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Ela escolheu o livro A Ciranda das  Mulheres Sábias para homenagear, segundo ela, as mulheres que continuam a luta das operárias norte-americanas assassinadas pela repressão [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-ciranda-das-mulheres-sabias/' addthis:title='A Ciranda das Mulheres Sábias '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pedi à Geórgia, titular absoluta em todas as posições do meu coração, que preparasse um texto sobre algum livro que pudesse ser publicado para lembrar o Dia Internacional da Mulher. Ela escolheu o livro <em>A Ciranda das  Mulheres Sábias</em></strong> <strong>para homenagear, segundo ela, as mulheres que continuam a luta das operárias norte-americanas assassinadas pela repressão numa fábrica de Nova York, em 1857</strong>.</p><p><strong>Aproveito para revelar um segredo de alcova: o primeiro texto que  minha esposa (namorada, amante, amiga, companheira&#8230; etc etc etc) escreveu aqui para o Caótico, sobre o livro <a href="http://www.caotico.com.br/a-funcao-do-orgasmo/"><em>A Função do Orgasmo</em></a>, de Reich, está entre os 10 textos mais lidos ou acessados deste blog.</strong></p><p><strong>*****<br /> </strong></p><p><strong>por Geórgia Araújo</strong></p><p><em><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/02/A_CIRANDA_DAS_MULHERES_SABIAS_1231736326P.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-602" title="A_CIRANDA_DAS_MULHERES_SABIAS_1231736326P" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/02/A_CIRANDA_DAS_MULHERES_SABIAS_1231736326P.jpg" alt="" width="120" height="183" /></a>A ciranda das mulheres sábias</em> é um livro pequeno de 123 páginas, escrito por Clarissa Pinkola Estés, a mesma autora de <em>Mulheres que correm com os lobos</em> (1992). Trata da temática do feminino, da força crescente da mulher madura e do poder curativo que isso tudo pode ter em sua vida.  É importante ressaltar que o termo curativo aqui não se resume ao que o senso comum considera como ficar curado de alguma doença. Curar, aqui, se relaciona com a sabedoria diante das dificuldades da vida, seja nas relações familiares, de amizade ou de trabalho etc.</p><p>Além disso, o livro nos lembra da capacidade que uma mulher sábia pode ter de, através do seu exemplo de vida, fazer com que outras pessoas possam viver de verdade, aproximando-se cada vez mais de sua essência e da concretização dos seus projetos de vida.</p><p>“Quando uma pessoa vive de verdade, todos os outros também vivem.” (pág. 109)</p><p>Quando criança, fui apresentada ao universo feminino como repleto de limitações, frustrações e dificuldades. À medida que fui me tornando uma mulher, aprendi a enfrentar as barreiras machistas da nossa sociedade, lutar pela igualdade de gênero no trabalho e na família e, principalmente, descobri (e continuo descobrindo) o prazer imenso de ser mulher e mãe, o valor de ser filha, irmã, tia e amiga.</p><p>Dentre as metáforas citadas pela autora, há uma que me chama particularmente a atenção: a mulher como uma árvore. Aquela que dá sombra, flores, frutos, sobrevive às variações climáticas e, ao ser podada, ainda assim, pode renascer. Isso sugere um movimento de enfrentamento, de sabedoria, de libertação.</p><p>Outro aspecto interessante diz respeito à idéia de que, para Clarissa, qualidades que a mulher possuía aos 20 anos, tais como: “inteligência, ternura, franqueza, sensualidade, profundidade”, se forem bem desenvolvidas, podem duplicar ou triplicar quando ela se torna uma “grande avó”, aquela que ensina amor, compaixão e perseverança às gerações mais novas, para que isso se perpetue, se desenvolva e se espalhe pelo mundo.</p><p>Esse livro é apaixonante, lembra-nos que a sabedoria pode chegar com a idade, dependendo da forma como escolhemos viver.  Na parte final do livro, a autora nos presenteia com sua biografia secreta e com nove preces de gratidão pelas mulheres sábias.</p><p>Por isso, quero concluir esse texto com um trecho de uma dessas preces, que diz assim:</p><p>“Por todas as tias perspicazes e todas que se postam como avós guardiãs para qualquer alma necessitada&#8230; por aquelas que acolhem filhas e filhos, de sangue ou não, com a mesma facilidade e compatibilidade com que as flores acolhem as abelhas (&#8230;)” (pág. 95)</p><p style="text-align: right;"><strong>Para Tia Dulce, minha admiração pelos seus 86 anos bem vividos,</strong></p><p style="text-align: right;"><strong>meu respeito e meu imenso amor.</strong></p><p><strong>Sobre a escritora</strong></p><p><strong><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/02/clarissa-pinkola-estes.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-601" title="clarissa-pinkola-estes" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/02/clarissa-pinkola-estes.jpg" alt="" width="168" height="191" /></a><br /> </strong></p><p>Clarissa Pinkola Estés é americana, porém com origens mexicano e húngaro. Ela e poeta e psicanalista junguiana.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-ciranda-das-mulheres-sabias/' addthis:title='A Ciranda das Mulheres Sábias '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/a-ciranda-das-mulheres-sabias/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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