<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; rio</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/rio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 19:41:39 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Relato de um lançamento cheio de gente</title><link>http://www.caotico.com.br/relato-de-um-lancamento-cheio-de-gente/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/relato-de-um-lancamento-cheio-de-gente/#comments</comments> <pubDate>Sat, 27 Mar 2010 19:47:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Capibaribe]]></category> <category><![CDATA[Funcultura]]></category> <category><![CDATA[Fundarpe]]></category> <category><![CDATA[História Oral]]></category> <category><![CDATA[Inácio França]]></category> <category><![CDATA[interpoética]]></category> <category><![CDATA[mamam]]></category> <category><![CDATA[rio]]></category> <category><![CDATA[Tuca Siqueira]]></category> <category><![CDATA[Um rio de gente]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=642</guid> <description><![CDATA[Eram mais de dez da noite quando o lançamento de Um Rio de Gente acabou. 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Nunca pensei que ficar sentado, escrevendo duas ou três frases aparentemente inteligentes e assinando embaixo fosse algo tão cansativo. Depois do último livro, contabilizava dores no braço direito, nas costas e a vista ardendo.</p><p>As dedicatórias não variavam muito, duas ou três, de acordo com a cara do freguês. Para Júlia Kacowicz, do Diário, que entende dessas coisas de meio-ambiente, escrevi algo ecologicamente correto. O livro de Luciana Santos recebeu uma frase mais politicamente engajada. No finalzinho, não conseguia repetir a letra de jeito nenhum: tinha que mudar os movimentos da mão para driblar uma dorzinha sacana com vocação para virar uma tendinite.</p><p>Ontem, me arrastei o dia todo, estropiado. Parecia que tinha disputado uma meia-maratona na véspera. O fato de, só nos acréscimos do segundo tempo, terem descoberto que havia um ventilador de teto bem acima das nossas cabeça não nos ajudou muito.</p><p>Dizem que o lançamento foi bem organizado. Iniciei o parágrafo com “dizem” porque, autografando livros, não vi nada da festa que Alexandre Ramos e Tuca organizaram. Tinha bolo de macaxeira, tapioca e uma inédita raspa-raspa com vodca. Nada disso eu vi. Mas tomei uma dúzia de copos de suco de fruta, mas só depois que os garçons descobriram que a dupla que estava de castigo na mesa eram as estrelas da festa. Aposto que foi Geórgia, a menina-dos-meus-olhos, quem avisou.</p><p>As poetisas lideradas por Cida Pedrosa fizeram uma leitura de trechos do livro. Escutei trechos e agradeço muito às declamadoras, mas não conheci nenhuma delas. Cida, aliás, escreveu um texto em  seu <a href="http://www.interpoetica.com/um_rio_de_gente.htm">Interpoética</a> que me encheu de satisfação e inflou meu ego.</p><p>A quantidade de gente que compareceu ao Mamam surpreendeu a mim e a Alexandre. Como os livros só ficaram prontos três dias antes, o trabalho do assessor de imprensa Daniel Vilarouca foi bastante prejudicado. O temporal que caiu de tarde e o engarrafamento paulistânico na Agamenon Magalhães me deixaram ainda mais céticos.</p><p>Não acredito que a importância de qualquer coisa possa ser aquilatada pelo tamanho do público, mas estou convencido que a pequena multidão que foi ao Mamam confirmou o quanto foi acertada nossa decisão de não comercializar o livro.</p><p>Muita gente que estava lá nem passaria por perto se fizéssemos o lançamento numa livraria sofisticada e cobrássemos 3o contos por exemplar. E o livro foi produzido com recursos públicos, da pesquisa à impressão. Ou seja, não nos pertence. Por isso, a distribuição gratuita no lançamento. Por isso, a distribuição para escolas e bibliotecas. É preciso devolver ao povo às histórias contadas pelo povo simples do Capibaribe.</p><p>Agradeço a Beth e Sílvia do Mamam pela acolhida. Agradeço a todos que foram ao lançamento, mas agradeço também aos que não foram. Se tivesse ido mais gente, eu e Tuca teríamos saído de maca.</p><p>Agradeço publicamente a Alexandre, à própria Tuca Siqueira e ao povo da Via Design. É bom demais trabalhar em equipe com gente decente, instigada e generosa.</p><p>*****</p><p>A foto lá em cima de Passarinho. O pirralho é o caçula Bruno.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/relato-de-um-lancamento-cheio-de-gente/' addthis:title='Relato de um lançamento cheio de gente '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/relato-de-um-lancamento-cheio-de-gente/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> <item><title>Ponto final&#8230; ufa!</title><link>http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/#comments</comments> <pubDate>Mon, 22 Feb 2010 22:29:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Brejo da Madre de Deus]]></category> <category><![CDATA[Capibaribe]]></category> <category><![CDATA[contadores de histórias]]></category> <category><![CDATA[História Oral]]></category> <category><![CDATA[histórias]]></category> <category><![CDATA[Jataúba]]></category> <category><![CDATA[rio]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=590</guid> <description><![CDATA[Domingo, antes da uma da tarde. 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Setenta e nove dias desde a primeira vez que sentei a bunda na cadeira para batucar a primeira linha do <em>Um Rio de Gente</em>, cheguei ao fim colocando o ponto final na história de seu Zomilton, o barqueiro que faz a travessia do Capibaribe da Torre para a Jaqueira. Agora, é só esperar a revisão e fazer mais umas duas leituras, uma com o material impresso e mais outra com tudo diagramado.</p><p>Foi uma luta parir um capítulo a cada três dias. O pior é que os prazos do Funcultura estão todos estourados. Não precisava ter sido essa correria toda, mas atrasou bastante o processo da transcrição dos arquivos de áudio gerados por mais de 30 horas de entrevistas. O jeito foi arrumar tempo para escrever enquanto cuidava dos filhos nas férias ou trabalhava na preparação do carnaval de Olinda. Quase escrevo “organização” do carnaval, mas uma coisa não combina com a outra.</p><p>A reta final foi na pressa, corrida contra o relógio mesmo. Apesar disso, participar desse projeto foi uma experiência arretada de boa.</p><p>Verdade verdadeira, o livro começou a nascer em abril do ano passado, quando a equipe viajou a primeira vez para Brejo da Madre de Deus e Jataúba. Lá, entrevistamos seu Bartolo, um sujeito que fala pelos cotovelos na Passagem do Tó.</p><p>Na mesma viagem, deu para ter uma amostra significativa do que encontraríamos pela frente quando encontramos seu Cincinato, um sujeito de quase 100 anos e que esperou meio século para casar com a mulher que amava. Ele nos contou uma história de amor e de safadeza também. Sem safadeza, as histórias de amor ficam chatas, idealizadas, açucaradas, disneylandizadas.</p><p>Cincinato é o mais velho dos personagens do livro. O mais novo é o professor Arnaldo Vitorino, de Santa Cruz do Capibaribe, que tem 56 anos.</p><p>Nessa fase das entrevistas, a pesquisa de campo, o objetivo era ouvir as histórias dos moradores mais velhos e também dos bons contadores de histórias. Não buscamos a diversidade, mas ela veio sem muito esforço. O resultado foi um livro plural, com muitas vozes contando suas histórias e, a partir dela, a história da vida ao longo das margens do Capibaribe.</p><p>Ao escrever, dispensei as regras da reportagem. Resolvi manter um diálogo com as pessoas que tão generosamente dividiram suas memórias e opiniões conosco. Mantive o máximo possível do discurso e do jeito de contar dos entrevistados, inclusive muitos dos cacoetes da expressão oral permaneceram no texto. A ideia foi, além de registrar o conteúdo, manter intacta a forma. Não sei se consegui.</p><p>Admito: essa experiência não teve qualquer referência teórica ou acadêmica. Ou melhor, nesse meio tempo, li um trabalho produzido pelo pessoal do núcleo de história oral da USP, onde os autores afirmam que “o direito de contar a própria história é uma conquista”. Tentei ser um mero intermediário, um facilitador desta conquista, mas acho que isso é muita pretensão. Tudo bem, isso revela certa coerência, pois quem me conhece sabe que sou um sujeito muito pretensioso.</p><p>O livro não será vendido. O livro foi produzido com dinheiro público, então deve retornar para o povo. A maior parte da tiragem será distribuída para as bibliotecas e escolas municipais dos municípios que visitamos; outra parte será entregue para fundações, entidades públicas ou não-governamentais do Recife. E uma parte será distribuída para quem der as caras lançamento, que deverá acontecer em meados de março. Quando definirmos data e local, avisarei. Também voltaremos a visitar todas as pessoas entrevistadas para entregar seus exemplares.</p><p>Podem reparar que abusei da primeira pessoa do plural nesse texto, pois participaram do projeto a fotógrafa Tuca Siqueira, que clicou a árvore da foto lá em Jataúba, o produtor e ambientalista Alexandre Ramos, e à historiadora Jakeline Soares, que auxiliou na pesquisa.</p><p>Para concluir, o registro de uma feliz coincidência. Estava enfurnado em casa, escrevendo o antepenúltimo capítulo, quando Ivan Moraes Filho, o Ivanzinho do blog <a href="http://www.bodega.blog.br">Bodega</a>, recomendou o vídeo do depoimento da escritora nigeriana Chimamanda Adichie. <a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story.html">Clique aqui para ver o vídeo</a>. <em>Um Rio de Gente </em>é uma contribuição modesta ao esforço para que a história dos brasileiros não tenha apenas uma versão.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/' addthis:title='Ponto final&#8230; ufa! '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/ponto-final-ufa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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