<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; contadores de histórias</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/contadores-de-historias/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Ponto final&#8230; ufa!</title><link>http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/#comments</comments> <pubDate>Mon, 22 Feb 2010 22:29:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Brejo da Madre de Deus]]></category> <category><![CDATA[Capibaribe]]></category> <category><![CDATA[contadores de histórias]]></category> <category><![CDATA[História Oral]]></category> <category><![CDATA[histórias]]></category> <category><![CDATA[Jataúba]]></category> <category><![CDATA[rio]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=590</guid> <description><![CDATA[Domingo, antes da uma da tarde. 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Setenta e nove dias desde a primeira vez que sentei a bunda na cadeira para batucar a primeira linha do <em>Um Rio de Gente</em>, cheguei ao fim colocando o ponto final na história de seu Zomilton, o barqueiro que faz a travessia do Capibaribe da Torre para a Jaqueira. Agora, é só esperar a revisão e fazer mais umas duas leituras, uma com o material impresso e mais outra com tudo diagramado.</p><p>Foi uma luta parir um capítulo a cada três dias. O pior é que os prazos do Funcultura estão todos estourados. Não precisava ter sido essa correria toda, mas atrasou bastante o processo da transcrição dos arquivos de áudio gerados por mais de 30 horas de entrevistas. O jeito foi arrumar tempo para escrever enquanto cuidava dos filhos nas férias ou trabalhava na preparação do carnaval de Olinda. Quase escrevo “organização” do carnaval, mas uma coisa não combina com a outra.</p><p>A reta final foi na pressa, corrida contra o relógio mesmo. Apesar disso, participar desse projeto foi uma experiência arretada de boa.</p><p>Verdade verdadeira, o livro começou a nascer em abril do ano passado, quando a equipe viajou a primeira vez para Brejo da Madre de Deus e Jataúba. Lá, entrevistamos seu Bartolo, um sujeito que fala pelos cotovelos na Passagem do Tó.</p><p>Na mesma viagem, deu para ter uma amostra significativa do que encontraríamos pela frente quando encontramos seu Cincinato, um sujeito de quase 100 anos e que esperou meio século para casar com a mulher que amava. Ele nos contou uma história de amor e de safadeza também. Sem safadeza, as histórias de amor ficam chatas, idealizadas, açucaradas, disneylandizadas.</p><p>Cincinato é o mais velho dos personagens do livro. O mais novo é o professor Arnaldo Vitorino, de Santa Cruz do Capibaribe, que tem 56 anos.</p><p>Nessa fase das entrevistas, a pesquisa de campo, o objetivo era ouvir as histórias dos moradores mais velhos e também dos bons contadores de histórias. Não buscamos a diversidade, mas ela veio sem muito esforço. O resultado foi um livro plural, com muitas vozes contando suas histórias e, a partir dela, a história da vida ao longo das margens do Capibaribe.</p><p>Ao escrever, dispensei as regras da reportagem. Resolvi manter um diálogo com as pessoas que tão generosamente dividiram suas memórias e opiniões conosco. Mantive o máximo possível do discurso e do jeito de contar dos entrevistados, inclusive muitos dos cacoetes da expressão oral permaneceram no texto. A ideia foi, além de registrar o conteúdo, manter intacta a forma. Não sei se consegui.</p><p>Admito: essa experiência não teve qualquer referência teórica ou acadêmica. Ou melhor, nesse meio tempo, li um trabalho produzido pelo pessoal do núcleo de história oral da USP, onde os autores afirmam que “o direito de contar a própria história é uma conquista”. Tentei ser um mero intermediário, um facilitador desta conquista, mas acho que isso é muita pretensão. Tudo bem, isso revela certa coerência, pois quem me conhece sabe que sou um sujeito muito pretensioso.</p><p>O livro não será vendido. O livro foi produzido com dinheiro público, então deve retornar para o povo. A maior parte da tiragem será distribuída para as bibliotecas e escolas municipais dos municípios que visitamos; outra parte será entregue para fundações, entidades públicas ou não-governamentais do Recife. E uma parte será distribuída para quem der as caras lançamento, que deverá acontecer em meados de março. Quando definirmos data e local, avisarei. Também voltaremos a visitar todas as pessoas entrevistadas para entregar seus exemplares.</p><p>Podem reparar que abusei da primeira pessoa do plural nesse texto, pois participaram do projeto a fotógrafa Tuca Siqueira, que clicou a árvore da foto lá em Jataúba, o produtor e ambientalista Alexandre Ramos, e à historiadora Jakeline Soares, que auxiliou na pesquisa.</p><p>Para concluir, o registro de uma feliz coincidência. Estava enfurnado em casa, escrevendo o antepenúltimo capítulo, quando Ivan Moraes Filho, o Ivanzinho do blog <a href="http://www.bodega.blog.br">Bodega</a>, recomendou o vídeo do depoimento da escritora nigeriana Chimamanda Adichie. <a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html">Clique aqui para ver o vídeo</a>. <em>Um Rio de Gente </em>é uma contribuição modesta ao esforço para que a história dos brasileiros não tenha apenas uma versão.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/' addthis:title='Ponto final&#8230; ufa! '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>Contos Povoados de Povo</title><link>http://www.caotico.com.br/contos-povoados-de-povo/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/contos-povoados-de-povo/#comments</comments> <pubDate>Tue, 14 Jul 2009 02:58:09 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Colômbia]]></category> <category><![CDATA[contadores de histórias]]></category> <category><![CDATA[Contos]]></category> <category><![CDATA[Jairo Aníbal Niño]]></category> <category><![CDATA[Literatura colombiana]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=184</guid> <description><![CDATA[Tinha 20 anos e estava cursando Jornalismo quando fui apresentado a um livrinho vermelho com os contos curtíssimos do colombiano Jairo Aníbal Niño. 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Foi Paulo Goethe, hoje repórter do Diário de Pernambuco, quem me emprestou o volume fininho, mas cheio de textos encantadores, poesia escrita em prosa, sem estrofes ou versos.</p><p>O título do livro era lindo, prenhe de ritmo e verdade: <em>Contos Povoados de Povo.</em></p><p>Na época, a Livro 7 era a meca dos recifenses que amavam a palavra escrita. Só havia cinco exemplares disponíveis nas estantes pintadas de branco da livraria de Tarcísio Pereira. Comprei três, Goethe levou os outros dois.</p><p>O estoque foi utilizado como presente para namoradas em potencial. Distantes tempos em que poesia de autores quase desconhecidos era usada como arma para encantar as meninas. Palavras, alheias ou da própria lavra, eram os únicos instrumentos de sedução  disponíveis para os dois quase-jornalistas magricelas, tímidos e mal-diagramados.</p><p>Não lembro se os versos em prosa de Niño me foram úteis no campo do amor. Nas coisas do amor, errei mais do que acertei. Sei que meu rápido estoque acabou rapidinho.</p><p>Tenho certeza disso porque, nos primeiros meses da minha passagem de quatro anos por São Paulo, fui à distribuidora da editora Paz e Terra, na rua do Triunfo, no centrão paulistano, para comprar mais alguns exemplares dos <em>Contos</em>. Telefonei na véspera, confirmaram que tinham o livro à venda no varejo. Fui, mas voltei de mãos abanando: na madrugada, um incêndio tinha torrado tudo.</p><p>Só muito tempo depois, já em pleno século XXI, consegui comprar o livro novamente.</p><p>As razões para tanto interesse estão na singularidade de historinhas curtas, porém densas. Jairo fala de amores, dores, encontros e desencontros em cinco ou seis linhas líricas, leves, poéticas (já falei isso algumas linhas acima. A redundância é deliberada) e, além de tudo, com muita originalidade. Nos contos, as descrições estão repletas de “resplandecentes”, “rubros” e “brilhos”. Niño também é artista plástico e consegue misturar pintura e poesia com palavras.</p><p>É o seu olhar, sua forma de se expressar sua relação com o mundo, com as pessoas, com as crianças e com o povo do seu País, que tornam única a experiência de ler seu pequeno livro. A cada continho, um pequeno alumbramento daqueles de Bandeira.</p><p>Como o colombiano é quase desconhecido no Brasil, já nem sei pra quantas pessoas indiquei esse livro. Samarone e o médico-escritor Lula Arraes foram dois deles.</p><p>Abaixo, um continho de Nino:</p><p><em>Levantou-se uma sucessão continuada de ondas espessas e vermelhas, uma tormenta de fios purpúreos se abateu em espiral e a dor como uma galinha de pés de aço começou a remover a terra como uma palpitação. Era tua imagem de mulher ausente que estava fazendo estragos em meu coração.</em></p><p><strong><br /> Sobre o escritor</strong></p><div id="attachment_186" class="wp-caption alignnone" style="width: 280px"><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/07/foto_13_jairo_anibal_nino.jpg"><img class="size-medium wp-image-186" title="Jairo Aníbal Niño" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/07/foto_13_jairo_anibal_nino-350x262.jpg" alt="foto_13_jairo_anibal_nino" width="270" height="202" /></a><p class="wp-caption-text">Niño, contador de histórias</p></div><p>Colombiano nascido em 1947, Jairo Aníbal Niño foi expulso da escola e, ainda adolescente, passou a viajar pelo interior do país trabalhando com ajudante de caminhoneiro, ator de teatro mambembe, mágico e marinheiro. É poeta, dramaturgo, pintor e contista. Foi diretor da Biblioteca Nacional da Colômbia. Um dos seus livros mais conhecidos em língua portuguesa é <em>Alegria de Gostar</em>, onde ele saiu-se com essa beleza de verso: &#8220;Seu sorriso é como um gol olímpico&#8221;. Pense numa cantada de qualidade!</p><ul><li><a href="http://mx.geocities.com/tramontanamx/tramontana1/jairoanibal.html">Fragmentos de A Alegria de Gostar &#8211; Poemasde Amor para Crianças</a></li><li><a href="http://bocaaudiolivros.blogspot.com/2007/01/ao-lado-das-crianas-dos-loucos-e-dos.html">Entrevista com Jairo Aníbal Niño para um portal português</a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/contos-povoados-de-povo/' addthis:title='Contos Povoados de Povo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/contos-povoados-de-povo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>9</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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