Arqvs. por tag: Poesia

O poeta inseguro e o leitor voraz

Samarone Lima é um escriba com razoável experiência acumulada, causa e conseqüência de quatro livros publicados. A prosa não o intimida. Ao contrário, ele sente-se seguro entre parágrafos, orações intercaladas e períodos extensos. Com a poesia é diferente. O escritor autoconfiante é um poeta tímido, inseguro. Há anos, mantêm dois blogs, no Estuário estão suas crônicas e [...]

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Trapo

Ler uma obra da maturidade de um autor e, logo em seguida, um dos livros do início de sua carreira pode ser uma ótima experiência de aprendizado para um autodidata como eu. Foi isso que descobri enquanto imergia nas páginas de Trapo, romance que levou a crítica literária brasileira a ficar de olho em Cristovão [...]

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Curtas do Caótico

Milhão Seria possível um site de poesia e algum conteúdo de literatura, criado numa província distante do superpovoado eixo Rio-São Paulo, receber mais de 1.000.000 (isso mesmo, um milhão) e visitas anualmente? Acredite: é possível e aconteceu. Essa foi a audiência do Interpoética entre janeiro e novembro deste ano. São quase 91.000 visitas únicas por [...]

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Wislawa Szymborska. Para ler em silêncio, cercado de aleluias

por Samarone Lima Com poesia sou um leitor completamente selvagem, apaixonado, parcial e intolerante. Pulo prefácios, esqueço orelhas. Não me interessa ganhador de prêmio Camões, Nobel, Jabuti. Abro o livro aleatoriamente, em qualquer página, leio. Se me toca, sigo. Faço o teste com mais dois ou três poemas. Às vezes, menos que isso. Uma vez, [...]

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Carlos Pena Filho, busto vivo no coração da cidade do Recife

por Arsênio Meira Júnior Talvez nenhuma cidade brasileira tenha sido tão amada e cantada pelos poetas como o Recife e o Rio de Janeiro. Detenho-me, por óbvio, no Recife. Poetas daqui, ou que passaram por aqui; de ontem e de hoje; anônimos e consagrados. Alguns, entre o que há de melhor na poesia brasileira: Joaquim [...]

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Dois poetas, dois poemas

por Arsênio Meira Júnior (de volta ao Caótico, depois de correr o risco de perder a vaga por abandono de emprego) Trago aos caóticos uma breve análise (originalmente feita na seção de comentários ao responder a algumas indagações de uma leitora) de dois emblemáticos poemas. O primeiro de Carlos Drummond de Andrade e o segundo de Fernando [...]

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Vladimir Vladimirovitch Maiakovski, o poeta da liberdade

por Arsênio Meira Júnior Julho irá marcar o 120º aniversário de nascimento de  Vladimir Vladimirovitch Maiakovski. Para o povo russo, ao menos ao longo de duas décadas após 1930, Maiakovski permaneceu vivo, ainda que para muitos do governo revolucionário sua genial poesia parecesse obscura e inatingível às massas populares do seu país. Maiakovski nasceu em [...]

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Diário de bordo: Pajeú

É uma beleza o silêncio na nascente do rio Pajeú. Um silêncio de asas coloridas, feito de cantos dos passarinhos que se entocam entocados nas árvores de uma colina em forma de ferradura que circunda a nascente. Da mata que cobre esse morro, aos pés da Serra do Balanço, mina a água fria que forma [...]

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Simplesmente Augusto dos Anjos

por Arsênio Meira Júnior Augusto dos Anjos, aos 17 anos, escreveu o soneto Versos Íntimos; nele há um verso que rompeu as barreiras do convencional e incorporou-se no imaginário popular, tornando-e parte indelével da língua corrente do povo (esse soneto eu e a torcida do Flamengo sabemos de cor e salteado): “Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última [...]

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Antero de Quental, o guerreiro da poesia portuguesa

por Arsênio Meira Júnior Consenso entre todos os que são fascinados por poesia que o quarteto fabuloso da poesia lusa é composto por quatro nomes: Luís Vas de Camões, Manuel Maria Barbosa Du Bocage (esse, uma trepeça raríssima, desmantelado ao extremo…), Antero de Quental e Fernando Pessoa. Hoje, escrevo sobre um deles, que me chamou [...]

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