Dei o pontapé inicial na leitura de uma edição em versos da Editora 34, traduzida direto do original, da “Divina Comédia”. Coisa fina, mas que deverá me exigir certa concentração para que possa imergir no universo de Dante. Ainda estou no segundo canto, faltam 98. Então, aproveitarei para iniciar uma nova fase do Caótico.
Por isso, nas próximas semanas vou reduzir o ritmo dos comentários sobre os livros que li, porém pretendo compartilhar lembranças com maior generosidade. Também vou contar minhas mentiras, coisas que escutei ou vivi, mas que costumo alterar ou “melhorar a verdade”, exagerando um pouquinho ali, um pouquinho acolá. De tanto enxertar imaginação nas histórias que conto e reconto com entusiasmo nas conversas entre amigos, já nem sei o que é mentira e o que é verdade.
Escrever essas coisinhas, transpor a fronteira entre a oralidade e o texto, será um exercício que, entre aspas, ousaria chamar de “literário”, um treinamento aberto ao público, um teste escancarado de alguém que se dispõe a ser criticado para saber se deve alimentar a pretensão de, em futuro remoto, escrever contos ou crônicas. Afinal, tenho a convicção de que contar mentiras pode ser atividade mais interessante sincera do que o jornalismo.
2 Comentários
Aguardamos, pois.
Sama
Quando chegar no Inferno, conta pra agente se na Divina Comédia faz alguma referência ao Santinha.