<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Carta Capital</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/carta-capital/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Uma chance para a democracia (ou Todo Cuidado com Hélio Costa é Pouco)</title><link>http://www.caotico.com.br/todo-cuidado-com-helio-costa-e-pouco/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/todo-cuidado-com-helio-costa-e-pouco/#comments</comments> <pubDate>Thu, 12 Nov 2009 09:48:45 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[banda larga]]></category> <category><![CDATA[Carta Capital]]></category> <category><![CDATA[democratização da comunicação]]></category> <category><![CDATA[democratização da informação]]></category> <category><![CDATA[Hélio Costa]]></category> <category><![CDATA[internet]]></category> <category><![CDATA[Ministério do Planejamento]]></category> <category><![CDATA[Rede Globo]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=499</guid> <description><![CDATA[Estou em casa repousando, depois de um ataque de cólicas renais, a pior dor que senti em minha vida. 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A queda para a terceira divisão em 2007 me prejudicou mais.</p><p>Quando algum médico me manda repousar, costumo seguir o conselho ao pé da letra. Nem passa pela minha cabeça desobedecer, já não gosto de trabalhar, quanto mais com recomendação médica. Saí do hospital escolhendo qual DVD da minha coleção pirata iria assistir hoje, na possibilidade de avançar no livro de Milton Hatoum e de atualizar a leitura da <a href="http://www.cartacapital.com.br">Carta Capital</a>. Só não fiz tudo isso porque o analgésico que me mandaram tomar dá um sono danado.</p><p>A Carta Capital é a única publicação que assino, por isso faço um esforço imenso para não desperdiçar dinheiro deixando a revista intacta em algum canto da casa, para me informar e tentar transformar informação em conhecimento, minha opção é sempre pelos blogs e sites disponíveis na web. E foi exatamente uma matéria a respeito das perspectivas do acesso à banda larga no interior do Brasil, publicada na edição da semana passada (vejam como estou atrasado), que me motivou a atualizar o Caótico com essa “elocubração”.</p><p>O texto assinado pelo repórter André Siqueira revela a intenção do presidente Lula de iniciar um grande programa para interiorizar e democratizar o acesso à Internet, mas informa que as coisas ainda não saíram do papel por causa de uma disputa interna na Esplanada dos Ministérios. De um lado, está o eterno funcionário da família Marinho, o ministro das Comunicações, o senhor Hélio Costa. Do outro, o secretário de Tecnologia de Informação do Ministério do Planejamento, o menos conhecido Rogério Santanna.</p><p>Cada um apresentou sua proposta ao presidente.</p><p>O plano de Hélio Costa é todo fundamentado nas grandes operadoras de telefonia do País: a Oi, Embratel, Telefônica, Vivo, Claro e a Tim. Essa turma investiria R$ 16 bi para criar 30 milhões de conexões Brasil afora. A matéria não diz, mas duvido que esse dinheiro saía dos bolsos das empresas. Aposto que para variar estão de olho no caixa do BNDES.</p><p>O ex-repórter da Rede Globo batizou sua proposta de Plano Nacional de Banda Larga, mas as empresas só garantem conexões de 250 k a 1 Mega, aquele serviço caro e ruim que conhecemos nas capitais. A proposta finge ignorar o fato de que as Nações Unidas só consideram Banda Larga as conexões com mais de 2 Mega. Queria ter a cara-de-pau desse ministro.</p><p>A proposta do Ministério do Planejamento é completamente diferente. A ideia é usar os 31 mil quilômetros das redes de fibra ótica das empresas estatais de energia (Eletrobrás e Chesf, por exemplo) para levar internet de altíssima velocidade às instituições públicas, telecentros não-governamentais, universidades federais e escolas da rede de pública de ensino. O custo dessa empreitada, segundo a Carta Capital, seria de 1,3 bi.</p><p>As conexões domésticas ou das empresas das cidades do interior ficariam sob responsabilidade de pequenas empresas, sim porque ainda existem no Brasil pequenas empresas de internet que resistem ao poder das gigantescas e ineficientes teles.</p><p>A disputa não é pessoal. Não há vaidades em jogo. As duas propostas refletem modos diferentes de encarar o mundo e a sociedade.</p><p>Hélio Costa defende, de uma só vez, os interesses das grandes empresas de telefonia e dos latifundiários da comunicação. Se o presidente Lula optar pela sua proposta, irá garantir os negócios e os privilégios de empresas como a monstruosa Oi, que fornece seu serviço Velox e o usuário que se lasque para pagar ou reclamar.</p><p>Ao mesmo tempo, com serviços pagos a peso de ouro de, no máximo, 1 Mega, o poder de influência das TV e das rádios ganharia uma sobrevida. O que uma coisa tem a ver com a outra? Esse conflito está diretamente relacionado à luta pelo poder de continuar ditando as regras da formação cultural e política da sociedade.</p><p>Com uma internet lenta como quer Hélio Costa, a revolução das redes sociais e das lan houses estaria sob contenção, ainda continuaria difícil assistir a filmes e vídeos no computador. Esse direito continuaria privatizado para poucos, ou seja, pelo menos durante mais algum tempo permaneceria exclusivo das famílias Marinho, Sirotski, Saad, de Silvio Santos, do bispo Macedo e dos seus cúmplices regionais, como Paes Mendonça aqui em Pernambuco, Maiorana lá no Pará ou os Magalhães na Bahia.</p><p>Se, com conexões lentas, rapazes e moças do interior do Brasil já lotam as lan houses em horário nobre, imaginem como ficaria a audiência da novela e do Jornal Nacional se essa moçada puder assistir coisa melhor ou disponibilizar para o mundo seus próprios vídeos produzidos na escola?</p><p>Para se ter ideia do potencial da internet com acesso rápido, vale citar uma pesquisa da Vox Populi, cujos resultados foram comentados por meu amigo Marco Bahé no <a href="http://acertodecontas.blog.br/atualidades/vox-populi-sites-e-blogues-superam-revistas-e-jornais/">Acerto de Contas</a>: 56% dos entrevistados afirmaram que sua principal fonte de informação ainda é a TV, porém a mídia que aparece em segundo lugar, com mais de 20% de citações como principal fonte de informação, são os sites e blogs. Os jornais, cada vez mais insignificantes, foram citados por apenas 10% das pessoas entrevistadas.</p><p>Percebo que o plano do Ministério do Planejamento pode causar uma ferida mortal e purulenta no latifúndio virtual, pois encara a comunicação como um direito público a ser garantido para todos e não como um negócio que só pode tocado por alguns poucos. O acesso rápido possibilitará que escolas e universidades públicas troquem informações com outras instituições do mundo todo fazendo ligações pela internet, economizando na conta telefônica (olha aí o ministro defendendo os interesses das teles).</p><p>Além disso, a proposta pode gerar renda e emprego com centenas de empresas locais investindo em tecnologia e serviços confiáveis em localidades no Semi-árido nordestino ou à margem dos grandes rios amazônicos.</p><p>Por tudo isso, temos que ficar de olho em qual será a decisão do presidente da República, precisamos usar o poder dos blogs e dos sites para que mais gente saiba do que está acontecendo e pode vir a acontecer. Sinceramente, creio que essa é uma informação que vale a pena passar adiante, pois dificilmente esse tema terá espaço na mídia corporativa, nós que povoamos a internet é que temos a obrigação de tocar essa discussão.</p><ul><li><a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;a2=7&amp;i=5401"><strong>Para ler a matéria da Carta Capital na íntegra, clique aqui</strong></a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/todo-cuidado-com-helio-costa-e-pouco/' addthis:title='Uma chance para a democracia (ou Todo Cuidado com Hélio Costa é Pouco) '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/todo-cuidado-com-helio-costa-e-pouco/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>A crise do Senado sob a ótica de Emir Sader</title><link>http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/#comments</comments> <pubDate>Thu, 13 Aug 2009 03:14:29 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Carta Capital]]></category> <category><![CDATA[comunicação]]></category> <category><![CDATA[democracia]]></category> <category><![CDATA[Emir Sader]]></category> <category><![CDATA[Jornal Nacional]]></category> <category><![CDATA[Rede Globo]]></category> <category><![CDATA[Sarney]]></category> <category><![CDATA[Senado]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=277</guid> <description><![CDATA[A crise no Senado acabou hoje, com um cândido pedido de desculpas de Tasso Jereissati por ter batido boca com Renan Calheiros. 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Depois, na frente das câmaras de TV, todos afirmaram que nunca jamais deus-me-livre-e-guarde houve qualquer tipo de acordo para encerrar o tiroteio.</p><p>Se Tasso Jereissati foi cândido, a cobertura do principal telejornal da maior rede de TV do País foi cômica: vários senadores de oposição, situação e o presidente do conselho de ética afirmaram categoricamente que não houve acordo nenhum para salvar a pele de uns e de outros. Reparem bem na primeira linha desse parágrafo. Não estou dizendo que os senadores foram cômicos, cômico foi o Jornal Nacional.</p><p>De repente, desapareceu todo o furor investigativo dos repórteres da Globo. Nada de gravações clandestinas, nem suposições, nem documentos sigilosos. Coloca-se no ar as rápidas falas das partes em conflito e finge-se respeito às normas mais básicas do Jornalismo, aquela do ouvir todas as partes. Então, escapa-se do constrangimento de dizer que os heróis midiáticos da oposição fizeram um acordo com os demônios aliados do Governo. Ficam poupados assim aqueles senadores sempre prontos a dar as declarações bombásticas que o dono da TV está doido para colocar no ar. Evita-se também afirmar que os sujeitos que estavam jogando pedra tinham um telhado de vidro do tamanho do mundo.</p><p>Não foi para ler as entrelinhas do telejornal que sentei diante do computador, mas sim para compartilhar a coisa mais interessante que li na mídia sobre a crise do Senado. Foi na <em>Carta Capital</em>, no finalzinho da matéria intitulada “Destinos entrelaçados”, exatamente sobre a crise.</p><p>Da mesma forma que os blogueiros mais bem informados, a <em>Carta Capital</em> – a única revista que leio e assino – também tratou a tal crise como uma disputa política e não como uma luta pela ética e contra a corrupção, como querem nos fazer acreditar os veículos de comunicação do “clube” das famílias donas das maiores empresas de mídia. Porém, a <em>Carta</em>, em matéria assinada pela repórter Cynara Menezes foi além por um mísero, porém significativo detalhe: ela ouviu a opinião do sociólogo Emir Sader (foto).</p><p style="text-align: left;"><img class="alignnone size-medium wp-image-279" title="Emir_Sader" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Emir_Sader-238x350.jpg" alt="Emir_Sader" width="119" height="176" /></p><p>E o que disse Sader?</p><p>Resumindo, falou que mudança de verdade no Legislativo só acontecerá de cima para baixo, ou de fora para dentro. Moralização, transparência, transformação no modo de fazer política, só vai acontecer quando o eleitor assim decidir. E o eleitor só irá votar melhor, com mais educação, mais consciência. Lula tem que apelar para Sarney e para o PMDB porque os eleitores garantiram o mandato dessa turma.</p><p>O irônico é que, com mais educação, os eleitores votarão em gente que irá dar dor-de-cabeça aos donos das empresas de mídia, que não têm e nunca tiveram qualquer compromisso com ética e moralidade. O que eles querem é garantir governantes e políticos que morram de medo de manchetes negativas e que nem sonhem em liberar novas concessões para novas emissoras controladas por atores sociais capazes de democratizar a comunicação, além de oferecer alternativas para o público e para o mercado publicitário.</p><p>Acredito que alguns jovens repórteres deslocados para coberturas de crise como essa do Senado até podem imaginar que estão defendendo a “ética e a moral”. Mas isso é só arrogância mesmo. Talvez nem passe pelas suas cabeças que jornalista não é agente de transformação social coisíssima nenhuma. Repito o que disse Emir Sader: mudanças de verdade, pra valer, em qualquer um dos três poderes, só de baixo para cima.</p><ul><li><a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1">Blog de Emir Sader</a></li><li><a href="http://www.cartacapital.com.br">Site da Carta Capital</a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/' addthis:title='A crise do Senado sob a ótica de Emir Sader '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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