<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; comunicação</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/comunicacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>O futuro da mídia</title><link>http://www.caotico.com.br/o-futuro-da-midia/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/o-futuro-da-midia/#comments</comments> <pubDate>Tue, 12 Oct 2010 15:15:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[análise]]></category> <category><![CDATA[comunicação]]></category> <category><![CDATA[eleições 2010]]></category> <category><![CDATA[imprensa]]></category> <category><![CDATA[jornalismo]]></category> <category><![CDATA[Marcos Dantas]]></category> <category><![CDATA[Mídia]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=993</guid> <description><![CDATA[por Marcos Dantas, professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFRJ (texto publicado originalmente no site Carta Maior Nascido por volta de 1870 para dar voz ao crescente movimento republicano das oligarquias cafeeiras paulistas, o Estado (então Província) de São Paulo somente iria aderir ao movimento Abolicionista quando a Abolição já se tornara inevitável. 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Nascida por volta de 1950, da iniciativa de um imigrante ítalo-americano ligado aos interesses de Walt Disney (e sabe-se lá a que outros interesses), a Editora Abril (irmã da Editorial Abril que o irmão daquele imigrante, na mesma época iria criar em Buenos Aires), depois de fomentar o american way of life entre nós, através de revistas como Pato Donald e Claudia, iria praticamente conquistar, com Veja, o monopólio do mercado das revistas semanais de informação, não por acaso durante o auge da ditadura militar. Nascida nos agitados anos 1920, com o jornal O Globo, as Organizações de mesmo nome, aliadas de primeiríssima hora do golpe de 1964, conquistariam, também durante a ditadura, tanto o monopólio da televisão em todo o país, quanto o da imprensa escrita na cidade do Rio de Janeiro, na medida em que os ditadores deram decisiva contribuição para a decadência e morte de muitos outros importantes órgãos de imprensa escrita que então disputavam leitores na ex-capital federal, entre eles, os Correio da Manhã, Última Hora, Diário de Notícias e, por fim, recentemente mas depois de longa agonia que teve início naqueles tempos, o Jornal do Brasil.</p><p>Se a imprensa (hoje, em dia, chamada “mídia”) chegou dividida à Revolução de 1930, apoiada por Marinho e Chateaubriand mas encarniçadamente combatida pelo Estadão, desde então tem agido como bloco único, no Brasil. Derrubou Vargas duas vezes, na segunda levando-o ao suicídio. Opôs-se, como pôde, aos governos JK e João Goulart. Apoiou e estimulou todos os golpistas de ocasião. Colocou-se contra a última ditadura – depois de ter a ela servido, inclusive fornecendo caminhões para a Oban – só quando o conjunto da burguesia achou que era chegada a hora de mudar para, lampedusamente, tudo continuar como sempre esteve…<br /> Agora, coerente com a sua história, quer derrubar o governo altamente popular do Presidente Lula.</p><p>Como explicar a atual posição da imprensa?, perguntou outro dia o professor Venicio Lima.</p><p>Certamente, muitas pesquisas precisarão ser feitas para explicar o atual comportamento dos meios de comunicação no Brasil. Se toda unanimidade é burra, como dizia Nelson Rodrigues, estamos diante de um caso que já se configura paradigmático. Somente idiossincrasias e preconceitos não explicam a posição da imprensa nesta campanha, posição que não é somente a dos “donos dos jornais”, nem apenas a de alguns e algumas importantes e hiper bem remunerados colunistas, mas a de ampla maioria dos profissionais que se dizem “jornalistas” – todos diplomados. Servem com denodo, dedicação e até alegria aos seus patrões assim com os soldados SS serviam a Hitler… É mais do que meramente “cumprir ordens”. É acreditar nelas. É se querer reconhecido e recompensado por cotidiana, diária, contumaz demonstração de absoluta fidelidade a elas. Nas palavras de Serge Halimi, são os novos “cães de guarda”.</p><p>Diante da pergunta, arrisquemos alguma hipótese. Não é possível dissociar o papel político-ideológico da “mídia”, de sua organização enquanto empreendimento capitalista e do seu lugar na reprodução do sistema do capital. E, considerando a condição periférica do capitalismo brasileiro, qualquer reflexão nos obriga a tentar entender o papel dessa “mídia” na reprodução de 500 anos de periferia.</p><p>A partir dos anos 1950, em parte devido a forças sociais endógenas mas em boa parte devido à configuração internacional do capitalismo sob liderança econômica, cultural e militar dos Estados Unidos, o Brasil, como muitos outros países, ingressou na época de sua industrialização e urbanização desenvolvimentista. Tratava-se de expandir aqui dentro uma sociedade de consumo similar à estadunidense. No entanto, como as forças econômicas que comandavam essa expansão nos eram externas, a concentração de renda era uma condição sine qua non de exportação de parte do excedente internamente gerado pelo próprio desenvolvimento, daí havendo-se que bloquear as possibilidades de sua melhor distribuição social. A sociedade do consumo a brasileira, ao contrário do que acontecia no “fordismo” estadunidense, não poderia estender-se para todos. Foi essa a natureza do debate, nos anos 1950. Para Celso Furtado e os desenvolvimentistas isebianos de esquerda, nacionalistas por obrigação e opção, a industrialização precisaria, principalmente, servir para a oferta e consumo de bens de salário. Para Roberto Campos e os desenvolvimentistas de direita, entreguistas por opção, a industrialização somente deveria servir para a oferta e consumo de bens “supérfluos”.</p><p>Para a “mídia” brasileira periférica, a segunda opção seria natural. Vendendo marcas, estilo de vida, valores consumistas, ascensão social, status, isto é, sustentada pela indústria automobilística, eletro-eletrônica, cosmética e similares estrangeiras, a imprensa se colocaria contra o projeto de desenvolvimento que, nas condições da época, exigiria reter a expansão acelerada do consumo conspícuo, de modo a favorecer, em primeiro lugar, a expansão do consumo básico, daí permitindo a inclusão social da maioria menos favorecida. Ela só podia falar para a classe média consumista, não para os pobres – ou, para estes, somente falava de crimes, através dos famosos jornais “espreme/sai sangue”. Falava para a Zona Sul do Rio de Janeiro; para o Morumbi, em São Paulo.  Precisava identificar-se com os temores, preconceitos, senso comum, arrogância, identidade elitista dessa classe média, para conquistar os números de circulação que lhe permitiria angariar anunciantes. Por isso, expressando a maneira de pensar desse seu público, colocava-se radicalmente contra qualquer proposta que pudesse cheirar a “populismo”. E para escrever seus editoriais, suas colunas, suas reportagens podia contar com bons jornalistas egressos cultural e intelectualmente do mesmo meio social. Logo, com os mesmos preconceitos e as mesmas ambições.</p><p>Para enfrentar tal fogo de barragem, Getulio Vargas pensou em usar a mesma artilharia. Capitalizou Samuel Wainer para que criasse um jornal de alta qualidade que, na forma, na linguagem, nas seções editoriais se mostrasse similar ao que melhor se poderia fazer na “mídia” de então (inclusive com coluna de “mulher boa”), mas politicamente engajado, seja pelos editoriais, seja por opções na pauta e nos lides, com o seu projeto nacionalista popular. A Última Hora de Wainer obteve um estrondoso sucesso. Em poucos meses, superou a circulação individual dos seus principais concorrentes. Em princípio, pela lógica da audiência, deveria atrair copioso faturamento publicitário. Não atraiu. Foi sempre um empreendimento deficitário apesar do sucesso de público. É que sua fachada de indústria cultural não conseguia disfarçar a sua condição de imprensa política, ao não submeter também o seu conteúdo noticioso e editorial àquilo que a “mídia” (e, no caso, a “mídia” periférica), bem como as agências de publicidade, considerariam “objetivo”, “neutro”, “independente”.</p><p>O golpe de 1964 iria consolidar, de vez, essa relação entre uma sociedade de consumo excludente para uma “mídia” exclusiva, e uma “mídia” exclusiva para uma sociedade de consumo excludente. A estreita classe média consumista, encurralada por trás dos muros de seus condomínios de elite apartada, confirmou-se como base econômica, cultural e ideológica de uma “mídia” também estreita, aglomerada em seus poucos e imponentes canais oligopolistas de veiculação. É um mercado onde só cabe uma grande revista semanal de grande circulação; um ou dois jornais importantes nas grandes capitais, quaisquer deles com circulação, convenhamos, ridícula; não mais que 400 livrarias em todo o país vendendo best-sellers e auto-ajuda (o mesmo que existe apenas em Buenos Aires, vendendo livros da melhor qualidade); principalmente, duas ou três grandes redes nacionais de televisão.</p><p>E assim deveria seguir o mundo. Pelo menos, o Brasil.</p><p>Mas o Brasil decidiu diferente. Por um conjunto grande de fatores, não apenas devido aos dois mandatos de Lula, mas também a eles, o país realmente mudou. Aquela classe média estreita e elitista viu-se superada quantitativa e qualitativamente por uma nova classe média, mais popular pelas suas origens, consumista também, mas desconectada e desinteressada da opinião publicada da grande “mídia”. Finalmente, uma grande massa da população foi incorporada à sociedade de consumo. Mas, talvez até pelos seus defeitos, sobretudo o seu baixo nível educacional e cultural, não foi incorporada à leitura semanal de Veja, nem à diária de O Globo. Ao mesmo tempo, neste preciso instante, emergem novos meios de comunicação, todos eles audiovisuais, como a TV por assinatura, a internet, o “celular”, que atraem essa audiência neoconsumidora para novas formas de produção e consumo de cultura industrial e publicidade. A realidade fabricada por aquela “mídia” parece nada dizer a esta audiência. Sobretudo quando ela insiste em denunciar supostos arrivistas da política, já que, de muitos modos, arrivistas são todos esses neoconsumidores.</p><p>A velocidade com que essas mudanças estão se dando na sociedade brasileira pode, realmente, estar ameaçando todo o modelo de negócios de oligopólios que se pretendiam eternos, logo também as relações, carreiras e ambições profissionais a eles endógenas. Parece que foram surpreendidos, tanto as empresas, quanto os seus cães de guarda, sejam os assalariados, sejam os PJs, paridos e educados, todos e todas, na mesma arrogante elite social. Daí o desespero…</p><p>Se a hipótese estiver correta, ainda testemunharemos, nos próximos anos, grandes mudanças econômicas e políticas nesta centenária “mídia” nativa. No entanto, a vitória de Dilma Rousseff ou a de José Serra será decisiva no encaminhamento de medidas legais e regulatórias, a esta altura inadiáveis, que definirão o tempo e condições de sobre-vida dos dinossauros mediáticos brasileiros. A “mídia” brasileira parece apostar que Serra será o seu Capitão Spurgeon “Fish” Tanner (Robert Duvall) de “Impacto Profundo”, jogando sua nave contra o meteoro econômico-cultural que lhe ameaça a própria sobrevivência… Só que a história é um processo real, não um roteiro hollywoodiano.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/o-futuro-da-midia/' addthis:title='O futuro da mídia '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/o-futuro-da-midia/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>A crise do Senado sob a ótica de Emir Sader</title><link>http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/#comments</comments> <pubDate>Thu, 13 Aug 2009 03:14:29 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Carta Capital]]></category> <category><![CDATA[comunicação]]></category> <category><![CDATA[democracia]]></category> <category><![CDATA[Emir Sader]]></category> <category><![CDATA[Jornal Nacional]]></category> <category><![CDATA[Rede Globo]]></category> <category><![CDATA[Sarney]]></category> <category><![CDATA[Senado]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=277</guid> <description><![CDATA[A crise no Senado acabou hoje, com um cândido pedido de desculpas de Tasso Jereissati por ter batido boca com Renan Calheiros. 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Depois, na frente das câmaras de TV, todos afirmaram que nunca jamais deus-me-livre-e-guarde houve qualquer tipo de acordo para encerrar o tiroteio.</p><p>Se Tasso Jereissati foi cândido, a cobertura do principal telejornal da maior rede de TV do País foi cômica: vários senadores de oposição, situação e o presidente do conselho de ética afirmaram categoricamente que não houve acordo nenhum para salvar a pele de uns e de outros. Reparem bem na primeira linha desse parágrafo. Não estou dizendo que os senadores foram cômicos, cômico foi o Jornal Nacional.</p><p>De repente, desapareceu todo o furor investigativo dos repórteres da Globo. Nada de gravações clandestinas, nem suposições, nem documentos sigilosos. Coloca-se no ar as rápidas falas das partes em conflito e finge-se respeito às normas mais básicas do Jornalismo, aquela do ouvir todas as partes. Então, escapa-se do constrangimento de dizer que os heróis midiáticos da oposição fizeram um acordo com os demônios aliados do Governo. Ficam poupados assim aqueles senadores sempre prontos a dar as declarações bombásticas que o dono da TV está doido para colocar no ar. Evita-se também afirmar que os sujeitos que estavam jogando pedra tinham um telhado de vidro do tamanho do mundo.</p><p>Não foi para ler as entrelinhas do telejornal que sentei diante do computador, mas sim para compartilhar a coisa mais interessante que li na mídia sobre a crise do Senado. Foi na <em>Carta Capital</em>, no finalzinho da matéria intitulada “Destinos entrelaçados”, exatamente sobre a crise.</p><p>Da mesma forma que os blogueiros mais bem informados, a <em>Carta Capital</em> – a única revista que leio e assino – também tratou a tal crise como uma disputa política e não como uma luta pela ética e contra a corrupção, como querem nos fazer acreditar os veículos de comunicação do “clube” das famílias donas das maiores empresas de mídia. Porém, a <em>Carta</em>, em matéria assinada pela repórter Cynara Menezes foi além por um mísero, porém significativo detalhe: ela ouviu a opinião do sociólogo Emir Sader (foto).</p><p style="text-align: left;"><img class="alignnone size-medium wp-image-279" title="Emir_Sader" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Emir_Sader-238x350.jpg" alt="Emir_Sader" width="119" height="176" /></p><p>E o que disse Sader?</p><p>Resumindo, falou que mudança de verdade no Legislativo só acontecerá de cima para baixo, ou de fora para dentro. Moralização, transparência, transformação no modo de fazer política, só vai acontecer quando o eleitor assim decidir. E o eleitor só irá votar melhor, com mais educação, mais consciência. Lula tem que apelar para Sarney e para o PMDB porque os eleitores garantiram o mandato dessa turma.</p><p>O irônico é que, com mais educação, os eleitores votarão em gente que irá dar dor-de-cabeça aos donos das empresas de mídia, que não têm e nunca tiveram qualquer compromisso com ética e moralidade. O que eles querem é garantir governantes e políticos que morram de medo de manchetes negativas e que nem sonhem em liberar novas concessões para novas emissoras controladas por atores sociais capazes de democratizar a comunicação, além de oferecer alternativas para o público e para o mercado publicitário.</p><p>Acredito que alguns jovens repórteres deslocados para coberturas de crise como essa do Senado até podem imaginar que estão defendendo a “ética e a moral”. Mas isso é só arrogância mesmo. Talvez nem passe pelas suas cabeças que jornalista não é agente de transformação social coisíssima nenhuma. Repito o que disse Emir Sader: mudanças de verdade, pra valer, em qualquer um dos três poderes, só de baixo para cima.</p><ul><li><a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1">Blog de Emir Sader</a></li><li><a href="http://www.cartacapital.com.br">Site da Carta Capital</a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/' addthis:title='A crise do Senado sob a ótica de Emir Sader '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/a-crise-do-senado-sob-a-otica-de-emir-sader/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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