“É Dezembro em Paris. Era já Dezembro quando parti de Luanda deixando para trás o esplendor do teu olhar. E há-de ainda ser Dezembro depois que terminar o mês, e a seguir virá Dezembro e o Inverno, novamente Dezembro e sempre assim, até que de novo eu retorne à Estação do Sol, que é em toda parte todo o instante que o teu olhar ilumina.”
Trecho de Carta a Ana Olímpia, Paris, Dezembro de 1872 (página 43)
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“Entre o cavalheiro melancólico que frequenta os salões de Madame Jouarre, minha gentil madrinha, e o remoto canibal do Alto Amazonas, não existe séria divergência moral, apenas gastronômica.”
Trecho de Carta a Ana Olímpia, Paris, Setembro de 1877 (página 117)
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“Fazer um filho é gerar um universo. Hão-de vir os anjos, mas também os demónios; há-de vir o amor, mas igualmente o ódio; e juntamente com o sublime virá o abominável. A mim, que não me agrada o papel de Deus, parece-me (parecia-me) um filho um acto arrogante e temerário.”
Carta a Ana Olímpia, Paris, Abril de 1878 (página 126)
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