<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Câmara Brasileira do Livro</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/camara-brasileira-do-livro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Se eu fechar os olhos agora</title><link>http://www.caotico.com.br/se-eu-fechar-os-olhos-agora/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/se-eu-fechar-os-olhos-agora/#comments</comments> <pubDate>Sat, 18 Dec 2010 12:07:01 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[Câmara Brasileira do Livro]]></category> <category><![CDATA[Chico Buarque]]></category> <category><![CDATA[editora Record]]></category> <category><![CDATA[Edney Silvestre]]></category> <category><![CDATA[Leite Derramado]]></category> <category><![CDATA[prêmio Jabuti]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1153</guid> <description><![CDATA[por Paulo Sérgio Araújo Nunca tive interesse pelo prêmio Jabuti de literatura até este ano, quando Samarone Lima concorreu com o seu espetacular Viagem ao Crepúsculo (título horrível, está na hora de mudar, para não confundir os desavisados com a “saga” Crepúsculo de vampiros et caterva). 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É que o <em>Se eu fechar os olhos agora, </em>trabalho de Edney Silvestre foi o vencedor na categoria romance, deixando <em>Leite Derramado</em> de Chico Buarque de Holanda em segundo lugar, não impedindo que o trabalho do famoso cantor ganhasse o Livro do Ano de Ficção.</p><p>A discussão era: se foi segundo lugar numa categoria, jamais poderia ganhar como melhor livro do ano. Acusações surgiram, alegando tratar-se de premiação política, a defesa argumentando que eram as regras, enfim, um bafafá que somente fez aumentar as vendas principalmente do livro de Silvestre, como foi noticiado pela imprensa.</p><p>Eu desde que li <em>Estorvo</em> de Chico decidi que não leria nada mais dele senão as capas e contracapas de seus discos, já que <em>Estorvo</em> é chato até dizer basta, um verdadeiro estorvo – não é preconceito, é trauma mesmo, pois não vi um minuto do compositor no livro – e como bem sei que essas acusações de favorecimento por conta de escolhas políticas andam bastante em moda no Brasil, desandei atrás do prêmio Jabuti de melhor romance em 2010. Engraçado é que a discussão ficou para todos como se concorressem apenas esses dois livros, o que não é verdade.</p><p>Pois bem, o livro estava em promoção de R$38,90 por R$34,50 (promoção fajuta de livraria, para enganar o cliente), mas como havia uma etiqueta na capa do livro com valor menor, ele me saiu por R$27,90 – verdadeira promoção!</p><p>Valeu a pena? Valeu, é um bom livro. O texto é bem escrito, todo fechado, os personagens são possíveis, com passagens emocionantes, principalmente no final, quando justamente ficam mais emocionantes romances policiais – e para mim <em>Se eu fechar os olhos agora</em> é um romance policial, que até discute as pessoas e os fatos que o acompanham, mas tem força no enredo do crime e suas implicações.</p><p>Confesso, no entanto, que certas referências, ainda que pudessem ser reais, pareceram-me fora do contexto e principalmente do contexto histórico. Um exemplo: uma boa quantidade de preservativos que o pai de um dos protagonistas, um açougueiro, tinha em casa; um trabalhador na década de 60 que vivia em cabarés com camisinhas? Depois, esse protagonista descobre-se tendo a primeira ereção, mas já lidava com tranquilidade com essas camisinhas por conta das inúmeras que o pai possuía. Ora, é muito menosprezo, mesmo para pré-adolescentes ou crianças com 12 anos nos anos 60, imaginar que ele não teria testado pelo menos um dos preservativos anteriormente.</p><p>Gostei do livro, tirando esses pequenos equívocos. Leitura interessante, para quem gosta do gênero inclui várias possibilidades, o final é bem traçado e o título traduz bem o conteúdo, cuja trama gira em torno do homicídio de uma mulher casada com um dentista, um religioso e respeitado cidadão, e que termina por mexer com famílias importantes e autoridades locais.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/se-eu-fechar-os-olhos-agora/' addthis:title='Se eu fechar os olhos agora '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/se-eu-fechar-os-olhos-agora/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>11</slash:comments> </item> <item><title>Eu, jurado do Jabuti</title><link>http://www.caotico.com.br/eu-jurado-do-jabuti/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/eu-jurado-do-jabuti/#comments</comments> <pubDate>Wed, 02 Dec 2009 01:05:54 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[biografias]]></category> <category><![CDATA[Câmara Brasileira do Livro]]></category> <category><![CDATA[Força Expedicionária Brasileira]]></category> <category><![CDATA[Massaki Udihara]]></category> <category><![CDATA[prêmio Jabuti]]></category> <category><![CDATA[reportagem]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=523</guid> <description><![CDATA[Foi no final de 2002 que Edmundo me telefonou, lá de sua sala numa grande editora do Rio de Janeiro. 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Que é que tenho de fazer?</p><p>- Vou te indicar para ser jurado do Prêmio Jabuti. Vão te ligar dizendo os prazos e para combinar para onde mandar os livros.</p><p>- Rapá&#8230; será que eu tenho cacife para essa porra?</p><p>- Tem sim, é pra ser jurado da categoria Reportagem e Biografia, não é literatura, não. Moleza mesmo.</p><p>- Ah, então, tá.</p><p>Pouco tempo depois, uma moça da Câmara Brasileira do Livro realmente ligou, pegou meu endereço e disse que ia mandar a caixa de livros, além de correspondência com as regras do jogo.</p><p>Quando a transportadora chegou, minhas mãos estavam vermelhas de tanta esfregá-las de ansiedade, fiquei dias imaginando quais seriam as pérolas da pequena biblioteca entregue em domicílio.</p><p>Os livros vieram acompanhadas da relação com os títulos inscritos. Na primeira folheada que dei um por um, o tesão baixou. Tinha muita porcaria na tal caixa.</p><p>Dos 200 e poucos livros, salvavam-se uns 90, com muita tolerância. Tinha livro sobre santo padroeiro de cidade do interior, autobiografias de ex-prefeitos da caixa-prego e coletâneas de artigos publicadas em jornais sobre temas absolutamente irrelevantes.</p><p>Sem perder tempo nem dor na consciência, nos dias que se seguiram à chegada da famosa caixa, doei dezenas de livros para bibliotecas, presenteei vizinhos, porteiros, amigos secretos e outras vítimas inocentes da minha generosidade.</p><p>Mesmo assim, restavam mais de 80 livros concorrendo. Minha missão como jurado era lê-los em um mês e indicar os 10 melhores para a lista de finalistas.</p><p>É lógico que não li esses livros todos. Mesmo assim, fiz a tal lista dos top 10 no prazo determinado.</p><p>Para cumprir a missão, foi preciso estabelecer alguns critérios objetivos. A partir da premissa que o Jabuti premia o livro enquanto produto e não apenas a qualidade literária, o primeiro critério considerou as edições que eram, pelo menos, razoáveis, com informações técnicas mínimas, orelha e texto da última capa. A existência desses últimos dois itens era fundamental para que o segundo critério de seleção pudesse ser adotado, afinal, como eu iria ler as orelhas se elas não existissem?</p><p>O monte de livros caiu para uns 50. Então, me danei a ler as orelhas. E os textos da última capa também, afinal não sou tão negligente assim.</p><p>Depois dessa, digamos, leitura dinâmica, fiquei com de 15 a 18 livros em condições de chegar a lista dos 10 mais. Comecei a lê-los e decidi que, se não conseguisse chegar à página 20, o livro estaria automaticamente eliminado.</p><p>Desses todos, só lembro de quatro livros.</p><p>Desses, uma era a biografia sobre uma puta e cafetina chamada Eny, famosa pelo seu bordel numa cidade do interior de São Paulo, Bauru, se não estou redondamente enganado. Livro bem editado, jeitoso e de leitura saborosa.</p><p>Outro que estava lista uma biografia sobre Fidel Castro, um tijolo em dois volumes, muito mal escrito e com ar de biografia chapa-branca, mas com o mérito de ter informações e imagens inéditas de Fidel. Esses dois acabaram premiados na lista final do prêmio, com três vencedores.</p><p>O livro sobre Eny dei de presente para alguém, não valia a pena ocupar espaço na estante com ele. Já a biografia de Fidel, Sergio Miguel nunca me devolveu.</p><p>Os outros dois livros que ficaram na memória eram os melhores. Um deles era sobre um embaixador brasileiro na Europa que, desobedecendo a orientação do governo Vargas, distribuía vistos para livrar judeus, ciganos e comunistas da perseguição dos nazistas e fascistas, salvando a vida de muita gente que conseguiu entrar no Brasil.</p><p>Meu outro favorito se chamava <em>Um médico brasileiro no front</em>, diário de guerra escrito por um jovem médico nisei chamado Massaki Udihara durante a campanha do exército brasileiro na Itália. Depois que Udihara morreu, no final dos anos 90, sua família encontrou os diários e entregou à antiga Faculdade Paulista de Medicina, que resolveu publicá-los. Udihara desmascara a incompetência, o amadorismo e a burrice dos comandantes brasileiros da Força Expedicionária.</p><p>Minha experiência como jurado me revelou a importância relativa desses prêmios. Para começar, como é que se aceita como jurado um jornalista como eu, sem nenhum livro publicado? E os prazos, então? Quem estabelece um mês para a análise de centenas de concorrentes sabe que só as orelhas serão esmiuçadas, isso no caso de haver orelhas.</p><p>Então, se você ganhou um prêmio Jabuti, deixe de goga, que isso não é essa coca-cola toda, não. Se não ganhou, anime-se, seu livro pode ter sido vítima de gente como eu, sem tempo livre, porém com a imaginação fértil.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/eu-jurado-do-jabuti/' addthis:title='Eu, jurado do Jabuti '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/eu-jurado-do-jabuti/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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