<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Georges Simenon</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/georges-simenon/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Memórias de Maigret</title><link>http://www.caotico.com.br/memorias-de-maigret/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/memorias-de-maigret/#comments</comments> <pubDate>Sun, 10 Apr 2011 15:13:43 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[criação literária]]></category> <category><![CDATA[ficção]]></category> <category><![CDATA[Georges Simenon]]></category> <category><![CDATA[literatura francesa]]></category> <category><![CDATA[literatura policial]]></category> <category><![CDATA[viver & escrever]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1297</guid> <description><![CDATA[Nos últimos tempos, quando não sei exatamente o que ler ou estou com a vida aperriada demais, busco refúgio nas historinhas curtas com as investigações do comissário Maigret. Acho até que já escrevi isso aqui no blog. Semana passada, aconteceu de novo. Da pilha de livros da coleção de bolso com as novelas de Georges [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/memorias-de-maigret/' addthis:title='Memórias de Maigret '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/04/memórias-de-maigret.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1298" title="memórias de maigret" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/04/memórias-de-maigret-205x350.jpg" alt="" width="121" height="187" /></a>Nos últimos tempos, quando não sei exatamente o que ler ou estou com a vida aperriada demais, busco refúgio nas historinhas curtas com as investigações do comissário Maigret. <a href="http://www.caotico.com.br/maigret-e-o-corpo-sem-cabeca/">Acho até que já escrevi isso aqui no blog</a>. Semana passada, aconteceu de novo.</p><p>Da pilha de livros da coleção de bolso com as novelas de Georges Simenon, o único que sobrou incólume era <em>Memórias de Maigret</em>. Mergulhei nele e caí de cabeça na surpresa. Não há crimes nem trama policial nesse volume da série e sim revelações a respeito dos métodos do próprio escritor, que dá vida ao famoso personagem para revelar um pouco – ou muito &#8211; do seu processo criativo, principalmente daquilo que ele chama de “verdade inventada”, mais fácil de ser percebida como verdadeira do que a própria verdade &#8220;real&#8221;.</p><p>Simenon é de uma transparência cristalina. Sem teorização nem pra-quê-isso, ele abre as cortinas do seu ofício, escancara seus segredos. Para isso, usa um recurso curioso e bem-humorado: ele troca de lugar com seu personagem. Ou melhor, vira personagem e Maigret, autor.</p><p>Nesse tira-teima entre criador e criatura, o escritor confessa como, na virada da década de 40 para a de 50, enxergava sua própria arrogância juvenil. Maigret descreve Simenon como um jovem cheio de certezas e de autoconfiança no tempo em que começou publicou seus primeiros romances, entre as duas guerras mundiais.</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Simenon.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1299" title="Simenon" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Simenon-350x247.jpg" alt="" width="239" height="168" /></a>Em seguida, é implacável consigo mesmo: admite que o tempo e a vida o transformaram num homem lento, pesado, que demora a dar uma opinião, que fala com hesitação. Muito parecido com o próprio personagem. Em primeira pessoa, Maigret delicia-se com isso, sente-se vingado do jovem presunçoso de outros tempos.</p><p>Em várias ocasiões em que Maigret questiona se, como ele, outras pessoas também imaginam que poderiam dar um novo rumo às suas vidas, se poderiam ter outra vida, ou seja, fazer outras coisas completamente diferentes daquelas que fazem todos os dias. É bem verdade que o personagem jamais pensou em repetir a carreira do pai e largou um curso de medicina para entrar na polícia, mas esse dúvida parecia sair da boca do escritor.</p><p>Por razões que contarei na próxima atualização do blog, esse questionamento de Maigret balançou minhas já precárias estruturas.</p><p>Para quem como eu tem a pretensão de, um dia, viver de escrever, as <em>Memórias de Maigret</em>, serviu como um livro didático, uma apostila sobre o processo criativo de um grande contador de histórias que confessa que, aos 20 e poucos anos, tinha a pretensão de escrever “semiliteratura”, mas que não tina coragem de assinar seus livros com o próprio nome enquanto não fosse capaz de fazer ao menos isso.</p><p>Como Simenon na juventude, se um dia eu conseguir escrever algo que pudesse ser classificado como semiliteratura, tava bom demais.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/memorias-de-maigret/' addthis:title='Memórias de Maigret '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/memorias-de-maigret/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> <item><title>Maigret e o corpo sem cabeça</title><link>http://www.caotico.com.br/maigret-e-o-corpo-sem-cabeca/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/maigret-e-o-corpo-sem-cabeca/#comments</comments> <pubDate>Sun, 26 Dec 2010 15:07:59 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Canal Saint-Martin]]></category> <category><![CDATA[França]]></category> <category><![CDATA[Georges Simenon]]></category> <category><![CDATA[humanismo]]></category> <category><![CDATA[literatura policial]]></category> <category><![CDATA[Paris]]></category> <category><![CDATA[romance policial]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1156</guid> <description><![CDATA[Antes do Caótico ir ao ar para valer, o texto sobre meu apego à literatura policial já estava pronto, só esperando o designer Anízio dar o sinal verde para publicá-lo. Na época, meados de 2009, tinha acabado de descobrir as novelas de Georges Simenon sobre as investigações da sua maior criação, o comissário Jules Maigret. [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/maigret-e-o-corpo-sem-cabeca/' addthis:title='Maigret e o corpo sem cabeça '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/maigret-corpo-sem-cabeça.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1157" title="maigret corpo sem cabeça" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/maigret-corpo-sem-cabeça.jpg" alt="" width="130" height="216" /></a>Antes do Caótico ir ao ar para valer, <a href="http://www.caotico.com.br/maigret/">o texto sobre meu apego à literatura policial</a> já estava pronto, só esperando o designer Anízio dar o sinal verde para publicá-lo. Na época, meados de 2009, tinha acabado de descobrir as novelas de Georges Simenon sobre as investigações da sua maior criação, o comissário Jules Maigret. Poucos meses depois, escrevi sobre as vastas <a href="http://www.caotico.com.br/maigret-e-coisa-de-cinema/">possibilidades cinematográficas da literatura de Simenon</a>. Então, para quê escrever o terceiro texto sobre o mesmo personagem?</p><p>Acontece que <em>Maigret e o corpo sem cabeça</em> merece essa deferência. Nunca li uma história policial como essa. E, pra quem é fissurado em literatura policial, desde os 14 anos, garanto que isso não é pouca coisa.</p><p>Pra começo de conversa, no segundo ou terceiro capítulo quase não há dúvidas sobre quem teria esquartejado um homem e jogado os pedaços do corpo no canal Saint-Martin, que acredito ser um dos muitos braços do rio Sena que cortam Paris. A cabeça do defunto sumiu, mas também há pouco o que discutir sobre a identidade do sujeito. Então, ficamos assim antes do meio do livro: sabemos quem é vítima, o perfil de quem matou, quem ajudou a matar e, finalmente, o motivo está mais ou menos delineado. E o mistério, afinal, onde fica?</p><p>Misteriosa é a natureza humana. E o comissário Maigret, tão humano que é quase impossível tratá-lo como simples personagem de ficção, faz de tudo para conhecê-la um pouco mais a cada investigação.</p><p>Os questionamentos do personagem sobre o que pode levar uma mulher comum vinda do interior e um trabalhador comum a matar, esquartejar e degolar são o fio condutor usado por Simenon para se colocar no lugar do outro ser humano. Maigret passa a investigar não a morte, mas a vida de cada um dos protagonistas do drama, revelando as dores, as angústias, as escolhas, os fracassos e as esperanças de que não vive como ele ou como que está ao seu redor no cotidiano.</p><p>Um juiz de instrução meticuloso, cumpridos das leis e das normas, é o contraponto para a alma aberta e generosa do comissário. Em outras novelas, esse juiz Coméliau é apenas um burocrata chato que implica com os métodos do famoso policial. Em <em>&#8230;o corpo sem cabeça</em>. Ele encarna o homem que possui carreira, bens, uma vida confortável e julga os outros a partir da sua ótica, da sua poltrona, da sua moral e da sua família “feliz”. Para Coméliau, não há sentimentos, dores ou desespero. Há mulheres pervertidas, homens maus e gente imoral. E ponto final.</p><p>Talvez seja exagero do meu coração mole e dos meus conhecimentos precários, mas cheguei ao final deste livreto com sensação semelhante aquela proporcionada por alguns clássicos da chamada literatura “séria”.</p><p>O título mórbido esconde uma leitura transformadora, talvez mais apropriada para estes festivos dias de Final de Ano, do que outras nomeadas com chavões piegas e melosos.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/maigret-e-o-corpo-sem-cabeca/' addthis:title='Maigret e o corpo sem cabeça '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/maigret-e-o-corpo-sem-cabeca/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>Maigret é coisa de cinema</title><link>http://www.caotico.com.br/maigret-e-coisa-de-cinema/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/maigret-e-coisa-de-cinema/#comments</comments> <pubDate>Fri, 27 Nov 2009 00:52:51 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Georges Simenon]]></category> <category><![CDATA[Jules Maigret]]></category> <category><![CDATA[literatura francesa]]></category> <category><![CDATA[literatura policial]]></category> <category><![CDATA[Maigret]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=518</guid> <description><![CDATA[Um potiguar chamado Tião costuma visitar o blog Estuário, de Samarone, onde ficou sabendo da existência desse Caótico aqui. 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Dia desses, ele deixou um comentário numa postagem que nem lembro mais qual foi. Aí, descobri e passei a visitar de vez em quando o <a href="http://www.sopaodotiao.blogspot.com/">Sopão do Tião</a>, que vem a ser o blog dele. Numa dessas visitas, cheguei ao blog do crítico de cinema do jornal Estado de S. Paulo, o senhor Luiz Carlos Merten.</p><p>Pois bem, no blog mantido sob a responsa de <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/merten/?title=a_louca_de_maigret&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">Merten no portal do Estadão</a>, encontrei o assunto dessa postagem: George Simenon e seu comissário <a href="http://www.caotico.com.br/maigret/">Maigret</a>, tema de um dos primeiros textos que publiquei, há uns quatro meses mais ou menos.</p><p>Mesmo correndo o risco de me repetir, agarrei a deixa do Merten e volto à Maigret, o mais humano e imperfeito dos detetives da ficção policial. Imperfeito como detetive, perfeito como personagem. O problema é que estou viciado em Maigret, só de sexta para segunda-feira, li dois livretos da série que está sendo publicada pela L&amp;PM: <em>A Fúria de Maigret</em> e <em>Maigret e seu Morto</em>.</p><p>Viciado como estou, fiquei satisfeitíssimo ao encontrar o elogio de Merten à obra de Simenon, que ele define como um autor capaz de criar grandes diálogos. O crítico paulista revela que, após ler um dos livrinhos, resolveu fazer uma breve pesquisa para tentar saber se as histórias do personagem já tinham ido parar no cinema, pois não acreditava que “um material tão bom nunca tivesse sido filmado”.</p><p>Numa página na internet, descobriu que o personagem foi parar na TV incontáveis vezes. No Japão, inclusive. Mas, para sua – e minha – surpresa, nunca no cinema. Quem já leu alguma história do comissário da Polícia Judiciária de Paris entenderá o quanto isso é surpreendente.</p><p>Além dos excelentes diálogos, há muitos outros elementos na ficção de Simenon capazes de fazer salivar qualquer bom diretor. A última novela que li, por exemplo, <em>Maigret e seu morto</em>, é um roteiro quase pronto, pedindo para ser filmado, com ação, violência &#8211; sem exagero nem apelação no uso desses ingredientes &#8211; e um pouco de disputa pelo poder nos bastidores da investigação. Uma beleza para Hollywood.</p><p>Até agora, esse <em>Maigret e seu morto </em>foi o melhor.</p><p>Em outras histórias, como <em>As Férias de Maigret</em>, que li há uns dois meses, o autor carregou na tensão, com direito a uma corrida contra o tempo num cenário cheio de luz, sol, cores.</p><p>Nesse livro, aliás, é fácil perceber o domínio que Simenon das técnicas literárias e da arte de contar histórias. Inicialmente, quando o detetive ainda tateia, duvidando até mesmo se realmente houve um crime, a trama parece não andar. Depois, a velocidade com que as coisas passam a acontecer, é ditada pela pressa do detetive, pela angústia de saber que precisa resolver logo a questão. Quem lê, é arrastado por Maigret.</p><p>Ação, violência, tensão, intriga, ritmo e cenários diferentes. Falta mais algum elemento cinematográfico? Faltam mulheres nuas. Não há problema, tem de sobra na <em>Fúria de Maigret. </em>Ia esquecendo, em<em> Maigret e seu morto </em>tem sexo e um tantinho assim de putaria.</p><p>Ah, o Maigret da foto lá em cima, é o ator francês Jean Gabin.</p><ul><li><a href="http://www.trussel.com/maig/gauteure.htm"><strong>Clique para saber mais sobre Maigret na TV (em inglês)</strong></a></li><li><strong><a href="http://www.lpm-editores.com.br/v3/site/default.asp">Clique aqui para conhecer a coleção completa de Maigret</a></strong></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/maigret-e-coisa-de-cinema/' addthis:title='Maigret é coisa de cinema '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/maigret-e-coisa-de-cinema/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Maigret</title><link>http://www.caotico.com.br/maigret/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/maigret/#comments</comments> <pubDate>Mon, 29 Jun 2009 15:00:13 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Agatha Christie]]></category> <category><![CDATA[Georges Simenon]]></category> <category><![CDATA[Jules Maigret]]></category> <category><![CDATA[literatura policial]]></category> <category><![CDATA[Maigret]]></category> <category><![CDATA[policial]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=44</guid> <description><![CDATA[A literatura policial foi fundamental para que eu tomasse gosto pela leitura. 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É bem verdade que, aos 13 ou 14 anos, o que eu devorava mesmo eram os livros de Júlio Verne publicados pelas Edições de Ouro, que descobri nos anúncios das Palavras Cruzadas que minha mãe, Eliana, fazia. Porém, antes da <em>Volta ao Mundo em 80 dias</em> ou das <em>20.000 Léguas Submarinas</em>, a literatura policial entrou na minha vida quanto completei 12 anos.</p><p>No meu aniversário, em 1980, meu tio Lauro França, que trabalhava na editora Ática me presenteou com todos os livros até então publicados da coleção Vagalume. <em>Spharion</em> e <em>O Escaravelho do Diabo</em> entre eles. Com esse último, experimentei pela primeira vez a sensação de ter sido absorvido por um livro. Meus pais viviam preocupados porque deixava de comer para ficar lendo.</p><p>Com 14 anos, aprendi a andar pelo centro do Recife, pois tinha que ir a pé do Salesiano até a avenida Nossa Senhora do Carmo para pegar o ônibus QG Aeronáutica. Morava na fronteira entre a Imbiribeira e Boa Viagem, só o QG me deixava perto de casa. De tanto andar pela Boa Vista, descobri a loja da Edições de Ouro na rua do Hospício, mais precisamente no Edifício Olímpia, onde hoje existe uma loja de material esportivo.</p><p>Abandonei o hábito de lanchar todas as tardes para economizar dinheiro. Diariamente, juntava umas moedas. Em outubro (não tenho certeza se em  1983 ou 1984), somei minhas economias a um dinheirinho dado como presente pela minha avó Dolores e comprei a coleção completa de Sherlock Holmes. Eram 14 livros de bolso, com capa preta, branca e vermelha. Belíssimos.</p><p>Também li um pouco de Agatha Christie, mas não submergi nela, apesar de Miss Marple e Poirot merecerem um bom mergulho. O problema é que chegou a faculdade e a necessidade de criar uma imagem de intelectual comunista, fundamental para conquistar respeito e o mulherio nos cursos de Jornalismo do final dos anos 80. Depois, já casado e com filhos, botei na cabeça que tinha quer ler os clássicos e literatura mais “séria”. Babaquice.</p><p>Acabei relegando ao segundo plano o prazer que me dá o romance policial. E olhe que, na época, eu era repórter de polícia em São Paulo. Pelo que lembro, vai ver eu queria parecer mais “culto”  e sofisticado do que meus colegas de redação ou os próprios policiais com quem convivia.</p><p>Por causa dessas preocupações ridículas, não segui o conselho de um chefe na sucursal paulista do Globo, Luiz Carlos Azedo (que atualmente apresenta um programa na TV Brasil): “Leia Simenon. Ele concilia a trama policial, política e os processos sociais. Simenon vai ajudá-lo a construir melhor seu texto”. Na época, era repórter de Polícia.</p><p>O tempo passou e, já aos 29, 30 anos, tracei o noir americano de Raymond Chandler, Dashiell Hammett, Ross MacDonald e os mais recentes Elmore Leonard e James Ellroy. Até hoje amargo arrependimento por não ter tirado uma foto abaixo da placa da Dashiell Hammett Street, em San Francisco.</p><p>Eu não sabia que faltava Simenon e seu Jules Maigret. Só fui entender isso quando li um volume de uma coleção de bolso, que comprei por R$ 8,00 num supermercado.</p><p>O que torna o comissário Maigret um lindo personagem é sua humanidade.</p><p>Maigret é um detetive sem método definido. Durante uma investigação, ele erra, se emociona, se cansa, às vezes nem consegue interpretar sua intuição, porém, o importante  mesmo, é sua capacidade de escutar e compreender o outro. O melhor de Maigret está no fato dele estar disposto a entender e até mesmo viver a vida da vítima, dos suspeitos e das testemunhas.</p><p>A formação humanística do belga Georges Simenon, previamente anunciada no prólogo dos livretos, transborda em seu detetive, um sujeito que precisa lidar com seus suas próprias limitações para conviver com os extremos do ser humano. Azedo estava parcialmente certo: a transformação social está presente nos romances de Simenon, como no volume <em>Morte na Alta Sociedade</em>, ou a política, ingrediente que atrapalha o detetive em <em>A Primeira Investigação de Maigret</em>. O mais interessante de sua criação é o próprio personagem.</p><h3>Sobre o escritor</h3><div id="attachment_98" class="wp-caption alignnone" style="width: 296px"><img class="size-full wp-image-98" title="Georges Simenon" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/06/simenon.jpg" alt="simenon" width="286" height="172" /><p class="wp-caption-text">Georges Simenon em foto do The Guardian</p></div><p>Georges Joseph Christian Simenon escreveu 84 aventuras de Maigret, além de outros  136 romances ou contos. É um dos autores mais traduzidos do planeta. Começou a escrever ainda adolescente para o jornal de sua cidade-natal, Liége, na Bélgica. Morreu em 1989, aos 86 anos de idade.</p><ul><li><a href="http://www.livrariadocrime.com.br/?secao=biografia&amp;cd_autor=111">Pequena biografia de Georges Simenon no site Livraria do Crime</a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/maigret/' addthis:title='Maigret '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/maigret/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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