<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Samarone Lima</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/samarone-lima/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:36:43 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>O poeta inseguro e o leitor voraz</title><link>http://www.caotico.com.br/o-poeta-inseguro-e-o-leitor-voraz/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/o-poeta-inseguro-e-o-leitor-voraz/#comments</comments> <pubDate>Sun, 15 Jan 2012 19:02:40 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Arsênio Meira]]></category> <category><![CDATA[Arsênio Meira Júnior]]></category> <category><![CDATA[livro]]></category> <category><![CDATA[poemas]]></category> <category><![CDATA[Poesia]]></category> <category><![CDATA[prelo]]></category> <category><![CDATA[Samarone Lima]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1740</guid> <description><![CDATA[Samarone Lima é um escriba com razoável experiência acumulada, causa e conseqüência de quatro livros publicados. A prosa não o intimida. Ao contrário, ele sente-se seguro entre parágrafos, orações intercaladas e períodos extensos. Com a poesia é diferente. O escritor autoconfiante é um poeta tímido, inseguro. 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Ao contrário, ele sente-se seguro entre parágrafos, orações intercaladas e períodos extensos. Com a poesia é diferente. O escritor autoconfiante é um poeta tímido, inseguro.</p><p>Há anos, mantêm dois blogs, no <a href="http://www.estuario.com.br/" target="_blank">Estuário</a> estão suas crônicas e um público cativo. <a href="http://www.quemerospoemas.blogspot.com/" target="_blank">Quemerospoemas.blogspot.com</a> é quase clandestino. Se ele não o esconde, pelo menos não o divulga. Na falta de alguém capaz de pesar e repesar seus versos, de afirmar com sinceridade o que dava ou não para ser publicado, um livro de poesias parecia um projeto impossível.</p><p>Arsênio Meira Júnior lê poesia desde criança. Sua mãe, uma jovem cheia de sonhos dos anos 60, o apresentou a Drummond, Maiakovski, Vinícius e, principalmente, Ferreira Gullar. Adolescente, sonhava em escrever, escrever e escrever sem parar. Quase cursou Jornalismo, mas o pragmatismo falou mais alto aos 17 anos e decidiu pelo Direito, herdando, além do nome, parte da credibilidade construída pelo pai,</p><p>Sujeito reservado, caseiro, se dá ao direito de poucas piadas, todas fartas de uma autoironia impiedosa. Afirmar que sua maior contribuição foi queimar os poemas que cometeu na juventude é a anedota mais recorrente do seu repertório. Desde então, lê poesia quase sem interrupções, sonhando com a vida entre letras, o universo que abdicou. Lembra até o primeiro livro que ganhou – <em>Barulhos</em>, de Gullar – e o primeiro que comprou – <em>A rosa do povo</em>, de Drummond.</p><p>A internet juntou o poeta inseguro ao leitor ávido.</p><p>Eles jamais tinham se visto, mas foi Arsêrnio quem ajudou a selecionar e a organizar os poemas do livro de estreia do poeta Samarone, <em>A praça azul/Tempo de vidro</em>, prestes a sair da gráfica nos próximos dias, mas com lançamento previsto para o início de março por sugestão minha, afinal janeiro e fevereiro não é mês de lançar livro que se preze.</p><p>O leitor colocou um pé no mundo dos livros, o poeta encontrou o olhar crítico capaz de enxergar suas próprias qualidades e as inevitáveis deficiências.</p><p>“Nunca entendi a insegurança de Samarone. Ele é do ofício. Além do mais, não conheço nenhum poeta novo, do século XXI, com o ardor, a potência lírica expressa, por exemplo, em <em>Tempo de vidro</em>”, questiona-se Arsênio.</p><p>Samarone responde: “A poesia é, para mim, ficar exposto em grau máximo. Meus poemas são autobiográficos e eu não gostaria de expor minha história e minha família em versos ruins. E tem mais: detesto poesia ruim, então não suportava a ideia de publicar um livro ruim de poesia”.</p><p>De blog em blog, Arsênio descobriu a página dos poemas semi-clandestinos do escritor. O ponto de partida foi uma consulta ao Google com a palavra-chave “Maigret”, o personagem dos romances policiais do belga Georges Simenon. “Cheguei a um texto escrito por você, Inácio, no <a href="http://www.caotico.com.br/" target="_blank">Caótico</a>, de lá esbarrei no Estuário de Samarone, então finalmente achei o site de poemas”.</p><p>Arsênio deixou rastros. Em todos os sites, comentou os textos publicados. Samarone seguiu as pistas:</p><p>“Os comentários dele nunca eram simplesmente ‘gostei’ ou ‘não gostei’. Ele sempre fazia ligação com outros referências. Percebi que ele estava lendo poemas antigos, publicados assim que criei o blog. Era um leitor que lia poesia, que poderia separar, selecionar os poemas, opinar com isenção e sem melindres, já que nem amigos éramos, aliás sequer nos conhecíamos”.</p><p>Trocaram e-mails e o convite foi feito. O leitor topou na hora.</p><p>O método de trabalho foi desenvolvido com a ajuda da internet, do gosto pelo futebol e muita sinceridade. Arsênio comentava os poemas, explicava as razões das escolhas e dos descartes, mas a opinião final sempre foi do autor.</p><p>“Nossas discussões por e-mail sempre foram debates francos, com opiniões claras e sem constrangimentos. Quando ele queria deixar alguma coisa boa de fora, eu escrevia coisas do tipo: ‘Sama, você vai deixar de fora o artilheiro do time e o goleiro paredão. Não faça isso, a torcida te mata’.”</p><p>Samarone diz que, um dia, iria criar coragem para publicar, mas os conhecimentos, a sensibilidade e, mais do que isso, a disposição de Arsênio em atuar como organizador (ou curador) foram fundamentais para adiantar o livro em, pelo menos, uma década.</p><p>O resultado da parceria leitor/autor recebeu tratamento gráfico e visual da Paés. São, a bem da verdade, dois livros em um só volume. <em>A praça azul </em>reúne 33 poemas dispersos. <em>Tempo de vidro </em>é um poema longo, com teor autobiográfico bem mais nítido. Segundo Arsênio, é um poema que “justifica um livro só para ele, onde as fraturas estão expostas de modo que só o poeta pode expor. Ezra Pound bate palmas”.</p><p>&nbsp;</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/o-poeta-inseguro-e-o-leitor-voraz/' addthis:title='O poeta inseguro e o leitor voraz '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/o-poeta-inseguro-e-o-leitor-voraz/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> <item><title>A poesia segundo Arsênio</title><link>http://www.caotico.com.br/a-poesia-segundo-arsenio/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/a-poesia-segundo-arsenio/#comments</comments> <pubDate>Wed, 15 Dec 2010 19:28:24 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category> <category><![CDATA[Manuel Bandeira]]></category> <category><![CDATA[Murilo Mendes]]></category> <category><![CDATA[Patativa do Assaré]]></category> <category><![CDATA[Poesia]]></category> <category><![CDATA[Samarone Lima]]></category> <category><![CDATA[versos]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1149</guid> <description><![CDATA[por Arsênio Meira Júnior (em homenagem a Yvette Teixeira, Jade Teixeira, o poeta Samarone Lima e em memória do grande Patativa do Assaré) De início, um aviso aos navegantes: a Poesia não é impertinente ou para poucos. Sua mensagem, inaugurada pelo gênio de Camões em nossa língua mãe, encontrou em Dante momentos sublimes e até [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-poesia-segundo-arsenio/' addthis:title='A poesia segundo Arsênio '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>por Arsênio Meira Júnior (em homenagem a Yvette Teixeira, Jade Teixeira, o poeta Samarone Lima e em memória do grande Patativa do Assaré)</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/poesia4.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1150" title="poesia4" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/poesia4.jpg" alt="" width="182" height="171" /></a>De início, um aviso aos navegantes: a Poesia não é impertinente ou para poucos. Sua mensagem, inaugurada pelo gênio de Camões em nossa língua mãe, encontrou em Dante momentos sublimes e até hoje assistimos a sua luta para permanecer viva e resistente a toda sorte de intempéries, não raro provocadas pelos desprezíveis alpinistas literários.</p><p>É curioso ver como se repetem indefinidamente certos clichês a respeito de alguns temas, e não é sem um sorriso, que nos vemos retratados hoje, fotográfica ou psicologicamente, pelo que já não somos há muito.</p><p>Friso que não é a cultura que faz o poeta. Pode até prejudicá-lo, penso. É uma contradição, mas explico: o prejuízo nasce porque o estado inicial de candura, que é um elemento fundamental do dom poético, pode fazer-se prisioneiro perpétuo das obras e influências alheias. Dessa equação, proliferam equívocos mil.</p><p>A cultura amealhada por um Poeta há que ter um só objetivo: transformar a sua inata sensibilidade em cores e versos nunca vistos ou lidos, sob pena da diminuição (fatal) das suas virtudes líricas.</p><p>E não há cultura sem tempo. A Poesia é a sedimentação do Tempo, e nada se sedimenta sem lentidão. Reconheço que o tempo pode em nada acrescer, por si só, os dons.</p><p>Mas essa vocação da Poesia como triunfo permanente da Arte é nítida como as águas do riacho que &#8211; em sonhos  &#8211; inundavam a poética do Caos e do Tempo urdida por Mestres do quilate de um Murilo Mendes,  um Manuel Bandeira, um Carlos Drummond de Andrade, um Patativa do Assaré. (Vou parar nesses nomes consagrados, mas existem outros seletos poetas do mesmo quilate, que merecem a justa evocação).</p><p>Aliada do tempo, ela (a Poesia) trava um diálogo íntimo com o silêncio. A extraordinária significação da poesia &#8211; ora rejeitando o formalismo para apreender o fenômeno concreto da vida, ora sujeitando-se aos rigores da técnica, porquanto inerente à produção poética – reside justamente em recuperar no poema a experiência complexa da vida.</p><p>A sociedade dita moderna, ferida pela massificação do sistema de produção, machucada pela guerrilha da violência urbana, assustada com crescimento das cidades e a explosão da internet, também padece por não conhecer-se lendo o que presta. Se a cultura e o que presta não chegam – apesar da internet &#8211; a todos e em igual nível, eis que a culpa não pode ser tão somente imputada à ausência da falta de oportunidades.</p><p>Hoje, e isto é um fato, é bem mais fácil para o sujeito deparar-se com um bom texto na internet e através dele, iniciar-se como cidadão através da leitura, salvando, não só a si mesmo, mas principalmente a aldeia em que vive e procria.</p><p>Portanto, a necessidade de um consumidor massivo de arte e literatura é algo vital para a humanidade, porquanto esse elo é capaz de resgatar inúmeras pessoas, independente de classe social e outros vetores. E o escritor não pode ignorar tal fato.</p><p>Mas deixemos tais digressões. Não raro, a linguagem da poesia pode confundir-se com a da prosa, do mesmo modo que o poeta se confunde com o homem da rua e já não pode nem deseja reivindicar para si condição de eleito dos deuses.</p><p>A passagem dos anos é, não só uma provação, mas uma prova para o Poeta. Mas não para a Poesia. O lirismo, que resiste ao tempo e à vida, demonstra que o difícil mesmo é viver sem ele; num mundo cada vez mais distante dos deuses, o homem é responsável por seu próprio destino e cada ato seu pode resultar numa catástrofe ou num singelo e fraterno abraço sincero.</p><p>Não há milagres: o homem cria sua própria vida, produzindo e reproduzindo os meios de manter-se vivo como indivíduo e espécie. E nessa luta, a Poesia nasce para fustigar a mediocridade. Mesmo que não seja esta a intenção do Poeta.</p><p>O continuísmo banal e delirante de alguns desanima, mas é a Poesia que torna mais clara a necessidade de despertar e cultivar o que há de humano no Homem.</p><p>Há uma passagem de Heidegger inesquecível:</p><p>“A poesia não é um simples ornamento que acompanha a realidade humana, nem um simples entusiasmo passageiro, não é de modo algum simples exaltação ou passatempo. A poesia é o fundamento que sustenta a história e por isso mesmo não é simplesmente uma manifestação da cultura e, por inúmeras razões, tampouco se afigura tão-somente como a expressão da alma  de uma cultura&#8230; A poesia é a fundação do ser pela palavra”.</p><p>A Poesia brota quando quer: pode despontar da visão de uma pêra que, no canto oposto da mesa, espia a faca cotidiana e seus desígnios; de uma porta que se fecha, diante da aparição de uma estrela com cachos azuis; pode surgir dos cacos de vidro colados no tempo-memória, a ferro e fogo. Todavia não esqueçamos que o poema nasce da linguagem comum.</p><p>Portanto, a despeito de muitos que pretendem sintonizar a Poesia como hermética ou arredia ao grande Público, essa baixa audiência é apenas uma ilusão. O instante do espanto produzido pela poesia em diversos leitores neste mundo foi um momento de redenção para humanidade.</p><p>Momento que se eterniza diariamente.</p><p>Sobre a Poesia, eis o decreto inextinguível do Poeta Maior Carlos Drummond de Andrade:</p><p>“&#8230;</p><p>Sua cor não se percebe.<br /> Suas pétalas não se abrem.<br /> Seu nome não está nos livros.<br /> É feia. Mas é realmente uma flor.</p><p>Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde<br /> e lentamente passo a mão nessa forma insegura.<br /> Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.<br /> Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.</p><p>É feia. Mas é uma flor.</p><p>Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.”</p><p><strong> </strong></p><p>Uma boa-nova, em tempos de Natal e Ano Novo: há um poeta prestes a prestigiar-nos com seus poemas em livro. Seu nome: Samarone Lima.</p><p>Tomei contato com suas forças líricas, e como todo mundo tem direito a uma opinião, eu tenho a minha: trata-se de um poeta imenso, pronto para o justo embate entre a palavra e a metáfora.</p><p>Os seus versos guardam a candura que descrevi no início do texto. Ou seja, apesar de culto, Samarone não ousa ferir o ofício versejante e se recusa – obstinadamente &#8211; em jogar para divertir ou deslumbrar os outros.</p><p>É assim &#8211; dentre outros méritos &#8211; que ele fez-se e faz-se Poeta. Missionário do lirismo, a realidade de sua peleja para sobrepor-se à precariedade da condição humana é uma prova viva e contundente de que a Literatura e, particularmente, a Poesia resistem com bravura às tiranias alheias.</p><p>Samarone e seus poemas, involuntariamente, dão conta do recado: a Poesia continua firme em seu árduo labor, despejando diariamente sua prece de luz no recanto daquilo que chamamos Eternidade.</p><p>Aguardem-no.</p><p>Salve a Poesia e todos os Poetas.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/a-poesia-segundo-arsenio/' addthis:title='A poesia segundo Arsênio '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/a-poesia-segundo-arsenio/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>10</slash:comments> </item> <item><title>Ele só pensa naquilo</title><link>http://www.caotico.com.br/raimundo-carrero-so-pensa-naquilo/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/raimundo-carrero-so-pensa-naquilo/#comments</comments> <pubDate>Wed, 10 Nov 2010 13:43:33 +0000</pubDate> <dc:creator>Samarone Lima</dc:creator> <category><![CDATA[Loucos por livros]]></category> <category><![CDATA[Ariano Suassuna]]></category> <category><![CDATA[AVC]]></category> <category><![CDATA[Estuário]]></category> <category><![CDATA[literatura brasileira]]></category> <category><![CDATA[Pernambuco]]></category> <category><![CDATA[prêmio Jabuti]]></category> <category><![CDATA[Salgueiro]]></category> <category><![CDATA[Samarone Lima]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1057</guid> <description><![CDATA[por Samarone Lima (o Estuário está fora do ar porque seu editor esqueceu de pagar a anuidade. 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Enquanto isso, sempre que precisar, o Caótico orgulhosamente irá abrigar os textos de Sama)</strong></p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/11/raimundocarrero.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-1060" title="raimundocarrero" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/11/raimundocarrero-350x262.jpg" alt="" width="261" height="195" /></a>A notícia foi uma pancada em nós todos. “Raimundo Carrero sofreu um AVC, está internado”.</p><p>Nós, os amigos, admiradores da criatura, e de sua obra. Sou, por assim dizer, um amigo da safra recente. Já tínhamos batido uns papos, cercado por outras pessoas, até que levei uns originais de um romance e marcamos no Caprino´s, seu ponto de encontro com os amigos. Bebericamos, conversamos, rimos muito. Carrero, para mim, é aquilo que o espanhol Antônio Muñoz Molina denomina a literatura: Pura alegria. Ele me encheu de animação com o romance, mas o que falamos mesmo foi sobre a vida.</p><p>Senti o baque com a notícia. Lembrei do dia em que ele ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura, uma baita grana, e liguei para dizer que eu não poderia mais pagar a conta em nossos encontros. Ele riu muito, como sempre.</p><p>Fiquei torcendo pela recuperação, mas algo me angustiava: A falta de notícias sobre a situação. Pior era não saber o tamanho do AVC, o mal que tinha causado, as sequelas. As visitas estavam proibidas, até segunda ordem.</p><p>Inácio conseguia informações com Rodrigo, o filho, mas nada era suficiente. Queria ver o amigo de perto.</p><p>O encontro começou na sexta-feira, quando encontrei meu ex-chefe, Carlos Carvalho, acompanhado de seu fiel escudeiro Paulo. Estava, no Princesa Isabel, almoçando, e o tema Carrero logo se incorporou à mesa. Os dois lembraram vários momentos divertidos com o camarada.</p><p>Liguei para o Inácio e combinamos visitar a fera no sábado. E se ele não quiser visitas, pensei. Ora, nós voltamos pra casa, mas tentamos.</p><p>No sábado à tarde, fizemos tudo bem direitinho. Secamos implacavemente seu time, que perdeu de virada: 2 X 1, depois fomos para o apartamento da fera. Passamos na calçada do Caprino´s, Inácio tirou uma dúvida sobre a localização do prédio, e o garçom queria saber como estava Carrero.</p><p>Tocamos o interfone, dissemos os nomes, o porteiro interfonou e disse o “podem subir”. Iríamos ao encontro do desconhecido. Como estaria o velho e bom Raimundo Carrero? Qual o impacto do AVC em sua vida? Senti aquele frio na barriga.</p><p>Bastou entrar no apartamento, para sentir uma bênção chamada alívio. Sentado em uma poltrona, Carrero nos recebeu com um sorriso. O derrame comprometeu o lado esquerdo do corpo, mas coisas que a fisioterapia vai retomar, progressivamente. O principal, ficou intacto – a cabeça, a fala, os olhos. Tudo funciona normalmente.</p><p>Conversamos, rimos. Ele recordou os dias no hospital, o baque dos primeiros dias, mas não estava deprimido. A emoção brotou mesmo quando falou de seu grande mestre, Ariano Suassuna. Foi às lágrimas.</p><p>Já no final do encontro, pedi à sua esposa para ver a biblioteca e o lugar de trabalho de Carrero – a biblioteca. Para não perder a viagem, peguei “Justine” de Lawrence Durrel, cheio de anotações. Levei para a sala, para dizer a Carrero que também adoro aquele livro.</p><p>“Tirasse da estante, vai misturar tudo”, disse ele.</p><p>Botei o livro de volta ao local original, sabendo que o raciocínio do homem está perfeito.</p><p>Por último, me deliciei com suas máquinas de datilografia. Ele tem quatro, mas já vou com oito. Uma é linda, dos anos 1940, norte-americana. Me deu uma inveja dos diabos, se coubesse no bolso eu levava.</p><p>Estava a caminho do trabalho, hoje, já pensando em escrever sobre o encontro, encontrei Paulo novamente, na rua da União. Falei sobre a visita, o quadro geral, disse que Carrero já estava até arengando com um chinês, que faz a acupuntura.</p><p>“Ah, então é Carrero mesmo”, completou.</p><p style="text-align: center;"><strong>*****</strong></p><p><strong>Triplo adendo de Inácio:</strong></p><p>Primeiro: Quando Samarone perguntou onde ficava a biblioteca e se poderia visitá-la, Raimundo esbugalhou os olhos lá na sua poltrona e emudeceu. Temi pelo pior, uma recaída, sei lá. Só quando o visitante anunciou que deixaria a mochila no sofá da sala, o convalescente acalmou. Mesmo assim, por via das dúvidas, a simpaticíssima dona-da-casa fez questão de monitorar a ida de Sama à biblioteca. Não pude perceber nada, mas é possível que Carrero tenha sinalizado algo para a esposa, expressando uma mensagem do tipo: &#8220;vá e fique de olho para que esse miserento não leve nenhum livro&#8221;.</p><p>Segundo: Sama também quis ver o troféu do Prêmio Jabuti que Carrero ganhou nos anos 90 com o livro de contos <em>As sombrias ruínas da alma. </em>O trófeu é pequenininho e caberia com folga no bolso da bermuda de Sama, mas é tão feio (vendido por 20 contos na feira de artesanato da pracinha de Boa Viagem sairia caro) que voltou incólume para a estante.</p><p>Terceiro: Carlos Carvalho rabiscou um bilhete num guardanapo para Sama entregar a Raimundo, mas ele esqueceu. Fica para a próxima.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/raimundo-carrero-so-pensa-naquilo/' addthis:title='Ele só pensa naquilo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/raimundo-carrero-so-pensa-naquilo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>O prazer da escolha</title><link>http://www.caotico.com.br/o-prazer-da-escolha/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/o-prazer-da-escolha/#comments</comments> <pubDate>Wed, 02 Sep 2009 20:10:17 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[american dream]]></category> <category><![CDATA[leitura]]></category> <category><![CDATA[literatura americana]]></category> <category><![CDATA[Norman Mailer]]></category> <category><![CDATA[Samarone Lima]]></category> <category><![CDATA[way american of life]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=323</guid> <description><![CDATA[Conheço gente que cheira o livro antes de ler a primeira linha, cheira a capa, aspira a contracapa e fica folheando e cafungando. Quem faz isso, não pode ser asmático, senão morreria de falta de ar e de muito espirrar. Nunca vi estante isenta de poeira, a não ser as da Livraria Cultura, que chegam [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/o-prazer-da-escolha/' addthis:title='O prazer da escolha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-324" title="escolhalivros" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/09/escolhalivros-350x262.jpg" alt="escolhalivros" width="193" height="144" />Conheço gente que cheira o livro antes de ler a primeira linha, cheira a capa, aspira a contracapa e fica folheando e cafungando. Quem faz isso, não pode ser asmático, senão morreria de falta de ar e de muito espirrar. Nunca vi estante isenta de poeira, a não ser as da Livraria Cultura, que chegam brilham de tão limpinhas, mais assépticas que corredor de hospital particular.</p><p>Eu não cheiro, fico só olhando a capa e a contracapa. Leio a orelha e aqueles inevitáveis parágrafos da última capa. Dou uma passada de olho em todos os penduricalhos, incluindo a ficha catalográfica, antes de começar a ler à vera, coisa que só acontece horas depois desse ritual todo. Coisa de gente maluca.</p><p>Mas, pra mim, o gozo da leitura começa antes mesmo dessa etapa. Eu já começo a sentir prazer no momento em que vou para a prateleira em busca do próximo título a ser debulhado. Teve vez, não faz muito tempo, peguei uns três livros e fiquei um dia todo olhando pra cada um deles, lendo e  relendo as orelhas até me decidir.</p><p>Foi o que aconteceu na segunda-feira passada, último dia de agosto. No final de semana retrasado (esse que passou não, o outro), cheguei ao ponto final do livraço de Robert Fisk, já muito citado aqui e condecorado com cinco estrelas de ouro. Decidi reler o livro de Samarone, <em>Viagem ao Crespúsculo, </em>desta vez já editado, com o objetivo de ajudar meu amigo a localizar e corrigir os muitos erros de edição que deixaram passar.</p><p>Assim, a releitura da <em>Viagem </em>foi quase uma tarefa, um trabalho. Li o livro todinho com um lápis de ponta mal-feita ao lado, rabiscando os defeitos e anotando as possíveis alternativas para cada problema. Quase nada de prazer.</p><p>Mesmo cansado da viagem pela Bacia do Capibaribe e com uma otite desgraçada de chata, na segunda-feira pela manhã peguei o tamborete e fiquei remexendo nas estantes. Pensei no <em>O Segredo de Joe Gould</em>, de Robert Mitchell, e <em>Nação Crioula</em>, de Agualusa. <em>Ao vivo do Calvário </em>bateu na trave, seria meu primeiro Gore Vidal, mas fica pra depois.</p><p>No final das contas, me atraquei com <em>Um Sonho Americano</em>, de Norman Mailer, numa edição de bolso da L&amp;PM. Já tinha lido um livro de Mailer o ano passado, <em>O Evangelho Segundo o Filho, </em>que, assim como na obra de Saramago, é uma espécie de “relato autobiográfico” de Cristo, porém sem grandes novidades. Com muito favor, ficaria na categoria meia-bomba e olhe lá.</p><p>Logo no início da leitura, quando o protagonista mata quatro soldados alemães numa batalha da II Guerra, percebi que minha escolha está ligada à leitura anterior. Fisk faz uma tremenda análise da imensa responsabilidade dos Estados Unidos nas guerras e massacres do Oriente Médio. Mailer mostra a sociedade norte-americana por dentro, usando como recurso um herói de guerra que faz o caminho inverso dos super-heróis ianques: vai da glória à merda mais fedida em largas passadas.</p><p>Mesmo desconfiado por causa da leitura insossa do tal <em>Evangelho</em>, me dá o troco nesse livro. Nas primeiras páginas, ele me conquistou com construções como essas: “mas viveu sua vida e morreu com ela”. Ou então: “agora, conviver com Deborah era como sentar para jantar em um castelo vazio tendo como anfitrião apenas um mordomo e sua maldição”. Não lembro de ter visto definição tão crua e pesada para um casamento destruído.</p><p>Por enquanto, acabei apenas o primeiro capítulo. Depois, falo do resto.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/o-prazer-da-escolha/' addthis:title='O prazer da escolha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/o-prazer-da-escolha/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Vastas ignorâncias</title><link>http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/#comments</comments> <pubDate>Sun, 26 Jul 2009 16:37:46 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Elocubrações]]></category> <category><![CDATA[Borges]]></category> <category><![CDATA[crítica literária]]></category> <category><![CDATA[Faoro]]></category> <category><![CDATA[ignorância]]></category> <category><![CDATA[livros]]></category> <category><![CDATA[Onetti]]></category> <category><![CDATA[romances]]></category> <category><![CDATA[Samarone Lima]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=213</guid> <description><![CDATA[Não se deixe levar pelas minhas opiniões, apenas compartilho experiências de leitura. Estou longe de ser um crítico literário, sou apenas aquilo que chamam de “leitor comum e desinteressado”. Há enormes espaços vazios na minha bagagem de leitura. Jorge Luis Borges (na foto aí do lado), por exemplo, nunca li. 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Estou longe de ser um crítico literário, sou apenas aquilo que chamam de “leitor comum e desinteressado”.</p><p>Há enormes espaços vazios na minha bagagem de leitura.</p><p>Jorge Luis Borges (na foto aí do lado), por exemplo, nunca li. Como um sujeito que nunca leu o maior dos argentinos pode se atrever a fazer um blog sobre literatura? Simples: o Caótico não é sobre literatura, é sobre livros. Pelo menos esse é o discurso que construí para justificar meu desejo de escrever esses textos.</p><p>Prometo ler alguma coisa de Borges nos próximos anos. O curioso é que, ao menos que me lembre, jamais um livro dele caiu nas minhas mãos, nem por acidente.</p><p>Ao norte do Rio do Prata, ainda não conheço a prosa de Juan Carlos Onetti, por mais que <a href="http://www.estuario.com.br/2009/04/25/lembrando-dos-meus-livros">Samarone insista em falar dele</a>. Já já chego nele. Só depende dos sebos.</p><p>Outra lacuna indesculpável: Gore Vidal. Pelo menos, para essa falha os reparos já estão sendo providenciados. Como já disse <a href="http://www.caotico.com.br/os-sebos-e-a-fraqueza-de-carater-do-blogueiro">aqui</a>, me abasteci de Vidal nos sebos virtuais. Daqui a pouco estarei afiadíssimo em matéria de formação do jeito ianque de ser. Para ficar nos Estados Unidos, de Norman Mailer só li um pequeno <em>O Evangelho Segundo o Filho</em>. O de Saramago é bem melhor, mas ainda há vagas para muita coisa dele.</p><p>Também nunca li Kafka. Esse também está em minha mira de curto alcance. Tenho um bocado de coisa dele ainda intocada nas minhas prateleiras. Será lido no meu esforço para dar conta dos frutos do meu impulso consumista.</p><p>Mesmo em português, sou completo ignorante em Camões, Eça de Queiroz. No português dos brasileiros, li textos curtos de Guimarães Rosa e quase nada de Lima Barreto. Além dos romances, tenho muita vontade de ler Raymundo Faoro, <em>Os Donos do Poder</em>, para ser mais exato.</p><p>O pior é que vivo me perdoando por tudo isso.</p><p>É bom os leitores ficarem sabendo dessas minhas ignorâncias para que, depois, ninguém diga que levou gato por lebre.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/' addthis:title='Vastas ignorâncias '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/vastas-ignorancias/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>2</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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