<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Homero Fonseca</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/homero-fonseca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Roliúde II &#8211; A missão</title><link>http://www.caotico.com.br/roliude-ii-a-missao/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/roliude-ii-a-missao/#comments</comments> <pubDate>Thu, 30 Dec 2010 14:50:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[adaptações]]></category> <category><![CDATA[cinema]]></category> <category><![CDATA[Hollywood]]></category> <category><![CDATA[Homero Fonseca]]></category> <category><![CDATA[Pernambuco]]></category> <category><![CDATA[romance pernambucano]]></category> <category><![CDATA[teatro]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1162</guid> <description><![CDATA[O Bagdá Café era uma lanchonete simpática e asseada, contrastando com tudo ao seu redor à sombra do edifício JK, já reduzido a condição de monumento ao desperdício. Era final de tarde e o café deveria estar cheio de repórteres ou fotógrafos, arejando a cabeça ou fofocando (o mais provável), alguns minutos longe das redações [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/roliude-ii-a-missao/' addthis:title='Roliúde II &#8211; A missão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/roliude.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1163" title="roliude" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/roliude-234x350.jpg" alt="" width="118" height="177" /></a>O <em>Bagdá Café </em>era uma lanchonete simpática e asseada, contrastando com tudo ao seu redor à sombra do edifício JK, já reduzido a condição de monumento ao desperdício. Era final de tarde e o café deveria estar cheio de repórteres ou fotógrafos, arejando a cabeça ou fofocando (o mais provável), alguns minutos longe das redações vizinhas</p><p>O movimento era atípico. Eu e Homero Fonseca dividíamos a única mesa ocupada. Pedi um leite com café. Meu chefe fez a escolha radicalmente oposta: um café forte, preto, sem açúcar. “Café de caçador de onça”, vaticinou com ares de quem entendia do assunto, apesar das onças de Bezerros e Caruaru terem sumido séculos antes do seu nascimento por aquelas bandas. Essas tiradas faziam aquelas escapadas com diretor de redação na hora do trabalho era o que havia de melhor no cotidiano do Diário de Pernambuco.</p><p>Ao ler <em>Roliúde, </em>constatei que as onças nunca largaram Homero.</p><p>O romance protagonizado por Bibiu tem como eixo central essa sacada genial: um contador de histórias que reconta nas feiras livres e praças do interior os grandes clássicos do cinema com a sintaxe e o vocabulário do povo nordestino.</p><p>Na fronteira entre imaginação e memória, como boa literatura que se preza, a caçada de onça até que aparece em doses homeopáticas, mas na adaptação para o teatro, o ator e diretor João Ricardo tratou de realizar o desejo de um fictício coronel do sertão do Pajeú que só gostava de histórias que tivessem a brabeza do felino.</p><p>A dinâmica de <em>Roliúde </em>clamava por uma adaptação. <a href="http://www.caotico.com.br/roliude/">Para o teatro isso já foi feito</a> com muita competência: o monólogo de Bibiu poderá ser conferido novamente em Recife no próximo dia 12 de janeiro. Salvo engano, no Teatro Santa Isabel. Ouvi falar que o médico e roteirista Wilson Freire está tratando da adaptação para o cinema. Nada mais apropriado.</p><p>Para quem teve contato primeiro à peça, como foi o meu caso, tive a sensação de que, no romance, as histórias vividas por Bibiu &#8211; a “biografia” do personagem -, perderam um pouco da sua força. Isso não acontece com as versões dos filmes: ao contrário, os clássicos do cinema em pernambuquês, são excelentes. Não sei como Homero teve essa ideia, mas o fato de ter largado tudo na capital para morar numa vila de pescadores deve ter ajudado bastante.</p><p>Bibiu perpetua a tradição do romance picaresco do século XVI. Homero voltou 500 anos no tempo para construir seu alter-ego. Sim, alter-ego, pois aquelas escapadas nos nossos tempos do Diário eram prazerosas porque o homem é um grande contador de história. Tão bom quanto o seu Bibiu.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/roliude-ii-a-missao/' addthis:title='Roliúde II &#8211; A missão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/roliude-ii-a-missao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Roliúde</title><link>http://www.caotico.com.br/roliude/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/roliude/#comments</comments> <pubDate>Tue, 31 Aug 2010 11:33:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[cinema]]></category> <category><![CDATA[contação de histórias]]></category> <category><![CDATA[contador de histórias]]></category> <category><![CDATA[Hollywood]]></category> <category><![CDATA[Homero Fonseca]]></category> <category><![CDATA[romances]]></category> <category><![CDATA[teatro]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=894</guid> <description><![CDATA[Esta é a primeira vez que escrevo sobre um livro que não li. 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Apesar de nunca sequer ter ficado frente-a-frente com a capa de <em>Roliúde,</em> vou rasgar elogios ao romance escrito por <a href="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/">Homero Fonseca</a>. Ou melhor, vou falar bem mesmo é da peça que o ator e diretor João Ricardo Oliveira montou a partir do livro do pernambucano e foi encenada no Hermilo Borba Filho dentro da programação do Festival A Letra e a Voz, muitíssimo bem organizado pela Prefeitura do Recife.</p><p>Já convivi bastante com Homero quando fui repórter do Diário de Pernambuco e ele dirigia a redação. A vida acabou nos afastando. Pra piorar, encaixo-me no perfil de &#8220;leitor desatento&#8221; que José Teles definiu no Jornal do Commércio de segunda-feira, 30 de agosto. Mas tenho uma desculpa: de tanto viajar para cima e para baixo nos meus quatro anos no Unicef, nem sabia que meu ex-chefe tinha escrito esse romance, a história de um matuto doido por cinema, que assistia aos filmes e depois contava tudinho para o povo nas feiras do interior.</p><p>Uma ótima ideia, aproveitada com por João Ricardo, carioca que vive no bairro da Ilha do Governador e se define como um professor/ator que pretende, em breve, ser ator/professor para, depois, reviver como ator mesmo, sem depender de nenhuma outra renda. Foi isso que ele contou nos dois dedos de prosa que o ator e autor tiveram com a plateia logo depois do espetáculo.</p><p>No bate-papo, o ator contou que chegou cedo a um shopping-center do Rio para assistir a um filme. Comprou ingresso e resolveu gastar o tempo livre olhando as prateleiras de uma livraria. Bateu o olho na capa de <em>Roliúde</em>, atraído pela grafia da palavra. Pegou o volume, folheou, leu as orelhas, foi para a fila do caixa e saiu carregando o livro na sacolinha plástica da loja. Numa mesa da praça de alimentação, começou a ler. Resultado: perdeu a sessão do filme, mas ficou tão encantado que resolveu adaptar a obra para o teatro, transformando o romance num monólogo.</p><p>Veio ao Recife discutir o assunto com Homero, que percebeu o tesão de João Ricardo pelo seu livro e deu carta branca para a adaptação, além de explicar os significados das expressões do pernambuquês falado por Bibiu, o personagem (quase uso o adjetivo “extraordinário”, mas como não li o livro, resolvi maneirar) criado por Homero e da mesma dinastia de João Grilo.</p><p>Depois de receber o sinal verde, passou meses trabalhando em cima do texto. Só agora, os recifenses tiveram a chance de conhecer o trabalho (ao menos os que foram ao pequeno teatro), apesar da peça estar há um ano em cartaz no Rio de Janeiro.</p><p>Além de cortar e costurar o texto com cuidado e esmero, João Ricardo é um ator com talento para dar, vender e trocar. Em alguns momentos, a transição entre uma fala e outra é assustadora. Parece coisa de espiritismo ou transe mediúnico. Quando a peça terminou e voltou a falar em &#8220;carioquês&#8221;, o teatro ficou mudo de espanto. Pensávamos todos que ele era de Caruaru, tal qual Homero.</p><p>E quem foi riu, mas riu muito. Minha digníssima senhora, por exemplo, nunca vi gargalhar do jeito que gargalhou ontem. Um jovem casal sentado na fileira da frente olhava para trás e ria do riso dela. Fiquei até empulhado. Lá atrás, um sujeito quase perdia o ar das gaitadas que dava.</p><p>E eu respeito quem me faz rir. Podem vir com a filosofia que for, mas rir é melhor do que chorar e pensar. Sempre foi.</p><p>O melhor de tudo é que, por não conhecer o livro e não ter lido as, digamos, “críticas” nas páginas de entretenimento dos jornais locais, saí de casa sem saber o que iria encontrar. A bem da verdade, só fui porque Homero me mandou um e-mail e estava me sentindo em dívida com ele, pois – por preguiça, falta de tempo ou sacanagem do acaso &#8211; não atendi a nenhum dos seus 748 convites anteriores. A surpresa contribuiu para tornar a noite ainda melhor.</p><p>Agora, não quero perder Homero Fonseca de vista. Acabo de comprar o <em>Roliúde</em>, mas aposto que a moça das sonoras gargalhadas dias vai lê-lo antes de mim.</p><p><strong>Sobre o escritor</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/08/homerofonseca.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-896" title="homerofonseca" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/08/homerofonseca-350x232.jpg" alt="" width="270" height="178" /></a></p><p>Quem quiser saber mais sobre o caruaruense Homero Fonseca, favor dar uma olhada no blog dele: <a href="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/">http://www.interblogs.com.br/homerofonseca</a></p><ul><li><a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;modelo=2&amp;secao=25&amp;lista=0&amp;subsecao=0&amp;ordem=1693"><strong>Clique aqui para ler resenha sobre <em>Roliúde </em>publicada no site Rascunho</strong></a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/roliude/' addthis:title='Roliúde '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/roliude/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>10</slash:comments> </item> <item><title>Para não dizer que não falei da Bienal</title><link>http://www.caotico.com.br/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-bienal/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-bienal/#comments</comments> <pubDate>Mon, 12 Oct 2009 21:09:45 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Bienal do Livro]]></category> <category><![CDATA[Centro de Convenções de Pernambuco]]></category> <category><![CDATA[editoras]]></category> <category><![CDATA[Feira do Livro]]></category> <category><![CDATA[Homero Fonseca]]></category> <category><![CDATA[mercado editorial]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=415</guid> <description><![CDATA[Por que um blogueiro que se mete a escrever sobre livros não escreveu uma única linha sobre a Bienal do Livro que acontece em sua cidade? 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Pois é, a Bienal acaba hoje e o Caótico nem aí pra ela.</p><p>No papel, até que se trata de algo interessante, afinal passaram pelo pavilhão do Centro de Convenções alguns escritores respeitáveis, um bocado de gente boa que aparece graças à credibilidade do curador, meu antigo chefe Homero Fonseca que também foi editor da revista Continente.</p><p>Homero se esforçou e deve receber os créditos pela programação de debates, confinada a um aquário de vidro bem apertado no meio do pavilhão. Em tese, os debates e diálogos são as únicas coisas que valem a pena no evento. Digo &#8220;em tese&#8221; porque o lugar é barulhento, com gente passando por todos os lados das paredes transparentes, mas lá, por exemplo, foi possível os autores pernambucanos conhecerem o trabalho do escritor <a href="http://www.sacolagraduado.blogspot.com">Sacolinha</a> na prefeitura de Suzano, com o relatou Samarone no seu <a href="http://www.estuario.com.br">Estuário</a>.</p><p>Fora isso, a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco é uma porcaria.Passei por lá na quarta-feira, dia 7 de outubro, e encontrei amigos e conhecidos que não via há tempos. A opinião era unânime. O mais indulgente disse que aquilo era muito &#8220;trash&#8221;. Mas, como é típico em Pernambuco, a mídia local tratou a feira com a velha falta de espírito crítico de sempre.</p><p>A Bienal é barulhenta, com shows que abafam qualquer tentativa de conversa nos cantos mais escondidos do pavilhão. O alarido é insuportável, um ambiente insalubre para quem precisa de paz para folhear um livrinho qualquer.</p><p>Cheio de pena, passei por um estande muito do malamanhado onde uma menina lia uns versinhos no microfone, sendo efusivamente aplaudida por duas senhoras, sua mãe e sua avó, suponho. Mais confusão sonora, além do constrangimento por tamanha exposição desnecessária.</p><p>Infelizmente a barulheira é o menor dos problemas da Bienal que, aliás, nem merece esse nome. Deveria ser Feirão do Livros ou Saldão de Livros. Seria um nome mais justo para designar aquilo que está chegando ao final nesse momento no Centro de Convenções.</p><p>Não há estandes das grandes editoras, aliás só percebia presença das &#8220;editoras&#8221; pernambucanas, essas empresas que garantem edições com tiragens minguadas e os autores que se virem com todos os gastos, da gráfica à distribuição. Sem as editoras relevantes, a organização da Bienal é quem traz os escritores importantes, o que evidencia o defeito de fábrica desse evento. A maioria dos espaços são ocupados por livreiros, distribuidores ou mesmo prefeituras.</p><p>Na década de 90, ainda trabalhando como repórter especial do Diário de Pernambuco, cobri três bienais de verdade e posso assegurar que a presença das editoras fazem uma diferença enorme. Tanto no Rio de Janeiro em 1997 e 1999, quanto em São Paulo em 1998, os principais acontecimentos eram os lançamentos de livros nos espaços dos responsáveis pela sua publicação.</p><p>Não lembro de ter visto ou escutado shows no Riocentro ou no Center Norte, as únicas estrelas eram os livros e seus autores, que tinham oportunidade de interagir com muitos editores. O ingresso era pago, mas quem comprava qualquer obra tinha um desconto equivalente ao que pagou na bilheteria, uma ótima ideia para incentivar a aquisição de livros.</p><p>A &#8220;Bienal&#8221; de Pernambuco também assegura espaço para stands de bijuterias, artesanato, trufas e bugigangas mil. A proposta é incentivar o consumo de quê? Literatura ou das mesmas mercadorias cujos expositores são ratos de feira e montam suas lojinhas em todos, absolutamente todos, os eventos que acontecem no Centro de Convenções.</p><p>Alguém pode argumentar que as centenas de ônibus com alunos de escolas particulares e públicas que passaram pela Bienal eram a prova de que o evento estimulou a leitura. É, pode ser, mas nesse caso números dizem pouco. Gostaria de ter conversado com muitos dos adolescentes que vi sentados na rampa de acesso, esperando as professoras ou os motoristas dos ônibus. Se tivesse tido a ideia na hora, teria perguntado quais foram os livros mais interessantes que folhearam, se conversaram com algum poeta, se foram bem acolhidos.</p><p>Duvido que tenham tido paz para escutar contadores de histórias em estandes espaçosos ou a chance de conseguir um autógrafo de um escritor realmente importante.</p><p>Para ficar ruim, a Bienal do Livro de Pernambuco terá de melhorar muito.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-bienal/' addthis:title='Para não dizer que não falei da Bienal '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/para-nao-dizer-que-nao-falei-da-bienal/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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