por Arsênio Meira Júnior Consenso entre todos os que são fascinados por poesia que o quarteto fabuloso da poesia lusa é composto por quatro nomes: Luís Vas de Camões, Manuel Maria Barbosa Du Bocage (esse, uma trepeça raríssima, desmantelado ao extremo…), Antero de Quental e Fernando Pessoa. Hoje, escrevo sobre um deles, que me chamou [...]
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O dia em que os (imensos) poetas populares foram defendidos pelos (geniais) poetas de gravata
por Arsenio Meira Júnior “No dia de abandonar O meu torrão querido, Ouvi meu próprio gemido A me pedir pra ficar… Mas, vendo que de voltar Havia pouca esperança, Triste como uma criança Que está com fome ou com sede No punho da minha rede Deixei um nó por lembrança” (Dedé Monteiro, artista que dignifica [...]
A poesia segundo Arsênio
por Arsênio Meira Júnior (em homenagem a Yvette Teixeira, Jade Teixeira, o poeta Samarone Lima e em memória do grande Patativa do Assaré) De início, um aviso aos navegantes: a Poesia não é impertinente ou para poucos. Sua mensagem, inaugurada pelo gênio de Camões em nossa língua mãe, encontrou em Dante momentos sublimes e até [...]
A poesia segundo Dedé Monteiro
Explicar a poesia Ninguém consegue explicar. É mais pesada que o chumbo, É leve igualmente o ar… É fina como cabelo, É bela como o luar! Toca na alma da gente Fazendo rir ou chorar… Faz a tristeza morrer E o sonho ressuscitar A poesia é tão santa que, quando um poeta canta, Deus pára [...]
Sobre Leminski
por Arsênio Meira Júnior Incenso Fosse Música “isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além” Leminski, aos 19 anos (em 1963) e sem ser convidado, pediu a palavra no meio de um Congresso, comandado por altos intelectuais, no caso os bambas/mestres da Poesia Concreta (os irmãos Campos, Pignatari e [...]
Drummond e A rosa do povo
por Arsênio Meira Júnior De todos os poetas brasileiros do século XX, escolhi o mineiro Carlos Drummond de Andrade como o meu predileto. Desde garoto, influenciado pelos meus pais, enveredei pelo mundo da leitura. Com naturalidade, pois irrequieto como toda criança hiperativa, não seria na base da imposição que meus pais despertariam em mim interesse [...]
Versos de Mário Quintana
Minha rua está cheia de pregões. Parece que estou vendo com os ouvidos: “Couves! Abacaxis! Cáquis! Melões!” Eu vou sair pro Carnaval dos ruídos, Mas vem, Anjo da Guarda… Por que pões Horrorizado as mãos em teus ouvidos? Anda: escutemos esses palavrões Que trocam dois gavroches atrevidos! Pra que viver assim num outro plano? Entremos [...]
80 anos de poesia de Mário Quintana
por Arsênio Meira Júnior De Mário Quintana, Paulo Mendes Campos reconheceu que, por amar tanto a poesia do colega gaúcho, os versos nem precisariam estar “impressos em tinta e papel: eu os carrego de cor, e às vezes brotam em mim como se fosse meus”. Aclamado pelo público, pouco conceito angariou pela crítica (o que [...]
Murilo Mendes
Está decidido. Desde já, o senhor Arsênio Meira Filho será o encarregado de escrever sobre poesia para o Caótico. O convite foi feito na semana passada e, depois de rápidas negociações a respeito dos seus honorários (ele irá receber vencimentos iguais ao do editor do blog), o convite foi aceito. ***** por Arsênio Meira Júnior [...]
Versos de Ferreira Gullar
O AÇÚCAR O branco açúcar que adoçará meu café nesta manhã de Ipanema, Não foi produzido por mim, Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre. Vejo-o puro e afável ao paladar Como beijo de moça, água na pele, flor que se dissolve na boca. Mas este açúcar Não foi feito por mim. Este açúcar veio [...]