<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; romance histórico</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/romance-historico/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>As revoluções pernambucanas segundo Roberto Numeriano</title><link>http://www.caotico.com.br/a-confederacao-do-equador-segundo-roberto-numeriano/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/a-confederacao-do-equador-segundo-roberto-numeriano/#comments</comments> <pubDate>Tue, 07 Dec 2010 18:42:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[Abin]]></category> <category><![CDATA[autores pernambucanos]]></category> <category><![CDATA[Coleção Primeiros Passos]]></category> <category><![CDATA[Editora Brasiliense]]></category> <category><![CDATA[Frei Caneca]]></category> <category><![CDATA[história]]></category> <category><![CDATA[lançamento]]></category> <category><![CDATA[Livraria Cultura]]></category> <category><![CDATA[Pernambuco]]></category> <category><![CDATA[romance histórico]]></category> <category><![CDATA[SNI]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1129</guid> <description><![CDATA[Roberto Numeriano se tornou razoavelmente conhecido dos recifenses, quiçá dos pernambucanos, quando topou a roubada de ser candidato a prefeito e depois a governador pelo PCB, o velho Partidão, que todos julgavam extinto até a sigla reaparecer na propaganda eleitoral da TV. 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Eu o conheci durante minha breve militância estudantil no PCB, no final dos anos 80, e as lembranças que tinha era de um sujeito boa-praça, ótimo papo, mas sempre muito reservado, discreto, avesso às farras intermináveis que consumiam fígados e bolsos no Beco da Fome ou no Omar Khayan. Um perfil, portanto, pouco adequado para um candidato a um cargo majoritário.</p><p>Outro fato que lembro a seu respeito foi a notícia de que iria ter um livrinho publicado pela Coleção Primeiros Passos. <em>O que é guerra</em> chegou às livrarias no início de 1991, mesma época em que ele se passou num concurso público e se tornou o primeiro comunista a trabalhar no SNI, o Serviço Nacional de Informações, na época já com outro nome.</p><p>Conhecer alguém que escreveu um livro para a lendária coleção da editora Brasiliense foi o bastante para alimentar minha inveja e também meu respeito.</p><p>Dois anos depois, Numeriano ainda publicou <em>O que é golpe de Estado</em>, mas aí já não tínhamos contato. Só fomos nos reencontrar muito depois, quando fizemos parte da mesma banca da graduação de Jornalismo da Unicap, onde ele era professor. Sei também que, há meses, ele acompanha regularmente o Caótico, apesar de só raramente deixar comentários.</p><p>Amanhã à noite (quarta-feira, 8 de dezembro), Roberto Numeriano lançará na Livraria Cultura seu primeiro romance, <em>Nuvens Vermelhas, </em>que apesar do sugestivo título, não tem nada a ver com o PCB, mas sim com a Confederação do Equador e com o Frei Caneca.</p><p>Como ainda não li o livro, reproduzo abaixo um parágrafo do e-mail que ele me enviou:</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/numeriano.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1131" title="numeriano" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/numeriano.jpg" alt="" width="260" height="167" /></a>“O romance Nuvens Vermelhas é ambientado entre 1817 e 1824. Cobre o período da Revolução Republicana de 1817 e da Confederação do Equador (1824), tendo como protagonistas o carmelita Frei Caneca, um dos principais líderes das lutas libertárias pela independência brasileira, Antônio Cisneyros (seminarista carmelita) e Fátima (filha do Morgado do Cabo, Francisco Paes Barreto). Este casal vive uma<br /> história de amor durante os conflitos sociais e políticos do período, embora o foco ficcional deste romance do gênero histórico seja a participação de Caneca e outros personagens da época nos combates, inclusive armados, contra os portugueses. Há, pois, elementos de ficção e de história nesta narrativa de amor e revolução social e<br /> política.”</p><p>Antes mesmo de ser publicado, o livro (ou, pelo menos, a ideia do livro) foi premiado pela Fundação Biblioteca Nacional com uma bolsa para que o autor pudesse acabar de escrevê-lo. Além disso, essa primeira edição tem apoio do Funcultura.</p><p>Pelo jeito, o desempenho literário de Roberto Numeriano é bem melhor do que no guia eleitoral do PCB.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-confederacao-do-equador-segundo-roberto-numeriano/' addthis:title='As revoluções pernambucanas segundo Roberto Numeriano '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/a-confederacao-do-equador-segundo-roberto-numeriano/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>Juliano</title><link>http://www.caotico.com.br/juliano/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/juliano/#comments</comments> <pubDate>Thu, 14 Jan 2010 13:39:12 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[cristianismo]]></category> <category><![CDATA[Gore Vidal]]></category> <category><![CDATA[helenismo]]></category> <category><![CDATA[Império Romano]]></category> <category><![CDATA[intolerância religiosa]]></category> <category><![CDATA[Juliano]]></category> <category><![CDATA[literatura americana]]></category> <category><![CDATA[paganismo]]></category> <category><![CDATA[Roma]]></category> <category><![CDATA[romance histórico]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=573</guid> <description><![CDATA[Nos últimos dias de 2009, no meio daquela correria sem sentido de final de ano, considerei que eu merecia um presente. As semanas que viriam pela frente prometiam ser de muito trabalho, com a chegada dos filhos que moram com a mãe em Tocantins, a obrigação de correr contra o tempo e entregar os textos [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/juliano/' addthis:title='Juliano '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-574" title="Juliano Vidal" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Juliano-Vidal-100x150.jpg" alt="Juliano Vidal" width="108" height="162" />Nos últimos dias de 2009, no meio daquela correria sem sentido de final de ano, considerei que eu merecia um presente. As semanas que viriam pela frente prometiam ser de muito trabalho, com a chegada dos filhos que moram com a mãe em Tocantins, a obrigação de correr contra o tempo e entregar os textos do <em>Um Rio de Gente</em> e a perspectiva de mais demanda por conta do carnaval em Olinda.  Então, resolvi me dar de presente a leitura de <em>Juliano</em>, de Gore Vidal.</p><p>Depois de comprá-lo num sebo, deixei o livro curtindo na estante, cevando, enquanto gozava a expectativa da leitura. De vez em quando faço isso com algumas coisas que passo um tempão desejando ler, mas quando estou com ele nas mãos, resolvo esperar mais um pouquinho. Um traço masoquista, provavelmente.</p><p>Eu estava duplamente certo. Estou a ponto de enlouquecer de tanto preparar café-da-manhã, arrumar atividades para as crianças, apartar brigas, suportar arengas, além da ansiedade por causa dos prazos. A sorte é que <em>Juliano</em> é realmente show de bola. Só nas três primeiro páginas, já tinha marcado de lápis uma meia dúzia de trechos. Peguei essa mania de rabiscar o que vou lendo por causa do Caótico, antes meus livros permaneciam limpinhos.</p><p>Juliano foi o imperador romano que ensaiou uma reação contra o domínio do cristianismo e uma tentativa de revitalizar os cultos aos deuses gregos. O sujeito era filósofo, acreditava que o monoteísmo era uma ameaça ao debate de ideias, à diversidade da natureza e da humanidade. Quando assumiu o poder, tentou enquadrar a máfia dos bispos sem perseguir a liberdade de culto. Acabou vítima de uma conspiração dos galileus, como ele chamava os cristãos. A Idade Média e a intolerância religiosa que é uma das marcas registradas do monoteísmo provou que, em muitas coisas, o imperador estava coberto de razão da cabeça aos pés.</p><p>Qualquer dia pretendo publicar aqui alguma elocubração sobre monoteísmo, politeísmo e ideologia, mas hoje vou me concentrar no livro. Tem outro esperando que eu o escreva.</p><p><em>Juliano </em>é um romance histórico. Gore Vidal tomou como ponto de partida fatos históricos e costurou a história com sua imaginação. A vida desse imperador é muito bem documentada, apesar do seu governo ter durado pouco.</p><p>Vidal não poupa o cristianismo, principalmente porque levanta argumentos teológicos sem se submeter à lógica hegemônica do monoteísmo. Seu protagonista também não escapa da visão crítica e irônica do escritor norte-americano, que é mordaz, por exemplo, quando narra e descreve os rituais que o estudante de filosofia e futuro imperador considerava sagrados. Em um desses ritos, Juliano e um monte de gente entram no mar segurando um porquinho guinchando. O personagem vê beleza e santidade nessa cena ridícula.</p><p>Em matéria de ridículo, leitões tomando banho de mar são colocados no mesmo pé de, por exemplo, a convicção de que um monte de ossos de um “santo” pode curar seja lá o que for.</p><p>O imperador era um humanista, tinha horror à tirania, era um sujeito de bom coração, justo, porém meio ingênuo, quase abestalhado em sua crença nos sacerdores, oráculos, pitonisas e magos.  Esse abestalhamento, somada à pressa e falta de habilidade para tocar seus projetos, o lascou.</p><p>A história é ótima, mas a técnica literária de Vidal faz o livro ficar ainda melhor.  Parte da narrativa é em primeira pessoa: as memórias e os diários de Juliano, que foram parar nas mãos do filósofo Prisco, um sujeito bem pragmático, mas frouxo todo, que não pretende usar o material porque tem medo de se expor numa época em que os cristãos já estão tomaram conta do aparelho do Estado romano e estão por cima da carne seca.</p><p>Os comentários de Prisco, de outro velho filósofo, Libânio, e a troca de cartas entre eles completam a estrutura do romance. Tanto Prisco quanto Libânio existiram e tiveram contato com o imperador. Esse último, aliás, escreveu livros sobre Juliano no século IV.</p><p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-575" title="Juliano no louvre" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Juliano-no-louvre-112x150.jpg" alt="Juliano no louvre" width="112" height="150" />Gore Vidal é escritor, roteirista de cinema e militante de esquerda, não um gênio da literatura. Em consequência, não experimentei aquela sensação de felicidade e completude que senti ao final de livros de Bolaños, Benedetti, Tchekhov ou Dostoievski. Mas é preciso ser justo: além de ter sido envolvido pela história muitíssimo bem contada, aprendi muito, tanto que consultei diversas vezes o Google, o oráculo moderno, para descobrir imagens do próprio Juliano (ao lado), do seu tio e antecessor, Constâncio, e de lugares como Aquiléia, Sirmium, Sarmácia, Nicomédia e Antióquia. No Aurélio, descobri que &#8220;perifrástico&#8221; é o discurso com muitos rodeios, cheio de voltas; e &#8220;virago&#8221; é o mesmo que machão.</p><p>O livro tem uma série de trechos excelentes, que vou transcrever na página <a href="http://www.caotico.com.br/trechos-arretados/">Trechos Arretados</a> nos próximos dias, a medida que tiver tempo para digitar.</p><ul><li><a href="http://www.caotico.com.br/ao-vivo-do-calvario/"><strong>Para saber mais sobre Gore Vidal, leia a postagem sobre o livro <em>Ao Vivo do Calvário</em></strong></a></li></ul><p><strong>P.S &#8211; Até o carnaval, a atualização do Caótico permanecerá meia-boca pelos motivos expostos no início desse texto. Na verdade, só aualizei hoje para Samarone não encher mais o saco!<br /> </strong></p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/juliano/' addthis:title='Juliano '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/juliano/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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