<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Lya Luft</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/lya-luft/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 19:41:39 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Múltipla Escolha</title><link>http://www.caotico.com.br/multipla-escolha/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/multipla-escolha/#comments</comments> <pubDate>Sat, 12 Jun 2010 15:12:40 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[clichês]]></category> <category><![CDATA[editora Record]]></category> <category><![CDATA[Geórgia Araújo]]></category> <category><![CDATA[Lya Luft]]></category> <category><![CDATA[Milton Ribeiro]]></category> <category><![CDATA[Perdas e Ganhos]]></category> <category><![CDATA[Veja]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=759</guid> <description><![CDATA[Mais uma resenha resultante da parceria com a Editora Record, que nos enviou o livro para ser resenhado. Em breve, os leitores do Caótico poderão resenhar mais um lançamento do grupo editorial carioca. por Geórgia Araújo “Achava que fosse ter mais tesão para escrever sobre um livro de Lya Luft”, foi o que pensei, após [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/multipla-escolha/' addthis:title='Múltipla Escolha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mais uma resenha resultante da parceria com a Editora Record, que nos enviou o livro para ser resenhado. Em breve, os leitores do Caótico poderão resenhar mais um lançamento do grupo editorial carioca.</strong></p><p><strong><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/06/múltiplaescolha.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-760" title="múltiplaescolha" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/06/múltiplaescolha-226x350.jpg" alt="" width="122" height="189" /></a>por Geórgia Araújo</strong></p><p>“Achava que fosse ter mais tesão para escrever sobre um livro de Lya Luft”, foi o que pensei, após concluir a leitura de Múltipla Escolha. E, aí, comecei a tentar entender o que esse sentimento queria me dizer e lembrei dos livros dela que já havia lido.</p><p>Em 2002, ganhei de presente de uma amiga <em>Histórias do Tempo</em> (2000), foi fascinante. Um ano depois, a leitura de <em>O Ponto Cego</em> me abriu alguns horizontes profissionais. Em 2004, um ano marcante na minha vida, li <em>Perdas e Ganhos</em> e adorei. Neste mesmo ano, não resisti ao <em>Pensar é Transgredir</em>, mas achei que certas idéias ali contidas já haviam sido contempladas em livros anteriores. Depois disso, por necessidades profissionais, passei a ler livros mais específicos da minha área de trabalho. Algum tempo depois, tomei conhecimento de que Lya Luft estava escrevendo artigos para a Revista Veja e, apesar das minhas reservas quanto à essa revista, ainda me arrisquei (e me arrisco) a ler alguns dos seus textos aos domingos quando vou à casa dos meus pais.</p><p>Esse ano, reencontro a autora através das suas primeiras palavras no <em>Múltipla Escolha</em>: “Há muitas maneiras de encarar a nossa existência: como um trajeto, um naufrágio, um poço, uma montanha” (pág. 7). Início empolgante, título intrigante. Não sei explicar, mas até agora estou me perguntando por que ela não utilizou múltiplas escolhas. Comecei sem querer parar. Tal como a autora refere, fui abrindo as cortinas do teatro da vida, através de um livro que trata de nossas decisões, do que fazemos para conquistá-las, mas também dos labirintos que nós mesmos construímos para dificultar o caminho até os nossos ideais. Aborda temas diversos como medo, preconceito, juventude, velhice, gênero, família, comunicação, educação, drogas, ou seja, se refere ao óbvio: ou mudamos a nossa forma de ver o mundo e nos relacionar com os outros seres (humanos ou não), ou estamos condenados à decadência.</p><p>Talvez aí resida o meu desânimo de escrever sobre isso: por vezes sinto-me repetitiva ao defender certas idéias que a autora se refere ao longo do livro. Ensinar a meu filho a respeitar os mais velhos, dizer as palavras mágicas: com licença, por favor e obrigado, ser solidário com os coleguinhas dividindo seus brinquedos, comprar só o que é preciso, aprender que a cor do lápis é salmão e não cor da pele (pois, existem peles negras, brancas, amarelas) etc. parece ser ainda uma tarefa muito difícil.</p><p>Mas, e daí? Em que esse livro me acrescenta algo? Seria dura demais responder “em nada”. Mas, o que me incomodou mesmo no livro foi que a autora tratou de algo  que, para mim são obviedades que não vejo acontecer no cotidiano. Cada vez mais percebo um discurso muito bonito em algumas pessoas e a sua prática muito diferente. Para alguns leitores esse livro pode trazer idéias novas, mas para mim, ele está cheio de clichês.</p><p>Estou com dificuldade de escrever o que sinto diante desse livro, me sinto indignada, com a sensação de perda de tempo e, por vezes, me pergunto se também não estou sendo óbvia, previsível. Perdi a inocência, porém, também faço parte dessa massa incongruente, confusa e à procura de ser mais feliz. Quero “subir uma escada rolante pelo lado que desce”(pág 21), acredito no potencial da vida, da fé e da alegria e acredito, tal como diz Lya Luft que, “a cada dia de cada vida, realizamos um trabalho a quatro mãos: nós e o velho amigo–inimigo chamado destino, abrindo e povoando um espaço que a cada gesto e pensamento nosso se expande e se ilumina, ou se apaga na neblina dos desejos inúteis. Essa é a nossa múltipla escolha. Simples assim, complicado assim” (pág. 182).</p><p><strong>Sobre a escritora</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/06/lya_luft.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-761" title="lya_luft" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/06/lya_luft-229x350.jpg" alt="" width="137" height="210" /></a></p><p>Lya Luft é gaúcha e começou a vida, digamos, &#8220;literária&#8221; como tradutora de alemão. É colunista da pior e mais escrota revista semanal paulistana, o que, por si só, já diz muita coisa a respeito de uma pessoa.</p><ul><li><a href="http://www.caotico.com.br/crime-e-castigo-do-blog-de-milton-ribeiro/"><strong>Clique aqui para ler a opinião do blogueiro Milton Ribeiro sobre sua conterrânea Lya Luft</strong></a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/multipla-escolha/' addthis:title='Múltipla Escolha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/multipla-escolha/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> <item><title>Crime e Castigo (do blog de Milton Ribeiro)</title><link>http://www.caotico.com.br/crime-e-castigo-do-blog-de-milton-ribeiro/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/crime-e-castigo-do-blog-de-milton-ribeiro/#comments</comments> <pubDate>Sun, 02 Aug 2009 01:12:21 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[Crime e Castigo]]></category> <category><![CDATA[Dostoievski]]></category> <category><![CDATA[literatura russa]]></category> <category><![CDATA[Lya Luft]]></category> <category><![CDATA[Milton Ribeiro]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=249</guid> <description><![CDATA[Estava aquecendo os motores para escrever sobre Crime e Castigo, uma das melhores coisas que já li. A sensação era a mesma de um reserva recém promovido do time dos júniores, aquecendo para entrar no clássico em andamento: me sentia na obrigação de transmitir exatamente porque a obra-prima de Fiodor Dostoievski é uma obra-prima. 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A sensação era a mesma de um reserva recém promovido do time dos júniores, aquecendo para entrar no clássico em andamento: me sentia na obrigação de transmitir exatamente porque a obra-prima de Fiodor Dostoievski é uma obra-prima.</p><p>Foi quando, escacavilhando pelo Google, descubro o blog de um tal Milton Ribeiro, de quem nunca tinha ouvido falar. Pelo que entendi o sujeito é de Porto Alegre e deve ter uns 50 e poucos anos. E, além de escrever bem pra cacete, está guerreando do lado de cá da trincheira. Pegando gancho numas porcarias escritas por Lya Luft e publicadas na revista semanal dos neonazistas, ele falou do livro de Dostoievski de uma maneira muito clara, leve e livre de pedantismo. Admito que não teria a competência dele, por isso decidi não acrescentar nada, apenas reproduzir aqui seu texto.</p><p>Para quem preferir visitar o blog do sujeito e ler &#8220;no original&#8221;, basta <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2009/07/30/o-crime-e-castigo-da-lya-que-leu-mas-nao-entendeu/">clicar aqui</a>. Caso contrário, basta ir no leia &#8220;leia mais&#8221; aí embaixo. (A capa da ilustração é a da edição da editora 34, com tradução direta do russo. Tenho muito carinho por esse livro também pelo fato de ter sido presente de Dia dos Pais de meu filho Pedro e de sua mãe)</p><p><strong>O Crime e Castigo da Lya que leu mas não entendeu</strong></p><p>O leitor André Luiz Zambom resolveu me dar uma alegria: pediu que eu lesse a última crônica de Lya Luft na Veja. Eu sou um cara obediente e logo fui à banca comprar a coisa. O título da crônica é <em>Crime e Castigo</em> e este fato indignou o André. Pus-me a caminhar pela rua enquanto lia Lya. Nossa, que falta de horizontes e informação, que bisonhice. Lya fala da forma mais simples que se possa imaginar sobre “nossa sociedade enferma”. Atira para todos os lados sem fixar-se em nenhum: nossas crianças não recebem educação de boa qualidade, formamos criminosos ou inúteis, os pais não lhes dão limites e são dominados pelos primeiros, os professores são cheios de falsas teorias e parecem existir apenas para enfiar ideologias nas cabeças dos pobrezinhos dos alunos, as ruas são locais de descontrolada criminalidade e há que mudar tantas leis quanto possível, precisamos de autoridade e de punições justas.</p><p>Em um momento, a autora perde aquele tom messiânico que a auto-ajuda lhe deu e parece gritar com o leitor: “Antes de mais nada, é dever mudar as leis — e não é possível que não se possa mudar uma lei, duas leis, muitas leis. Hoje, logo, agora!”. Ela tem objeções que não acabam mais, só não consegue propor nada.</p><p>É um texto indigente demais para receber a merecer uma das melhores grifes de São Petersburgo, trata-se de uma mera exposição de lugares-comuns, é de chorar de ruim. Pretendo chegar à Raskólnikov, mas primeiro seria adequado dar uns raquetaços nos argumentos da Lya que lia e até se informava, uma dia. Lya, tu que carregas o nome do grande Celso Pedro Luft devias saber isto: aquillo que reprime o crime não é o tamanho da punição, mas sua INFABILIDADE. A atividade criminal é tão apreciada em nosso país não pela inexistência de leis, mas pela forma obtusa, eletiva e errática com que é aplicada. Quanto aos professores e pais: será que antes — quando os alunos era punidos, ameaçados e até apanhavam — era melhor? Sobre a sociedade enferma: houve acaso alguma época em que ela foi considerada sã? “Sociedade enferma” é um daqueles <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/07/cinco_truismos_que_querem_silenciar_o_debate.php">truísmos que querem silenciar o debate</a>. Ora, essas expressões são tão úteis quanto dizer que o governo X “não fez nada” (assim como o Y e Z), que os todos os governantes estão lá para se locupletar, que os negros agridem e roubam, que os judeus só roubam, etc. São coisas do mais baixo senso comum, ficam ridículas num texto.</p><p>Eu ainda acho que uma revista de circulação nacional devia se preocupar com a qualidade do conteúdo e chamar à razão os articulistas que espalhassem — “avalizassem” talvez fosse um verbo melhor — as tolices do senso comum. Mas, sei, é pedir demais para a Veja, cujo maior produto de venda é a confirmação das impressões que assaltam as mentes dos brasileiros médios, principalmente as paranóicas.</p><p>Crime e Castigo… Todos os alentados volumes de Dostoievski deveriam se revoltar e cair na cabeça da Lya sem ley. O que tem a ver uma das mais belas histórias inventadas por um ser humano com o lastimável texto de Lya Auto-Ajuda? Vejamos. O livro trata do estudante Rodion Raskólnikov. Ele é paupérrimo como o texto de Lya e, tal como ela, tem a certeza de que é um ser extraordinário. Acontece com muitos, só que Raskonikov age. Cheio de teorias confusas sobre a superioridade de uns sobre os outros, achar-se no direito de utilizar quaisquer meios para cumprir seu destino de grande homem. Tem sempre em mente o nome de Napoleão, cuja biografia seria a comprovação de que é preciso agachar-se, chafurdar na lama e mesmo matar com a finalidade de tomar o poder — o dinheiro, no caso de Raskolnikov. E ele resolve tomá-lo de uma agiota, uma velhinha que além de inútil ainda era um câncer social. Para fazer este trabalho de corrigir Deus, faz-lhe uma visita acompanhado de um machado, porém a coisa começou a se complicar quando a sobrinha Lisavieta chegou repentinamente e viu a tia caída num mar de sangue enquanto Raskolnikov pegava a grana. O que fazer senão matar também Lisavieta? E pimba nela também!</p><p>As motivações de Raskólnikov nada têm a ver com aquelas explicadas por Lya, mas e o Castigo do título? O Castigo é o mais curioso. O investigador Porfiri Pietróvitch tem diversas entrevistas com Rodion, que se compromete a cada conversa. Porfiri sabe perfeitamente que Rodion é o assassino, mas nega-se a prendê-lo. Na verdade, ele passa a admirar o pobre estudante e faz questão que ele se entregue. Diz-lhe várias vezes: “Estou esperando sua delegacia com a confissão dos assassinatos; não me faça prejudicá-lo. Sua pena será MENOR se você se entregar”. Bem, aqui a analogia da Lya Louca Por Punições se desmancha inteiramente. Assim como os professores e pais tentam compreender seus filhos, Porfiri vai com consideração e — por que não dizer? — amor à humanidade deste rapaz inteligente e cheio de febres e confusão. A pena é inevitável, o erro é irreparável e Raskolnikov irá para a Sibéria, mas o que Porfiri quer e aposta é em dobrar o estudante, dando-lhe de presente uma pena do tamanho que um ser humano pode suportar e não um castigo perpétuo. Há no livro tudo o que falta à crônica de Lya: compreensão, amor e respeito pelo ser humano. Piedade. Fica claro que o Castigo que Porfiri impõe a Raskolnikov é o de dobrar-se e admitir o erro, saindo do episódio como um homem melhor, sem as teorias alucinadas que justificaram o ato de matar (“Se não há Deus, tudo é permitido”). Tudo isso ocorre em diversos diálogos de fantástica qualidade e ironia. Eles são de compreensão bastante simples o leitor.</p><p>(Estou passando por cima de personagens importantes como Sônia, Svidrigáilov, Lújin e outros para ficar só com o cerne da história).</p><p>Agora, eu pergunto: será que Lya Luft — a que diz “que só tudo piora” (não que eu ache que “tudo só melhora”) — não prejudica e confunde ao exigir Autoridade, Punições e Leis mais fortes, atribuindo a seu texto a grife de um marco de nossa cultura? Será que o castigo inteligente e interessado de Porfiri Pietróvitch serviria para a Valquíria da Vingança? Claro que não! O que há naquela crônica é um pensamento superficial acompanhado de um substrato de profunda ignorância. Pobre do Brasil que tem Lya Luft escrevendo para milhares, talvez milhões, de leitores. É de chorar.</p><p align="center">..oOo..</p><p>A Valquíria Punitiva finaliza seu texto assim…</p><p>&#8220;Muito crime, pouco castigo, castigo excessivo ou brando demais, leis antiquadas ou insuficientes, e chegamos aonde chegamos: os cidadãos reféns dentro de casa ou ratos assustados na rua, a bandidagem no controle; pais com medos dos filhos… <em>usw</em>.&#8221;</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/crime-e-castigo-do-blog-de-milton-ribeiro/' addthis:title='Crime e Castigo (do blog de Milton Ribeiro) '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/crime-e-castigo-do-blog-de-milton-ribeiro/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>11</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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