<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Caótico &#187; Tchekhov</title> <atom:link href="http://www.caotico.com.br/tags/tchekhov/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.caotico.com.br</link> <description>Espaço de leituras,  histórias &#38; especulações &#124; Por Inácio França</description> <lastBuildDate>Tue, 31 Jan 2012 15:28:23 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Minha vida</title><link>http://www.caotico.com.br/minha-vida/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/minha-vida/#comments</comments> <pubDate>Tue, 29 Nov 2011 14:36:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[czarismo]]></category> <category><![CDATA[literatura russa]]></category> <category><![CDATA[novela]]></category> <category><![CDATA[romance curto]]></category> <category><![CDATA[século XIX]]></category> <category><![CDATA[stalinismo]]></category> <category><![CDATA[Tchekhov]]></category> <category><![CDATA[tradução]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=1654</guid> <description><![CDATA[“Aqueles concidadãos sobre os quais antes eu não tinha nenhuma opinião ou que pela aparência pareciam bem honrados, agora se mostravam pessoas baixas, grosseiras, capazes de todo tipo de vileza. A nós, pessoas simples, enganavam, roubavam nas contas, obrigavam a esperar várias horas em antessalas frias ou na cozinha, ofendiam-nos e dirigiam-se a nós com [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/minha-vida/' addthis:title='Minha vida '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/MinhaVida.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1655" title="MinhaVida" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/MinhaVida.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a>“Aqueles concidadãos sobre os quais antes eu não tinha nenhuma opinião ou que pela aparência pareciam bem honrados, agora se mostravam pessoas baixas, grosseiras, capazes de todo tipo de vileza. A nós, pessoas simples, enganavam, roubavam nas contas, obrigavam a esperar várias horas em antessalas frias ou na cozinha, ofendiam-nos e dirigiam-se a nós com extrema grosseria”.</p><p>Anton Tchekhov escreveu esse parágrafo na Rússia, em 1896. Faço as contas para que o leitor não fique quebrando a cabeça por besteira: esse trecho foi escrito há 115 anos, numa cidade gelada, em alfabeto cilírico, faz parte da novela <em>Minha vida</em>, que acaba de ser lançada no Brasil pela Editora 34<em> </em>e é um perfeito exemplo para se entender a célebre frase de outro russo, Tolstoi, sobre a possibilidade de ser universal quando se pinta a própria aldeia.</p><p>Ao ler esse fragmento de parágrafo de Tchekhov enxerguei alguns moradores dos melhores bairros recifenses, que passeiam pelos corredores de shoppings de mãos livres, enquanto a babá vem logo atrás carregando sacolas de compras, bolsa de bebê e o próprio bebê, pesado demais para os braços dos pais. Enxerguei também as empregadas domésticas, obrigadas a chegar mais cedo no trabalho para dar tempo de conduzir cachorrinhos mimados a espalhar merda pelas calçadas.</p><p>A literatura de Tchekhov é universal e longe de ser simplista, porém sua linguagem é acessível, incapaz de assustar leitores inexperientes que, à primeira vista, poderiam se intimidar diante de um “escritor-russo-clássico-do-século XIX”.</p><p>Na novela <em>Minha vida</em>, publicada originalmente com o subtítulo <em>Conto de um provinciano</em>, também está presente a opção de escrever sobre o cotidiano, a vida e as emoções das pessoas simples, como em seus contos geniais, já comentados pro mim aqui no Caótico (<a href="http://www.caotico.com.br/contos-de-tchekhov/">Contos de Tchekhov</a> e <a href="http://www.caotico.com.br/novamente-tchekhov/">Novamente Tchekhov</a>).</p><p>Permanecem tanto o universo temático quanto o ritmo veloz dos seus escritos curtos. O contista Tchekhov não deixa o leitor respirar nesse romance curto e coloca as cartas na mesa desde o primeiro capítulo. Para ser mais exato, desde a primeira página. A todo momento, tive a impressão que ele não teria assunto para prosseguir no próximo capítulo.</p><p><a href="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/tchekhov2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1656" title="tchekhov2" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2011/11/tchekhov2.jpg" alt="" width="146" height="203" /></a>A dificuldade de Tchekhov em migrar do formato curto para as narrativas mais longas é relatada pela tradutora, Denise Sales, em um posfácio repleto de boas informações sobre a rotina do escritor, que considerava “cacete” escrever histórias longas. Recomendo não desprezar esse posfácio, escrito com leveza e capaz de ajudar o leitor a compreender um pouco da rotina e do contexto intelectual da Rússia nas últimas décadas da monarquia.</p><p>É o próprio Tchekhov e não sua tradutora brasileira quem lança luzes sobre a sociedade russa e antecipa o que virá com a revolução bolchevique, que só aconteceu 13 anos após sua morte e 21 depois da publicação de <em>Minha vida. </em>Sua capacidade de compreender o dia-a-dia nas ruas, fazendas e aldeias da Rússia e retratá-lo com as ricas ferramentas da literatura é o que torna possível enxergar adiante. Ou ao menos entender os fenômenos sociais que possibilitaram, por exemplo, a violência do stalinismo.</p><p>Missail Poloznev, o protagonista da novela é filho de uma linhagem nobre empobrecida, porém com direitos ao privilégio de ocupar os cargos públicos do Estado czarista. Ele poderia fingir que trabalha para garantir o sustento e a pose pelo resto da vida, como fazem seus contemporâneos e conterrâneos. Mas ele quer algo mais da vida, sente-se eternamente deslocado entre tanta gente medíocre, preguiçosa e preconceituosa.</p><p>Ele se identifica com os pobres que pegam pesado no trabalho braçal. Para estupor geral – principalmente do seu pai, arquiteto corrupto e sem talento -, é nisso que vai trabalhar. Só então ele encontra um sentido para sua existência.</p><p>Sempre em primeira pessoa, Missail revela pelos operários e camponeses admiração proporcional ao desprezo por quem não “trabalha”, apesar de expressar respeito pelos intelectuais que são capazes de pensar e refletir com criticismo. Isso me levou direto a pensar sobre a glorificação do trabalho expressa pelo realismo socialista e sua estética avessa à criatividade e ao subjetivismo.</p><p>Durante a leitura, ora meu pensamento ia da Rússia do século XIX ao Brasil do século XXI quase sem escalas.</p><p>A crueza do narrador Missail ao retratar a corrupção em todas as instâncias da sociedade russa – do pintor que rouba tinta de quem o contrata aos engenheiros que cobram pesadas propinas para a ferrovia passar perto da cidade – poderia servir de base para interessantes reflexões sobre a pobreza e a superficialidade dos argumentos de quem marcha contra a corrupção segregando esse problema “aos políticos” ou “ao congresso”.</p><p>Espanta-me constatar que Anton Tchekhov, um homem dos anos 1900, sem internet ou televisão, percebia que os falsos moralistas de hoje não percebem: políticos corruptos são gerados por uma sociedade corrupta.</p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/minha-vida/' addthis:title='Minha vida '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/minha-vida/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>Trechos de contos de Anton Tchekhov</title><link>http://www.caotico.com.br/trechos-de-contos-de-anton-tchekhov/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/trechos-de-contos-de-anton-tchekhov/#comments</comments> <pubDate>Sun, 20 Dec 2009 12:59:17 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Trechos arretados]]></category> <category><![CDATA[Contos]]></category> <category><![CDATA[literatura russa]]></category> <category><![CDATA[Tchekhov]]></category> <category><![CDATA[trechos de Tchekhov]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=559</guid> <description><![CDATA[&#8220;- Não é grande vantagem ser amado: as moças foram criadas exatamente para amar pessoas como nós. Mas algum dos senhores já foi odiado, odiado com ardor, furiosamente? Algum dos senhores já observou os deleites do ódio? Hein? Não houve resposta. - Nenhum dos senhores? &#8211; perguntou a voz grave do oficial superior. &#8211; Pois [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/trechos-de-contos-de-anton-tchekhov/' addthis:title='Trechos de contos de Anton Tchekhov '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-560" title="damatchekhov" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/12/damatchekhov.jpg" alt="damatchekhov" width="72" height="119" /></p><p>&#8220;- Não é grande vantagem ser amado: as moças foram criadas exatamente para amar pessoas como nós. Mas algum dos senhores já foi odiado, odiado com ardor, furiosamente? Algum dos senhores já observou os deleites do ódio? Hein?</p><p>Não houve resposta.</p><p>- Nenhum dos senhores? &#8211; perguntou a voz grave do oficial superior. &#8211; Pois eu fui odiado, fui odiado por uma moça bem bonitinha, e em mim mesmo pude estudar os sintomas do primeiro ódio. O primeiro, senhores, porque aquilo foi uma coisa exatamente oposta ao primeiro amor&#8221;.</p><p><strong>Trecho do conto <em>Zinotchka</em>, publicado em agosto de 1887</strong></p><p style="text-align: center;">*****</p><p style="text-align: center;"><p style="text-align: left;">&#8220;Por que ela o amava daquela maneira? Ele sempre parecera às mulheres ser outra pessoa, diferente do que era na realidade, e elas amavam não a ele, mas alguém que sua imaginação havia criado, alguém que elas procuravam ansiosamente em suas vidas. E, mais tarde, quando percebiam seu engano, ainda continuavam a amá-lo. E nenhuma fora feliz com ele. O tempo passava, ele conhecia outra mulher, começava uma nova relação, depois se afastava, mas não amou nem uma vez; chame aquilo como se quiser, apenas não era amor. E somente agora, quando sua cabeça já estava ficando grisalha, ele começou a amar de verdade, como deveria &#8211; e pela primeira vez em sua vida.</p><p style="text-align: left;">Anna Sergueievna e Gurov amavam-se como duas pessoas muito íntimas, como marido e mulher, como ternos amigos; parecia-lhes que o próprio destino escolhera um para o outro, e não entendiam por que ele tinha uma esposa e ela um marido; era como se eles fossem duas aves migratórias, mcaho e fêmea, que foram capturadas e obrigadas a viver em gaiolas separadas&#8221;.</p><p style="text-align: left;"><strong>Trecho do conto <em>A dama do cahorrinho</em>, publicado em dezembro de 1899</strong></p><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/trechos-de-contos-de-anton-tchekhov/' addthis:title='Trechos de contos de Anton Tchekhov '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/trechos-de-contos-de-anton-tchekhov/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Contos de Tchekhov</title><link>http://www.caotico.com.br/contos-de-tchekhov/</link> <comments>http://www.caotico.com.br/contos-de-tchekhov/#comments</comments> <pubDate>Thu, 10 Dec 2009 20:10:01 +0000</pubDate> <dc:creator>Inácio França</dc:creator> <category><![CDATA[Leituras Caóticas]]></category> <category><![CDATA[A dama do cachorrinho]]></category> <category><![CDATA[Contos]]></category> <category><![CDATA[czarismo]]></category> <category><![CDATA[literatura russa]]></category> <category><![CDATA[Rússia pré-revolucionária]]></category> <category><![CDATA[Tchekhov]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.caotico.com.br/?p=535</guid> <description><![CDATA[Nos últimos dias, o tempo da leitura foi arrancado na marra. Duas páginas no banheiro, mais duas enquanto aguardava a milésima reunião do ano, dois parágrafos na cama antes de arriar no sono, outra página no carro da prefeitura, correndo o risco de descolar a retina. E assim foi, aos trancos e barrancos, da pior [...]<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/contos-de-tchekhov/' addthis:title='Contos de Tchekhov '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-536" title="dama_do_cachorrinho" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dama_do_cachorrinho.jpg" alt="dama_do_cachorrinho" width="101" height="167" />Nos últimos dias, o tempo da leitura foi arrancado na marra. Duas páginas no banheiro, mais duas enquanto aguardava a milésima reunião do ano, dois parágrafos na cama antes de arriar no sono, outra página no carro da prefeitura, correndo o risco de descolar a retina. E assim foi, aos trancos e barrancos, da pior maneira possível li 12 contos de um dos melhores escritores da história.</p><p>Há tempos que eu estava me devendo ler alguma coisa de Anton Tchekhov (se ainda lembro das aulas de russo com a professora Ewa, a pronúncia é mais ou menos assim: txerróf). Antes de chegar ao último conto, estava com uma inveja danada de quem leu 22 livros dele, como o blogueiro gaúcho <a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2008/08/21/anotacoes-pessoais-sobre-anton-tchekhov-e-e-mail-recebido/">Milton Ribeiro</a>.</p><p>Os contos do russo foram escritos no final do século XIX, poucos no início do século XX, mas poderiam ter sido publicados na semana passada aqui no Brasil, no Sri Lanka ou qualquer outra parte do mundo. A prosa de Tchekhov é atualíssima. Esses contos jamais vão caducar, pelo menos não enquanto os humanos se apaixonarem, sofrerem por do amor, sonharem, alimentarem esperanças de mudar a vida.</p><p>O pessoal que estuda história e crítica literária diz que ele mudou os rumos da literatura porque tratou com técnica e poesia o cotidiano do homem comum, gente como o médico de província, o órfão explorado, a mocinha do interior que não aceita o casamento arranjado.</p><p>É verdade isso que dizem os especialistas. Enquanto avançava na leitura, senti que já havia encontrado Tchekhov em algum lugar, já o conhecia de vista. Há muito de Tchekhov nas crônicas de Rubem Braga. Também há Tchekhov no romance de <a href="http://www.caotico.com.br/a-tregua/">Mário Benedetti</a>. Encontrei Tchekhov em <a href="http://www.caotico.com.br/dublinenses/">Joyce</a>, que começou a escrever suas coisinhas quando o russo já era popular que só a gota-serena.</p><p>Há várias coletâneas de histórias espalhadas por aí, de diferentes editoras. O que li foi <em>A dama do cachorrinho e outras histórias</em>, da L&amp;PM, presente de aniversário da minha filha Júlia. Nos contos desse livros, a rígida hierarquia do czarismo, a aristocracia decadente, a miséria no campo, a neve, tudo isso é apenas pano de fundo para uma narrativa delicada, sutil, espelho do respeito e do amor do autor por quem sofre, pelos fracos, pelos explorados. O que importa são os personagens, o ser humano.</p><p>Mas há sarcasmo também. No conto “A irrequieta”, a mocinha recém-casada com o jovem e tímido médico é totalmente deslumbrada com o mundo das artes, vive em torno de pintores, atores, escultores, escritores. Não pinta um borrão de caneta, não escreve uma vírgula, mas é uma artista. Ao seu modo, com sutileza e sem julgamentos morais, o autor é implacável com a moça.</p><p>Esse conto é um bom exemplo da atualidade do olhar de Tchekhov sobre a sociedade de sua época. Se trocarmos o Volga pelo Capibaribe, a neve pelo calor, os casacos de lã pela saias indianas compradas no shopping, identificamos a “irrequieta” em dúzias de babaquinhas que vivem em torno de bandas de música, de cineastas, de produtores. Gente que gosta de arte e de cultura, desde que essa cultura seja produzida por gente branca e que o povo fique bem longe, só aplaudindo. Ah, se eu tivesse o talento de Tchekhov&#8230;</p><p>O conto que dá título ao livro faz juz à fama. É a perfeição em forma de narrativa curta, uma beleza. Os personagens Gurov e Anna se tornam mais palpáveis, mais reais a cada parágrafo. Senti a ansiedade dos amantes, a necessidade de ver o outro, a dor da paixão clandestina, a incerteza. O final sem fechamento, sem conclusão, é de lascar de tão bom.</p><p>Alguém nos comentários sobre o livro <em><a href="http://www.caotico.com.br/dois-irmaos/">Dois Irmãos</a>, </em>acho que foi Renatinha Reynaldo, disse que acabou a leitura e se sentiu feliz. Talvez se eu tivesse lido esse livro de uma tacada só, sem tantas interrupções e aperreios, meu sentimento também fosse igual. Mesmo assim, a sensação no final de vários contos (principalmente “A corista”, “A irrequieta”, “A dama do cachorrinho” e a “A noiva”) é de que alguém tinha acabado de me falar algo importante, algo capaz de explicar ou mudar muita coisa na vida.</p><p><img class="alignnone size-medium wp-image-537" title="chekhov" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/12/chekhov-282x350.jpg" alt="chekhov" width="185" height="230" /> <img class="alignnone size-medium wp-image-538" title="6259 russia taganrog the house of chekhov thumbnails" src="http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2009/12/6259-russia-taganrog-the-house-of-chekhov-thumbnails-350x262.jpg" alt="6259 russia taganrog the house of chekhov thumbnails" width="307" height="230" /></p><p><strong>Sobre o escritor</strong></p><p>Anton Tchekhov viveu apenas 44 anos, mas até hoje faz barulho na alma de quem lê seus escritos. Seus contos revelam sensibilidade e que ele tinha um lado bem definido na vida: o lado dos mais fracos. Gostei tanto do que li, que procurei imagens da sua cidade. Encontrei a foto da casa dele, na cidade que nasceu,  Taganrog, no sul da Rússia, à beira do mar de Azov.</p><ul><li><a href="http://panorama-direitoliteratura.blogspot.com/2007/12/anton-tchekhov-dama-do-cachorrinho.html"><strong>Clique aqui para ler uma ótima resenha sobre a <em>A dama do cachorrinho </em>no site Panorama</strong></a></li><li><strong><a href="http://miltonribeiro.opsblog.org/2008/08/21/anotacoes-pessoais-sobre-anton-tchekhov-e-e-mail-recebido/">Clique aqui para ler uma declaração de amor arretada à obra de Tchekhov, por Milton Ribeiro</a><br /> </strong></li></ul><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.caotico.com.br/contos-de-tchekhov/' addthis:title='Contos de Tchekhov '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.caotico.com.br/contos-de-tchekhov/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>7</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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