<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; romances</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/romances/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 19:41:39 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Terra sonâmbula</title><link>http://www.caotico.com.br/terra-sonambula/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/terra-sonambula/#comments</comments> <pubDate>Mon, 29 Nov 2010 20:19:56 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[guerra civil]]></category> <category><![CDATA[literatura africana]]></category> <category><![CDATA[literatura lusófona]]></category> <category><![CDATA[lusofonia]]></category> <category><![CDATA[Mia Couto]]></category> <category><![CDATA[Moçambique]]></category> <category><![CDATA[romances]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1117</guid> <description><![CDATA[Ler o romance Terra sonâmbula foi como caminhar pela praia de manhã bem cedinho sabendo que alguém espalhou pequenos diamantes pela areia branca e fina. 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A experiência é agradável, areja alma e a vista, mas é preciso cuidado para não deixar passar as pedrinhas preciosas de poesia que Mia Couto espalha pela sua prosa, ao mesmo tempo sofisticada e simples como a linguagem do povo de Moçambique.</p><p>Conforme prometi ao concluir os excelentes contos de <a href="http://www.caotico.com.br/o-fio-das-missangas/"><em>O Fio das missangas</em></a>, em outubro enveredei pela leitura do romance que é considerado a principal obra do moçambicano ou, pelo menos, um de seus livros mais marcantes.</p><p>O livro, impregnado da tradição das religiões africanas e da cultura popular, trata de guerra e de sonhos, desfeitos ou não pela violência da guerra civil que varreu o país por mais de 10 anos. Para isso, Couto utiliza o recurso de contar duas histórias, uma dentro da outra. O menino Muidinga lê para o velho Tuahir o diário escrito por outro rapaz, Kindzu, que conta sua saga para se tornar um lendário guerreiro da paz. Os cadernos com o diário foram encontrados pelo menino junto a um dos muitos cadáveres que havia no ônibus destruído na beira da estrada.</p><p>Ônibus, aliás, que no romance é machimbombo, palavra bonita e exemplo das muitas pontes que ligam a África que fala português a Pernambuco, onde um dia já existiu a maxambomba, nome popular de um bonde que ligava Recife a Olinda no fim do século XIX.</p><p>Em Mia Couto, tão importante quanto a história ou a estrutura narrativa que ele usa para contá-la, é a delicadeza das palavras que se combinam perfeitamente para gerar palavrinhas novas, inéditas em qualquer lugar onde se fale o português. Dois exemplos que pincei folheando as páginas sem precisar escolher muito: aranhiçar, para quem anda como se tivesse tantas pernas como uma aranha. Veementir para quem mente com tamanha veemência como se verdade fosse.</p><p>A poesia não está apenas nas palavras criadas para exprimir sentimentos, atitudes e objetos para os quais é preciso expandir ainda mais o idioma. Há poesia nos diálogos, nas descrições, na ação. Para descrever um sujeito de cara amarrada, o moçambicano dá um tiro certeiro: “sério como segunda-feira”. Há uma imensa riqueza e generosidade no personagem que gasta seus dias e sua energia a “fazer um rio”.</p><p>É preciso ler com calma e cautela, tomando todos os cuidados para não desperdiçar uma palavra ou uma frase.  É preciso catar os versos escondidos e revelados em cada parágrafo.</p><p>Tamanha leveza e criatividade conquistaram milhões de leitores na antiga metrópole. <a href="http://www.estuario.com.br/">Samarone Lima</a>, que passou rapidamente por Lisboa há pouco tempo, conta que os lançamentos dos livros de Mia Couto em Portugal se tornaram grandes eventos. Para promover as vendas, as livrarias exibem até bonecos do escritor de papelão em tamanho natural nas portas das lojas ou ao lado da estante onde estão seus livros. Fico muito feliz em saber que os portugueses, tão associados à melancolia e a certo engessamento do idioma, sintam-se tão encantados pela língua portuguesa vitaminada e recriada constantemente pelos livros desse moçambicano.</p><ul><li><a href="http://www.uea-angola.org/artigo.cfm?ID=671"><strong>Clique aqui para ler outra resenha a respeito de <em>Terra sonâmbula</em> no site da União dos Escritores Angolanos</strong></a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/terra-sonambula/' addthis:title='Terra sonâmbula '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/terra-sonambula/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> <item><title>Roliúde</title><link>http://www.caotico.com.br/roliude/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/roliude/#comments</comments> <pubDate>Tue, 31 Aug 2010 11:33:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[cinema]]></category> <category><![CDATA[contação de histórias]]></category> <category><![CDATA[contador de histórias]]></category> <category><![CDATA[Hollywood]]></category> <category><![CDATA[Homero Fonseca]]></category> <category><![CDATA[romances]]></category> <category><![CDATA[teatro]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=894</guid> <description><![CDATA[Esta é a primeira vez que escrevo sobre um livro que não li. Apesar de nunca sequer ter ficado frente-a-frente com a capa de Roliúde, vou rasgar elogios ao romance escrito por Homero Fonseca. Ou melhor, vou falar bem mesmo é da peça que o ator e diretor João Ricardo Oliveira montou a partir do [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/roliude/' addthis:title='Roliúde '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/08/roliude.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-895" title="roliude" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/08/roliude-234x350.jpg" alt="" width="129" height="193" /></a>Esta é a primeira vez que escrevo sobre um livro que não li. Apesar de nunca sequer ter ficado frente-a-frente com a capa de <em>Roliúde,</em> vou rasgar elogios ao romance escrito por <a href="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/">Homero Fonseca</a>. Ou melhor, vou falar bem mesmo é da peça que o ator e diretor João Ricardo Oliveira montou a partir do livro do pernambucano e foi encenada no Hermilo Borba Filho dentro da programação do Festival A Letra e a Voz, muitíssimo bem organizado pela Prefeitura do Recife.</p><p>Já convivi bastante com Homero quando fui repórter do Diário de Pernambuco e ele dirigia a redação. A vida acabou nos afastando. Pra piorar, encaixo-me no perfil de &#8220;leitor desatento&#8221; que José Teles definiu no Jornal do Commércio de segunda-feira, 30 de agosto. Mas tenho uma desculpa: de tanto viajar para cima e para baixo nos meus quatro anos no Unicef, nem sabia que meu ex-chefe tinha escrito esse romance, a história de um matuto doido por cinema, que assistia aos filmes e depois contava tudinho para o povo nas feiras do interior.</p><p>Uma ótima ideia, aproveitada com por João Ricardo, carioca que vive no bairro da Ilha do Governador e se define como um professor/ator que pretende, em breve, ser ator/professor para, depois, reviver como ator mesmo, sem depender de nenhuma outra renda. Foi isso que ele contou nos dois dedos de prosa que o ator e autor tiveram com a plateia logo depois do espetáculo.</p><p>No bate-papo, o ator contou que chegou cedo a um shopping-center do Rio para assistir a um filme. Comprou ingresso e resolveu gastar o tempo livre olhando as prateleiras de uma livraria. Bateu o olho na capa de <em>Roliúde</em>, atraído pela grafia da palavra. Pegou o volume, folheou, leu as orelhas, foi para a fila do caixa e saiu carregando o livro na sacolinha plástica da loja. Numa mesa da praça de alimentação, começou a ler. Resultado: perdeu a sessão do filme, mas ficou tão encantado que resolveu adaptar a obra para o teatro, transformando o romance num monólogo.</p><p>Veio ao Recife discutir o assunto com Homero, que percebeu o tesão de João Ricardo pelo seu livro e deu carta branca para a adaptação, além de explicar os significados das expressões do pernambuquês falado por Bibiu, o personagem (quase uso o adjetivo “extraordinário”, mas como não li o livro, resolvi maneirar) criado por Homero e da mesma dinastia de João Grilo.</p><p>Depois de receber o sinal verde, passou meses trabalhando em cima do texto. Só agora, os recifenses tiveram a chance de conhecer o trabalho (ao menos os que foram ao pequeno teatro), apesar da peça estar há um ano em cartaz no Rio de Janeiro.</p><p>Além de cortar e costurar o texto com cuidado e esmero, João Ricardo é um ator com talento para dar, vender e trocar. Em alguns momentos, a transição entre uma fala e outra é assustadora. Parece coisa de espiritismo ou transe mediúnico. Quando a peça terminou e voltou a falar em &#8220;carioquês&#8221;, o teatro ficou mudo de espanto. Pensávamos todos que ele era de Caruaru, tal qual Homero.</p><p>E quem foi riu, mas riu muito. Minha digníssima senhora, por exemplo, nunca vi gargalhar do jeito que gargalhou ontem. Um jovem casal sentado na fileira da frente olhava para trás e ria do riso dela. Fiquei até empulhado. Lá atrás, um sujeito quase perdia o ar das gaitadas que dava.</p><p>E eu respeito quem me faz rir. Podem vir com a filosofia que for, mas rir é melhor do que chorar e pensar. Sempre foi.</p><p>O melhor de tudo é que, por não conhecer o livro e não ter lido as, digamos, “críticas” nas páginas de entretenimento dos jornais locais, saí de casa sem saber o que iria encontrar. A bem da verdade, só fui porque Homero me mandou um e-mail e estava me sentindo em dívida com ele, pois – por preguiça, falta de tempo ou sacanagem do acaso &#8211; não atendi a nenhum dos seus 748 convites anteriores. A surpresa contribuiu para tornar a noite ainda melhor.</p><p>Agora, não quero perder Homero Fonseca de vista. Acabo de comprar o <em>Roliúde</em>, mas aposto que a moça das sonoras gargalhadas dias vai lê-lo antes de mim.</p><p><strong>Sobre o escritor</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/08/homerofonseca.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-896" title="homerofonseca" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/08/homerofonseca-350x232.jpg" alt="" width="270" height="178" /></a></p><p>Quem quiser saber mais sobre o caruaruense Homero Fonseca, favor dar uma olhada no blog dele: <a href="http://www.interblogs.com.br/homerofonseca/">http://www.interblogs.com.br/homerofonseca</a></p><ul><li><a href="http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&amp;modelo=2&amp;secao=25&amp;lista=0&amp;subsecao=0&amp;ordem=1693"><strong>Clique aqui para ler resenha sobre <em>Roliúde </em>publicada no site Rascunho</strong></a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/roliude/' addthis:title='Roliúde '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/roliude/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>10</slash:comments> </item> <item><title>A Trégua</title><link>http://www.caotico.com.br/a-tregua/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/a-tregua/#comments</comments> <pubDate>Sat, 15 Aug 2009 16:41:30 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[A Trégua]]></category> <category><![CDATA[Benedetti]]></category> <category><![CDATA[Cone Sul]]></category> <category><![CDATA[história de amor]]></category> <category><![CDATA[Literatura]]></category> <category><![CDATA[literatura latino-americana]]></category> <category><![CDATA[romances]]></category> <category><![CDATA[Uruguai]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=285</guid> <description><![CDATA[Sem rodeios: A Trégua é um dos melhores romances que já li. Pena que demorei tanto a encontrar a prosa de Mário Benedetti, provavelmente por conta da minha incompetência literária e da opção política-ideológica da mídia e do mercado editorial nacionais , com tantos olhos para o mundo anglo-saxão e irritante hipermetropia que nos torna [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-tregua/' addthis:title='A Trégua '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-287" title="atregua_300" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/08/atregua_300-224x350.jpg" alt="atregua_300" width="107" height="166" />Sem rodeios: <em>A Trégua</em> é um dos melhores romances que já li.</p><p>Pena que demorei tanto a encontrar a prosa de Mário Benedetti, provavelmente por conta da minha incompetência literária e da opção política-ideológica da mídia e do mercado editorial nacionais , com tantos olhos para o mundo anglo-saxão e irritante hipermetropia que nos torna incapazes de enxergar de perto a América Latina.</p><p>Só no ano passado é que li A Trégua, mas no próximo ano, já vai fazer meio século que o uruguaio escreveu a história do viúvo de meia-idade, que criou dois filhos trabalhando num serviço sem graça num escritório mais sem graça ainda, até que o amor de uma moça bem mais jovem lhe proporciona a tal trégua em sua vidinha que se arrasta.</p><p>É uma história comum, de um homem comum, escrita sob forma de um reles diário. Não há nenhuma ação mirabolante, suspense ou espetaculares saltos de imaginação, porém os personagens são tão bem construídos que o leitor experimenta os sentimentos e sensações do protagonistas e autor do diário, que se chama Martín Santomé.</p><p>Outro elemento que me cativou e me prendeu na leitura, é o ritmo que Benedetti imprimi na história. O tempo passa lentamente antes de Laura Avelanneda entra em sua vida, depois dela, as hesitações, a insegurança e os vacilos, mas também a ternura e o deslumbramento, do coroa apaixonado ditam o ritmo do romance. Poderia até contar o surpreendente final, pois considero que a forma como se conta a história é tão importante quanto a história em si, mas vou manter a curiosidade só para ver se alguém se interessa em correr atrás do livro.</p><p>Lembro que li esse livro numa tacada só. Foram uns três dias lendo no ônibus e fazendo questão de comer sozinho num self-service perto do escritório do Unicef para poder aproveitar os minutos do intervalo para o almoço. Recordo que me irritei quando um conhecido me encontrou sozinho no restaurante e resolveu puxar conversa, talvez para me aliviar da aparente solidão.</p><p>Depois do ponto final, emoção, lágrimas nos olhos<em>. </em>E a certeza do privilégio de ter lido algo maravilhoso.</p><p><em> </em></p><p><em>A Trégua</em> foi o segundo livro de Benedetti em meu curto currículo. O primeiro havia sido <em>Gracias por el Fuego</em>, que também é um ótimo romance, porém mais tenso e com menos pegada. Centrado na péssima relação entre pai e filho, ambos tem em comum as histórias de pessoas comuns, como qualquer um de nós.</p><p><strong>Sobre o escritor</strong></p><div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 224px"><img class="size-full wp-image-288" title="Mario Benedetti" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/08/Mario-Benedetti.jpg" alt="Mario Benedetti" width="214" height="213" /><p class="wp-caption-text">Benedetti: vale a pena descobrir esse homem</p></div><p>Mário Benedetti morreu aos 88 anos no dia 17 de maio deste ano, um domingo. Pouco conhecido no Brasil, era idolatrado em seu país, logo ali ao sul da fronteira do Rio Grande do Sul. Poeta, romancista, contista, ensaísta, Benedetti era mestre e escravo das palavras. Durante a longa noite das ditaduras no Cone Sul, exilou-se na Espanha. Segundo seus amigos, começou desistir da vida em 2006, quando sua esposa Luz morreu. Para ele, foi difícil viver sem luz.</p><ul><li><a href="http://www.revista.agulha.nom.br/1dteles4c.html">Poemas de Mário Benedetti no Jornal da Poesia</a></li><li><a href="http://www.verbeat.org/blogs/linguademariposa/2009/05/mario-benedetti.html">Mais poemas de Mário Benedetti no blog Língua de Mariposa</a></li><li><a href="http://www.estuario.com.br/2009/05/18/por-favor-nao-se-esquecam-de-minha-caneta/">Benedetti, segundo Samarone Lima</a></li><li><a href="http://www.rodrigovianna.com.br/sopa-de-letras/a-prosa-comovente-do-uruguaio-mario-benedetti">A Trégua, segundo Rodrigo Vianna</a></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-tregua/' addthis:title='A Trégua '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/a-tregua/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>14</slash:comments> </item> <item><title>Vastas ignorâncias</title><link>http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/#comments</comments> <pubDate>Sun, 26 Jul 2009 16:37:46 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Borges]]></category> <category><![CDATA[crítica literária]]></category> <category><![CDATA[Faoro]]></category> <category><![CDATA[ignorância]]></category> <category><![CDATA[livros]]></category> <category><![CDATA[Onetti]]></category> <category><![CDATA[romances]]></category> <category><![CDATA[Samarone Lima]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=213</guid> <description><![CDATA[Não se deixe levar pelas minhas opiniões, apenas compartilho experiências de leitura. Estou longe de ser um crítico literário, sou apenas aquilo que chamam de “leitor comum e desinteressado”. Há enormes espaços vazios na minha bagagem de leitura. Jorge Luis Borges (na foto aí do lado), por exemplo, nunca li. 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Estou longe de ser um crítico literário, sou apenas aquilo que chamam de “leitor comum e desinteressado”.</p><p>Há enormes espaços vazios na minha bagagem de leitura.</p><p>Jorge Luis Borges (na foto aí do lado), por exemplo, nunca li. Como um sujeito que nunca leu o maior dos argentinos pode se atrever a fazer um blog sobre literatura? Simples: o Caótico não é sobre literatura, é sobre livros. Pelo menos esse é o discurso que construí para justificar meu desejo de escrever esses textos.</p><p>Prometo ler alguma coisa de Borges nos próximos anos. O curioso é que, ao menos que me lembre, jamais um livro dele caiu nas minhas mãos, nem por acidente.</p><p>Ao norte do Rio do Prata, ainda não conheço a prosa de Juan Carlos Onetti, por mais que <a href="http://www.estuario.com.br/2009/04/25/lembrando-dos-meus-livros">Samarone insista em falar dele</a>. Já já chego nele. Só depende dos sebos.</p><p>Outra lacuna indesculpável: Gore Vidal. Pelo menos, para essa falha os reparos já estão sendo providenciados. Como já disse <a href="http://www.caotico.com.br/os-sebos-e-a-fraqueza-de-carater-do-blogueiro">aqui</a>, me abasteci de Vidal nos sebos virtuais. Daqui a pouco estarei afiadíssimo em matéria de formação do jeito ianque de ser. Para ficar nos Estados Unidos, de Norman Mailer só li um pequeno <em>O Evangelho Segundo o Filho</em>. O de Saramago é bem melhor, mas ainda há vagas para muita coisa dele.</p><p>Também nunca li Kafka. Esse também está em minha mira de curto alcance. Tenho um bocado de coisa dele ainda intocada nas minhas prateleiras. Será lido no meu esforço para dar conta dos frutos do meu impulso consumista.</p><p>Mesmo em português, sou completo ignorante em Camões, Eça de Queiroz. No português dos brasileiros, li textos curtos de Guimarães Rosa e quase nada de Lima Barreto. Além dos romances, tenho muita vontade de ler Raymundo Faoro, <em>Os Donos do Poder</em>, para ser mais exato.</p><p>O pior é que vivo me perdoando por tudo isso.</p><p>É bom os leitores ficarem sabendo dessas minhas ignorâncias para que, depois, ninguém diga que levou gato por lebre.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/' addthis:title='Vastas ignorâncias '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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