-
Tópicos recentes
Arquivos
- março 2010 (4)
- fevereiro 2010 (3)
- janeiro 2010 (3)
- dezembro 2009 (6)
- novembro 2009 (8)
- outubro 2009 (9)
- setembro 2009 (8)
- agosto 2009 (9)
- julho 2009 (14)
- junho 2009 (3)
-
Comentários Recentes
- Lea Cavalcanti em O Melhor de Stanislaw Ponte Preta
- O Melhor de Stanislaw Ponte Preta | Caótico | Espaço de leituras, histórias & especulações em Trecho de O Melhor de Stanislaw Ponte Preta
- Emerson em Cem Anos de Solidão
- Fernanda Bérgamo em A Ciranda das Mulheres Sábias
- naire valadares em A Ciranda das Mulheres Sábias
- Gomes - Fir em A Ciranda das Mulheres Sábias
- Eliane Duarte em A Ciranda das Mulheres Sábias
- Geórgia Araújo em A Ciranda das Mulheres Sábias
Aluguel de livros, venda, downloads e outros negócios...
Humor politicamente incorreto
Literatura
Poesia
Visite
Tags
América Latina american dream Benedetti Capibaribe Carta Capital Circunavegação Colômbia contadores de histórias Contos Crime e Castigo cristianismo Dostoievski feminismo Fernão de Magalhães Funcultura gaúchos Georges Simenon Gore Vidal História Oral Islã Israel James Ellroy Jules Maigret Literatura literatura americana literatura latino-americana literatura policial literatura russa livros Maigret Milton Ribeiro mulher Nélson Rodrigues Norman Mailer Nova York Oriente Médio Rede Globo ressurreição Rio de Janeiro romance noir romances Samarone Lima Um Sonho Americano Uruguai way american of life
Trechos de Juliano
O charlatão Máximo, em conversa com Juliano ainda jovem, estudante de filosfia em Atenas
*****
“- Não é assim que deve se aproximar da divina presença. – Borrifei água em Oribásio, com ótima pontaria. Ele riu. Meu tio também, pois eu fizera o mesmo com ele. Então, fiquei assustado. Era exatamente assim que nasciam os monstros. Primeiro, o tirano faz brincadeiras inofensivas: borrifa água nos senadores durante o banho, serve pedaços de madeira ao invés de comida aos seus convidados, prega peças em todos ; e não importa o que ele faça, todos riem e o lisonjeiam, acham inteligentes suas osbervações mais cretinas. Depois as brincadeiras começam a perder a graça. Certo dia ele acha divertido violentar a mulher de outro homem diante do marido, ou o marido, na frente da mulher, ou torturar os dois, ou matá-los. Quando começa a matança, o imperador não é mais um homem, mas um animal, e já tivemos muitos animais no trono do mundo. Desculpei-me veementemente por ter molhado meu tio. Desculpei-me até por ter molhado Oribásio, embora ele seja como um irmão para mim. Nenhum deles adivinhou o significado daquele súbito acesso de culpa.”
Juliano, logo depois de chegar a Constantinopla, já na condição de imperador