulares, incluindo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Pense numa coisa boa que é saber que rapazes e moças  de tudo quanto é lugar do País tomando contato com o universo dos imigrantes árabes na Amazônia, com a obra de um autor contemporâneo que vive bem longe do eixo Rio-São Paulo.</p><p>No texto da contracapa da edição de bolso &#8211; cuja capa tá reproduzida lá no alto &#8211; uma curiosidade, ou melhor, uma bobagem cometida pela editora Companhia das Letras. Provavelmente, quem escreveu o parágrafo não prestou atenção no que leu, pois apresenta o livro informando que é a &#8220;história conturbada dos gêmeos Yaqub e Omar, na Amazônia, durante o regime militar&#8221;. Regime militar?!?!?!?! O golpe de 1964 ocupa, se não me engano, um ou dois capítulos do livro. Além disso, uma construção dá a entender que as opções políticas ou ideológica dos irmãos dão o tom da trama. Longe, muito longe disso.</p><p><strong>Sobre o escritor: Hatoum tem mais Jabuti que o Horto de Dois Irmãos</strong></p><p><img class="alignnone size-medium wp-image-514" title="20080811mbmiltonhatoum0047" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/11/20080811mbmiltonhatoum0047-350x233.jpg" alt="20080811mbmiltonhatoum0047" width="295" height="196" /></p><p>Milton Hatoum tem 57 anos e antes de ganhar a vida escrevedo, foi professor de literatura nas Universidades do Amazonas e de Berkeley, na Califórnia. Conseguiu a proeza de ganhar três prêmios Jabuti e é um dos um escritores brasileiros mais traduzidos mundo afora. Pensando bem, ganhar prêmios não é um critério muito confiável, afinal até eu já fui jurado do Jabuti&#8230;</p><ul><li><a href="http://www.hottopos.com/collat6/milton1.htm"><strong>Clique aqui para ler uma uma entrevista com Milton Hatoum</strong></a></li><li><strong><a href="http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=2331">Clique aqui para ler o que o site Digestivo Cultural publicou sobre <em>Dois Irmãos</em></a></strong><strong><br /> </strong></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/dois-irmaos/' addthis:title='Dois Irmãos '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/dois-irmaos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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