<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; literatura de ficção</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/literatura-de-ficcao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Telê Santana e o sexo</title><link>http://www.caotico.com.br/tele-santana-e-o-sexo/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/tele-santana-e-o-sexo/#comments</comments> <pubDate>Wed, 02 Jun 2010 18:11:29 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Bixiga]]></category> <category><![CDATA[Botafogo]]></category> <category><![CDATA[crônica]]></category> <category><![CDATA[Crusp]]></category> <category><![CDATA[futebol]]></category> <category><![CDATA[literatura de ficção]]></category> <category><![CDATA[motel]]></category> <category><![CDATA[Renato Gaúcho]]></category> <category><![CDATA[São Paulo FC]]></category> <category><![CDATA[Telê Santana]]></category> <category><![CDATA[USP]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=754</guid> <description><![CDATA[Queria comer Valéria fazia tempo. Ela era magrinha demais, baixinha demais, bunda insignificante, mas os peitos eram de primeira. Do rosto, não tenho a mínima lembrança. Sei que os olhos eram verdes. Ou azuis, sei lá. 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Sei que os olhos eram verdes. Ou azuis, sei lá.</p><p>Valéria era comestível e, entre as mulheres comestíveis que eu tinha conhecido naqueles meses, era a única que estava sempre por ali, por perto, e sem macho na marcação. E, na minha situação, não podia ficar escolhendo.</p><p>Tentei uma, duas, algumas vezes, mas ela se fazia de difícil. Nunca tive paciência para esse joguinho, principalmente há meses sem ver mulher.</p><p>Uma noite, percebi que a moça estava com o coração amolecido. Lembro que já estava frio, mesmo assim decidi que valia a pena pegar dois ônibus do Bixiga até a USP para acompanhar a moça. Na época, o Bixiga era o lugar de beber do pessoal que fazia história, filosofia ou sociologia. Todo mundo muito cabeça. Não sei para onde iam as gostosas da área de saúde.</p><p>Lembro que nos abraçamos no ônibus e nos beijamos nos corredores do Crusp, que é a imensa residência estudantil da USP, cheia de apartamentos minúsculos, onde se amontoa gente de tudo quanto é lugar do mundo. Se estou falando do Crusp, é porque não tenho nada a dizer do beijo.</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/06/359_crusp.jpg2_.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-757" title="359_crusp.jpg2" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/06/359_crusp.jpg2_-350x262.jpg" alt="" width="170" height="127" /></a>Na porta do apartamento, a festa acabou. Em compensação, fiquei sabendo tudo sobre Nuporanga.</p><p>Para quem não sabe, Nuporanga é uma cidadezinha nos confins do estado de São Paulo, pequena e desimportante, mas que me roubou uma noite de foda. Valéria nasceu lá.</p><p>Não sei como nem por quê, todos os primos inventaram de chegar do interior naquela noite e, enquanto eu passava as mãos nas pernas dela debaixo da mesa do bar, espalharam colchonetes pela saleta do apartamento e no quarto da primeira e única nuporanguense a estudar filosofia.</p><p>Dormimos agarradinhos num colchão da espessura de um caderno de 48 páginas. Na cama, logo acima do meu ouvido, uma gordinha roncava e, muito provavelmente, peidava. Tinha outros dois parentes no quarto e, de vez em quando, o braço de um, encostava nos meus pés, aí eu me encolhia todo, com nojo. E raiva.</p><p>Dispensei o café-da-manhã no meio da multidão e me mandei para o apartamento dos meus amigos, em outro bloco.</p><p>Depois do almoço no bandejão (usava um crachá frio para comer no restaurante universitário), procurei Valerinha e, com a moral de quem era o único a trabalhar e receber salário no meio de gente que vivia de bolsas e estágio, lancei a proposta:</p><p>“Minha lindinha, vamos pegar um táxi e passar a tarde num motel da Raposo Tavares?”</p><p>Ela topou.</p><p>Escolhi um hotel bem arrumadinho, para impressionar no primeiro encontro. Lá, a quase filósofa foi logo ao banheiro, como, aliás, nove entre 10 mulheres que chegam a um motel sem subir pelas paredes de tanto tesão. Ela, no banheiro, eu liguei a TV procurando uma pornografiazinha. O que achei foi São Paulo x Botafogo. Telê Santana contra Renato Gaúcho, o primeiro encontro depois de não sei quantos anos da briga na Copa de 86, o timaço de Telê contra o forte e simpático Botafogo.</p><p>“Porra! Esqueci desse jogo!”. Foi quando me dei conta que meu projeto inicial era acordar no Crusp e ficar mais perto do Morumbi. Longe de casa e do time de coração, o sujeito escolhe o melhor jogo para ver.</p><p>Ainda não eram nem 10 minutos do primeiro tempo e o time de Telê ganhava de 1 x 0. Um minuto depois de ligar a TV, 2 x0. Jogão. Lá e cá, e o São Paulo matando a pau nos contra-ataques.</p><p>Bem que a mulher podia ficar mais tempo no banheiro. Um diarreia, quem sabe.</p><p>Nada disso, ela saiu de lá enrolada na toalha, crente que eu ia fazer barba, cabelo e bigode.</p><p>Ela se enroscou toda, fez caras e bocas. Chicão perdeu um gol feito, quase que o Botafogo empata. Com a cabeça da moça no colo, arrisco tudo:</p><p>“Dá para ser no intervalo? O jogo tá bom que só a porra, minha filha.”</p><p>Valéria fechou a cara, resmungou. No intervalo, nada feito. Melhor: deu para ver o replay do primeiro gol.</p><p>Voltamos de táxi para a universidade. Deixei a filósofa com os primos de Nuporanga e fui pra casa.</p><p>Dois anos depois, descendo as ladeiras no carnaval de Olinda, um dos meus amigos que viviam na residência estudantil me faz recordar aquela tarde:</p><p>“Tu comeste Lelinha aquela vez, não comeste?”</p><p>“Eu não. Quase, o problema foram os primos e o futebol&#8230;”, aí contei toda essa história.</p><p>“Pois eu comi. Não tava passando jogo no dia, aí me fudi: tive que comer. Aposto que você se divertiu mais do que eu. De zero a dez, nota um. E só ganha esse ponto porque buceta leva bonificação”.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/tele-santana-e-o-sexo/' addthis:title='Telê Santana e o sexo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/tele-santana-e-o-sexo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Segunda opinião sobre Delacroix Escapa das Chamas</title><link>http://www.caotico.com.br/segunda-opiniao-sobre-delacroix-escapa-das-chamas/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/segunda-opiniao-sobre-delacroix-escapa-das-chamas/#comments</comments> <pubDate>Sun, 09 May 2010 21:55:41 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[colaboração de internautas]]></category> <category><![CDATA[colaboração de leitores]]></category> <category><![CDATA[Delacroix Escapa das Chamas]]></category> <category><![CDATA[Edson Aran]]></category> <category><![CDATA[ficção]]></category> <category><![CDATA[lançamento]]></category> <category><![CDATA[literatura de ficção]]></category> <category><![CDATA[resenhas de livros]]></category> <category><![CDATA[utopia]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=715</guid> <description><![CDATA[Antônio Lino Júnior foi o segundo leitor sorteado para receber um livro da Editora Record. 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Em troca, teve que escrever <strong>para o Caótico </strong>um textinho com sua opinião sobre o que leu.</strong></p><p><strong>*****</strong></p><p><strong><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/05/livro_delacroix.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-716" title="livro_delacroix" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/05/livro_delacroix-129x150.jpg" alt="" width="129" height="150" /></a>por Antônio Lino Júnior</strong></p><p><em>Delacroix Escapa das Chamas</em> aos olhos de quem viaja em suas páginas é um pretensioso convite a se pensar num mundo pautado pelo que está por vir, com as evidências dos vícios contemporâneos, voltado pra consagrar as demandas do “Eu”.</p><p>Putas cibernéticas, cidades-shoppings, fusões ideológicas (teomarxismo, geneticismo, roboticismo) em sintonia com o hedonismo,o niilismo e um hermético universo capitalista, tudo isso em quatro tempos, adequados na figura de um crítico de arte, Wagner Krupa, louco pra levar o seu em cada oportunidade que se apresenta: o resultado é uma narrativa instigante.</p><p>Edson Aran, de fato, provoca no leitor a assunção da crítica, construindo tipos e categorias analíticas de fazer inveja a Max Weber, isso tudo com traços de humor e distinções, onde enxergamos em cada personagem um pouco do que vivemos. E, em cada espaço físico, maquetes do que está por vir.</p><p>Como não pensar num mundo onde a água vale ouro, reciclar é palavra de ordem, andar de triciclo é a solução e a exclusão, enfim, foi institucionalizada (escolas, shoppings, trabalho, lazer, moradia, etc)?</p><p>Nesse imaginário, é possível espoliar os que não podem consumir em prol de uma nova ordem capitalista, instaurando selos de consumo. Nada mais proveitoso para um capitalista segregador.</p><p>Aos olhos de quem escreveu as orelhas do livro, Ivan Lessa, o perigo: o livro é viciante. Pode levar a querer conhecer a obra do autor. E assim como o decorrido com Dom Quixote, muito embora tenha se tornado um cavaleiro, o ato de lê-lo, pode levar a loucura, basta tentar compreendê-lo em nossos contextos.</p><p>Confesso aos senhores, depois deste, parti em busca de conhecer <em>Conspirações- Tudo o que não querem que você saiba</em>, outro livro de Aran.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/segunda-opiniao-sobre-delacroix-escapa-das-chamas/' addthis:title='Segunda opinião sobre Delacroix Escapa das Chamas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/segunda-opiniao-sobre-delacroix-escapa-das-chamas/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Delacroix Escapa das Chamas</title><link>http://www.caotico.com.br/delacroix-escapa-das-chamas/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/delacroix-escapa-das-chamas/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Apr 2010 11:19:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[colaboração de internautas]]></category> <category><![CDATA[colaboração de leitores]]></category> <category><![CDATA[editoras]]></category> <category><![CDATA[Edson Aran]]></category> <category><![CDATA[literatura de ficção]]></category> <category><![CDATA[Playboy]]></category> <category><![CDATA[resenhas de livros]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=697</guid> <description><![CDATA[Eis o primeiro resultado da parceria entre os leitores do Caótico e a editora Record: A mineira Lilian Alcântara já leu  escreveu sua resenha sobre o livro Delacroix Escapa das Chamas, do também mineiro Edson Aran. O segundo exemplar já chegou à minha casa, mas ainda não tive como entregá-lo ao leitor Antônio Lino Júnior, [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/delacroix-escapa-das-chamas/' addthis:title='Delacroix Escapa das Chamas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Eis o primeiro resultado da parceria entre os leitores do Caótico e a editora Record: A mineira <a href="http://gol-de-letras.blogspot.com/">Lilian Alcântara</a> já leu  escreveu sua resenha sobre o livro <em>Delacroix Escapa das Chamas</em>, do também mineiro Edson Aran. O segundo exemplar já chegou à minha casa, mas ainda não tive como entregá-lo ao leitor Antônio Lino Júnior, pois tive que viajar para a Amazônia por causa de um trabalhinho extra e de assuntos familiares.</strong></p><p style="text-align: center;"><strong>*****</strong></p><p><strong>por Lilian Alcântara</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/04/delacroix.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-698" title="delacroix" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/04/delacroix-235x350.jpg" alt="" width="114" height="170" /></a>A história se passa em anos avançados do século XXI, o tempo todo observamos sugestões de evoluções das “febres” que se espalham atualmente. Um canal de TV só para a minoria heterossexual, arte à partir de ciência biológica e robótica, censura em entrevistas de TV e outras incontáveis críticas à atual sociedade, vomitadas num enredo surpreendente.</p><p>O humor de Edson Aran na composição de seu personagem Wagner Krupa é dotado de um sarcasmo contagiante. Concordo com Ivan Lessa que o autor é “diferente de tudo o que você já leu. Em qualquer língua.”</p><p>Prostitutas cibernéticas, cigarro desnicotinizado, cerveja com vitamina C, mutantes sem-teto, holoTV e tantos outras idéias futuristas que tornam  história bastante prazerosa. Li o livro inteiro imaginando se as putas cibernéticas – se reais – poderiam conceder prazer realmente; de que serviam os cigarros desnicotinizados; e que era brilhante a idéia da cerveja com vitaminas, era uma não-compensação digna das ilusões capitalistas; holoTVs e holofonemas eu cheguei a imaginar-me velha tentando aprender a usar, com meus netos.</p><p>A história toda se passa em Shopping City 22, uma das cidades-shoppings conhecidas como cidades-cubos, um verdadeiro feudo capitalista. Morar dentro de um Shopping gigantesco, vários andares, lojas, holoTVs e o que mais for necessário para manter um micro-país dentro de São Paulo.</p><p>O livro me pareceu aquelas grandes idéias que temos no bar, depois da décima terceira cerveja, e que no dia seguinte já não lembramos. Mas, se lembradas, estas idéias valem livros, ou coleções inteiras de livros. Realmente recomendo o “romance em 4 tempos”, principalmente seus detalhes que de forma alguma podem passar despercebidos.</p><p>Não imaginei que ficaria tão extasiada com a história. No fim de tudo acabei percebendo que não é Delacroix que escapa das chamas, o tempo todo quem escapa é Edson Aran.</p><p><strong>Sobre o escritor</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/04/edsonaranP.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-699" title="edsonaranP" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/04/edsonaranP.jpg" alt="" width="173" height="201" /></a></p><p>Edson Aran é pseudônimo de Edson Arantes, nome de pia desse jornalista mineiro que, hoje, tem o árduo trabalho de dirigir a redação da Playboy. Se quiser saber mais sobre o cara, vá até o <a href="http://www.sitedoaran.com.br/">site dele</a>, que é todo cheio de onda.</p><p><strong><br /> </strong></p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/delacroix-escapa-das-chamas/' addthis:title='Delacroix Escapa das Chamas '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/delacroix-escapa-das-chamas/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Histórias que nos sangram (por Geraldo de Fraga)</title><link>http://www.caotico.com.br/historias-que-nos-sangram-por-geraldo-de-fraga/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/historias-que-nos-sangram-por-geraldo-de-fraga/#comments</comments> <pubDate>Thu, 27 Aug 2009 01:55:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Assombração]]></category> <category><![CDATA[Gilberto Freyre]]></category> <category><![CDATA[literatura de ficção]]></category> <category><![CDATA[Recife]]></category> <category><![CDATA[suspense]]></category> <category><![CDATA[Terror]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=309</guid> <description><![CDATA[Há algumas semanas que devo essa a Geraldo, jornalista que está na briga para se tornar um escritor, caminho ainda mais difícil para quem, como ele, trilha pelo caminho da ficção científica, do suspense e do terror, gênero que é alvo de muito preconceito, mas responsáveis por formar milhões de leitores por esse mundo vasto [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/historias-que-nos-sangram-por-geraldo-de-fraga/' addthis:title='Histórias que nos sangram (por Geraldo de Fraga) '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignright size-medium wp-image-310" title="Cópia de historias_que_nos_sangram_capa" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Cópia-de-historias_que_nos_sangram_capa-233x350.jpg" alt="Cópia de historias_que_nos_sangram_capa" width="120" height="181" />Há algumas semanas que devo essa a Geraldo, jornalista que está na briga para se tornar um escritor, caminho ainda mais difícil para quem, como ele, trilha pelo caminho da ficção científica, do suspense e do terror, gênero que é alvo de muito preconceito, mas responsáveis por formar milhões de leitores por esse mundo vasto mundo.</strong></p><p><strong>Como não li o livro, pedi ao próprio Geraldo que enviasse um texto contando a experiência de escrevê-lo. Com vocês, Geraldo de Fraga.</strong></p><p>&#8220;Vários autores que eu leio escrevem literatura fantástica usando elementos do folclore das suas cidades. Alan Moore e Neil Gaiman são dois deles. Isso me inspirou a basear minha obra nas lendas do Recife, tendo em vista a riqueza das histórias que permeiam o imaginário popular da cidade, desde que ela foi erguida.</p><p>O grande lance do livro não é somente recontar essas histórias, e sim, inseri-las dentro do outras. Procurei escrever vários tipos de textos. Em alguns, dou um tipo de versão de como surgiu tal lenda. Como</p><p>um “reboot”, feito se chama no cinema. Em outros, usei as lendas como pano de fundo de alguma história, como se ela fizesse parte do cotidiano dos personagens ou do cenário da narrativa.</p><p>Também ambientei os textos dentro dos períodos históricos onde supostamente essas lendas surgiram. Para isso foi preciso uma pesquisa histórica sobre o Recife, inclusive, por que vários desses mitos se relacionam com acontecimentos históricos da capital pernambucana. Um exemplo é a lenda da praça Chora Menino que teve início após um conflito militar conhecido como Setembrizada, que ocorreu em 1831. Os mortos foram enterrados no Sítio do Mondego e até hoje, a população diz que ouve choro de menino no local durante à noite.</p><p>Minha principal fonte de pesquisa foi o clássico “Assombrações do Recife Velho”, de Gilberto Freyre. O livro é uma espécie de catálogo de causos da cidade. Procurei ser o mais fiel às descrições de Freyre, mas obviamente dando corda para que outras informações e, é claro, minha imaginação levassem os personagens e os acontecimentos para várias situações possíveis.</p><p>Apesar de ter um grande público em todo o mundo, o gênero “horror” sofre um grande preconceito por parte das pessoas do meio literário brasileiro. Críticos de literatura, editores e até muitos escritores torcem o nariz para o estilo. Um dos meus objetivos também era romper essa barreira. Acho que consegui um pouco, ajudado pela aceitação que as assombrações do Recife tem com o público daqui. Difícil achar um recifense que nada escutou sobre a praça Chora Menino, Cruz do Patrão ou o Papa-figo.</p><p>Enfim, para mim o livro foi uma viagem pela parte sombria da história da cidade. Espero que o leitor tenha a mesma sensação&#8221;.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/historias-que-nos-sangram-por-geraldo-de-fraga/' addthis:title='Histórias que nos sangram (por Geraldo de Fraga) '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/historias-que-nos-sangram-por-geraldo-de-fraga/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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